Bupa – Convênio médico Care Plus

Companhia britânica de saúde, Bupa, cogita novos mercados brasileiros. Dona da Care Plus, a Bupa é a maior seguradora de saúde do Reino Unido.

Sulamérica compra Prodent

A SulAmérica afirmou que a Prodent é a oitava maior operadora de planos odontológicos do Brasil.

Bradesco saúde para pequenas e médias empresas

Bradesco Saúde para pequenas e médias empresas. Como funciona? A Bradesco tem um convênio personalizado para atender micro, pequenas e médias empresas.

Amil compra Grupo Sobam

Os cerca de 120 mil beneficiários dos planos SOBAM e APS Saúde também passarão a contar com a expertise em gestão da Amil.

NotreDame Intermédica compra GreenLine

Com a compra da Greenline, NotreDame Intermédica torna-se a terceira maior operadora de saúde do Brasil.

Plano empresarial para quem aposenta

Aposentados e demitidos sem justa causa têm o direito de manter o plano de saúde empresarial e usufruir dos seus serviços desde que assumam o pagamento do valor integral do plano.

Notredame e Mediplan Sorocaba

O Grupo Notredame Intermédica compra a Mediplan Sorocaba. Este, por sua vez, abrange a Mediplan Assistencial, Hospital Samaritano e Maternidade Samaritano.

Seguro Saúde Porto Seguro e Vantagens

Plano empresarial a partir de 5 vidas, para além de se tornar bastante acessível, o Porto Seguro Saúde PME cinco vidas oferta vantagens exclusivas aos segurados.

Amil é o convênio médico que mais inova no país

Em levantamento, a empresa foi apontada como campeã do ranking entre as operadoras mais inovadoras. a Amil é o convênio médico número um do país em inovação.

Regras de preços de plano com coparticipação e franquia

Com a norma passa a ser permitido que operadoras de planos ofereçam descontos, bônus ou outras vantagens aos consumidores que apresentarem bons hábitos de saúde.

Planos de saúde sem carência para urgência

A grande importância da eliminação dos prazos de carência para os atendimentos de urgência e emergência.

Planos de saúde com coparticipação triplica em dez anos

Atualmente, 36% dos planos coletivos empresariais já têm cobrança de coparticipação ou franquia. Nos coletivos por adesão e individuais, esse percentual é de 35% e 26% respectivamente.

Planos de saúde mais baratos valem a pena?

Antes da pessoa desistir de ter um plano vale, sim, contatar um corretor e buscar algumas alternativas de planos mais baratos.

Trasmontano na Praia Grande terá novo hospital

Especialidades de cirurgias, maternidade, pediatria, obstetrícia e clínica médica. Será capaz de realizar procedimentos de alta complexidade, através dos serviços de UTI adulta e neonatal.

Convênio médico tradicional e plano franquia

Com uma pesquisada nos valores dos planos, os consumidores encontrarão o melhor preço. Na Amil o plano mais barato é o Next Plus RJ, com preços a partir de R$ 88,20.

Dicas de planos para gestantes

Planos que ofereçam atendimento não só durante o período gestacional, mas também após o nascimento da criança.

Unimed Criciuma Inaugura um novo espaço

Neste mês de maio a Unimed Criciúma – Santa Catarina, inaugura, no Edifício Metropolitan, uma nova unidade do Laboratório Unimed.

Unimed para gestantes

APP da Unimed para gestantes, o aplicativo para Gestantes da Unimed são exemplos dessa estratégia e têm boa aceitação das clientes em todo o país.

Novo Hospital da Unimed em Volta Redonda RJ

Nesta segunda-feira, a expansão foi assinada pela direção da Unimed de Volta Redonda. As novidades da Unimed Rio de Janeiro continuam.

Planos de saúde na região de campinas tem alta de clientes

Artur Nogueira, Campinas, Cosmópolis, Engenheiro Coelho, Holambra, Hortolândia, Indaiatuba, Itatiba, Monte Mor, Nova Odessa, Paulínia, Sumaré, Valinhos e Vinhedo.

Hospital Sírio-Libanês no Distrito Federal

Hospital Sírio-Libanês no Distrito Federal. Nova unidade do Hospital Sírio-Libanês em Brasília será o hospital mais completo fora de São Paulo.

Convênio Médico com Franquia

Tanto a coparticipação nos convênios quanto a franquia são possibilidades previstas dentro do setor por meio de resoluções, mas, até o momento…

Novo modelo de plano de saúde para pequenas e médias empresas

Até 2022 o Brasil terá cerca de 17,7 milhões de Microempreendedores Individuais (MEI) e micro e pequenas empresas que aderem ao Simples Nacional

Amil investe no Brasil

A Amil poderá concorrer diretamente com operadoras NotreDame Intermédica e Hapvida que atendem com uma ampla rede própria.

Unimed Goiânia Completa 40 anos

Também vieram prestigiar o aniversário da Unimed Goiânia representantes do Sistema Nacional e de outras Unimeds do País

Central Nacional Unimed Planos com Qualidade

A Unimed, figurando entre a operadora e o plano de saúde com qualidade comprovada, estimou seu faturamento total

Unimed Santos e Novo Centro Médico

A Unimed Santos mostra seus ares de grandes projetos e modernidade construindo um novo centro médico na baixada santista

Planos de saúde e odontológicos Hapvida

A operadora de planos de saúde e odontológicos Hapvida, originalmente do Ceará, solicitou registro na Comissão de Valores

Busca por plano de saúde bate recorde

Com retomada do crescimento do País, busca por convênios médicos bate recorde. Mudança de cenário nacional implicou

Mercado de planos de saúde volta a crescer

Após levantamento do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), com colaboração da Agência Nacional de Saúde

Planos de saúde e novembro azul

O câncer de próstata é o mais frequente no sexo masculino, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma.

Vale a pena ter um plano de saúde?

Será que vale a pena ter um plano? Muito provavelmente você não lembra da última vez que precisou visitar um médico.

Melhores Planos de Saúde do Brasil

Escolher o melhor plano, que equilibre qualidade com um valor ideal e que satisfaça todas as suas necessidades não é uma

Outubro Rosa e Planos de Saúde

Polêmica antiga e que já foi parar na Justiça devido a falta de assistência de planos para mulheres vítimas do câncer de mama.

Seguro Saúde

Plano de saúde popular prevê ao menos 50% de coparticipação

Plano de saúde popular prevê ao menos 50% de coparticipação


BRASÍLIA – Três tipos de planos de saúde populares foram apresentados pelo governo para avaliação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que deverá se manifestar sobre a “viabilidade técnica”. Pelos termos gerais da proposta, o usuário terá de pagar “ao menos 50% do valor de procedimento” como coparticipação, os preços do serviço poderão ser reajustados apenas “com base em planilhas de custo”, haverá “obrigatoriedade da segunda opinião médica” nos casos mais complexos, entre outras mudanças.

Plano de Saúde Simplificado

O primeiro tipo sugerido é o “Plano de Saúde Simplificado”, que não cobre internações, terapias e exames de alta complexidade, urgência e emergência ou hospital-dia. No documento, assinado pelo secretário de Atenção Básica do Ministério da Saúde, Francisco de Assis Figueiredo, o argumento é que até 85% dos problemas de saúde do beneficiário podem ser resolvidos apenas com os serviços ofertados: consultas, terapias e serviços de diagnóstico de baixa e média complexidade.

Plano de Saúde Ambulatorial mais Hospitalar

No segundo modelo proposto, chamado de Plano de Saúde Ambulatorial mais Hospitalar, o usuário terá acesso a serviços de baixa, média e alta complexidade, mas começará o atendimento obrigatoriamente por um médico de família ou da atenção primária. Caso ele indique o paciente para a rede hospitalar, será preciso ouvir uma segunda opinião que “reafirme a necessidade”.

Pelo Regime Misto de Pagamento, o terceiro tipo de plano sugerido, o usuário paga mensalmente a cobertura de serviços hospitalares, terapias de alta complexidade, medicina preventiva e atendimento ambulatorial. De acordo com valores previstos no contrato, o beneficiário pagará por procedimento feito. Haverá modelos de pré e pós-pagamento.

Para que os planos populares possam ser praticados no mercado com essas regras, será preciso que a ANS reveja normas atuais que tentam proteger os usuários de abusos, como a que prevê uma rede mínima de serviços a serem ofertados. Após a manifestação de viabilidade técnica, o Ministério da Saúde vai submeter o texto à Consultoria Jurídica da pasta para debater a “viabilidade jurídica”.

Plano de Saúde Acessível

Polêmica desde que foi anunciada pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, a ideia dos planos populares de saúde levou a pasta a formar um grupo de trabalho, em agosto de 2016, que chegou ao texto atual remetido à ANS. A pasta tenta se desvincular da proposta, ao afirmar, em nota, que “não propôs e não opina” sobre as sugestões “elaboradas pelo Grupo de Trabalho para discutir a elaboração do projeto de Plano de Saúde Acessível”.

O grupo, ainda segundo o ministério, contou com participação de mais de 20 instituições ligadas à Saúde Suplementar, como Abramge, Proteste, AMB, CFM e Unimed, além de representantes do Ministério da Saúde (coordenação), Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização.

Entre as razões apresentadas no documento para endossar a proposta, está a elevada taxa de desemprego que “afeta diretamente o mercado de saúde suplementar”. Segundo o ofício, houve redução de 3,05% no número de usuários nos últimos 12 meses — eram mais de 50 milhões em junho de 2015 e passou a 48,6 milhões em junho de 2016.

Planos de saúde projeta estagnação no número de usuários


Setor de planos de saúde projeta estagnação no número de usuários

A Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) atribui a queda no número de beneficiários à crise econômica atravessada pelo país. A entidade, que diz estar há dois anos alertando para a situação, sustenta que o setor é diretamente impactado pelo aumento do desemprego e a queda na renda da população.

De acordo com a Abramge, entre 2015 e 2016 os planos de saúde perderam em torno de 2,5 milhões de usuários, que voltaram a depender exclusivamente do atendimento do SUS. Em nota, a entidade afirma que, para 2017, diante do cenário de crescimento modesto do PIB, a tendência “é de estagnação ou, na melhor das hipóteses, de ligeira elevação no número de beneficiários (até 300 mil vidas)”. Mas pondera que o quadro é bastante volátil e pode ser melhor do que o inicialmente estimado caso o clima econômico melhore mais rápido do que o esperado.

Pressão no bolso, fim de convênio médico

Até agosto do ano passado, toda a família da produtora cultural Rita Masini, 28 anos, contava com um plano de saúde. Mas a crise financeira e a turbulência no cenário político, com o impeachment da então presidente Dilma Rousseff, travaram os projetos e a captação de recursos no meio cultural. Segundo Rita, desde então, o que se vê é “um caos absoluto no setor”.

A dificuldade de arcar com o custo do serviço, de cerca de R$ 500 mensais, fez com que a produtora cancelasse o convênio. Em seis meses sem a cobertura do plano de saúde, tiveram de recorrer uma única vez ao SUS, quando o filho mais novo dela, Nico, de dois anos, caiu e se cortou. Rita, que é casada com Magnus Viola, 38 anos, e tem outra filha, Leah, de cinco anos, conta que gostou do atendimento recebido na ocasião.

— Foi muito melhor do que os atendimentos particulares que precisei utilizar em Porto Alegre. Foi mais rápido, e os profissionais foram mais atenciosos. Pretendo voltar a contratar planos, principalmente para consultas e exames, pois nos dão uma certa comodidade, mas não tenho pressa. Ainda temos o Sistema Único de Saúde, com suas qualidades e defeitos — relata Rita.

Também foi por razões econômicas que a biomédica Amanda Phaelante Pinto, 29 anos, resolveu cortar o plano de saúde dela e do filho Matias Phaelante Pinto Rodrigues, de seis meses. Após um reajuste no final do ano passado, as duas mensalidades, juntas estavam beirando os R$ 500, mesmo sendo uma modalidade empresarial. Para cancelar o convênio médico, a jovem apenas aguardou passar o período de carência do novo plano do filho. Amanda espera poder contar com o sistema público, caso precise de atendimento médico.

Número de fumantes cai entre beneficiários de planos de saúde


Número de fumantes cai 42% entre beneficiários de planos de saúde

Número de fumantes cai entre beneficiários de planos de saúde, o estudo Vigitel da Saúde Suplementar, divulgado hoje (21) pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), revela que os beneficiários de planos de saúde do país fumam 42% menos, se alimentam melhor e praticam mais exercícios, mas ainda há excesso de peso e obesidade em boa parte dessa população.

O estudo Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) é feito pelo Ministério da Saúde desde 2006, em todas as capitais e no Distrito Federal. A partir de 2008, o Vigitel foi ampliado, em parceria com a ANS, e passou a englobar beneficiários de planos de saúde. Esta é a quarta edição da pesquisa envolvendo as duas instituições. As anteriores foram publicadas em 2009, 2012 e 2015, tendo como referência o ano anterior.

“Número de fumantes cai entre beneficiários de planos de saúde”

O Vigitel da Saúde Suplementar identificou redução de 42% no número de fumantes entre os beneficiários de planos de saúde, que caíram de 12,4%, em 2008, para 7,2%, em 2015. “Isso é muito bom”, disse à Agência Brasil a diretora de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, Karla Santa Cruz Coelho. Significa que a política de combate ao tabagismo, com leis federais e aumento de incentivos fiscais, orientaram e deram mais informações sobre os riscos do tabagismo, segundo ela.

Em contrapartida, ocorreu crescimento de 12,5% na proporção de beneficiários de planos de saúde com excesso de peso. A proporção de 46,5%, em 2008, subiu para 52,3% em 2015. Do mesmo modo, a proporção de obesos nessa população evoluiu 36%, passando de 12,5% para 17% no mesmo período.

Em relação à inatividade física, ou sedentarismo, houve redução de 16,2%. A proporção caiu de 19,1% para 16% na mesma comparação. “Parece que as pessoas estão mais saudáveis, fazendo mais atividades físicas. Isso foi bom, mas ainda não se reflete na redução do peso”. Houve ainda aumento de 21,8% nas pessoas que consomem regularmente a quantidade recomendada de frutas e hortaliças, que alcança cinco ou mais porções diárias durante cinco ou mais dias da semana.O lercentual passou de 27% para 32,9%. “Esse também é um dado positivo para a ANS”, disse Katia.

Fatores de risco

A Agência Nacional de Saúde Suplementar avalia os fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo a diretora, as DCNT matam mais pessoas no mundo por doenças que poderiam ser preveníveis, entre as quais doenças cardiovasculares, neoplasias e doenças respiratórias crônicas. Segundo a OMS, as doenças crônicas não transmissíveis são responsáveis por 70% dos óbitos registrados em 2014, equivalentes a 38 milhões de mortes. No Brasil, as DCNT responderam, em 2013, por 72,6% das causas de morte.

Para reverter esse quadro, Katia Coelho destaca a necessidade de mudanças nos hábitos da população. Na saúde suplementar, a ANS estimula as operadoras a adotarem programas de promoção da saúde e prevenção de doenças que gerem resultados específicos para um grupo de pessoas. “A gente identifica os problemas dentro daquelas operadoras, de forma oportuna, e procede ao monitoramento para que as ações em saúde possam atuar nesses indicadores”, disse ela.

Kátia entende também ser necessário articular a rede de atenção, que deve ser interdisciplinar e intersetorial. Para isso, a ANS desenvolve diretrizes clínicas baseadas em evidências, com foco no excesso de peso e obesidade, “porque precisamos reverter essa questão importante”. O comitê gestor da agência discute periodicamente as ações voltadas para os beneficiários de planos de saúde e planeja sua implementação.

A adesão das operadoras a esses programas é voluntária. Katia destacou, porém, que se elas aderirem, recebem pontuação melhor na ANS. Os programas são cadastrados e avaliados por especialistas que trocam informações com as operadoras participantes de oficinas regionais com a ANS para melhorar os programas. “Muitas já têm resultados positivos e a gente traz para o debate, para que elas apresentem para as outras, dependendo do assunto que estão trabalhando”, salientou.

Exames preventivos

A ANS está em tratativas com o Ministério da Saúde para fazer novo Vigitel este ano, para avaliação da saúde suplementar em 2016. Além dos fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis, o Vigitel avalia exames diagnósticos preventivos do câncer, como mamografia, Papanicolau e de colo de útero.

Segundo a diretora, é muito importante a detecção precoce do câncer de colo de útero e de mama. “A gente observou que 88,3% das beneficiárias de planos de saúde fazem o exame dentro do padrão recomendado para o câncer de mama; 91,9% fizeram o Papanicolau em algum momento da vida, sendo 87,3% nos últimos três anos”, explicou.

A medida serve também para avaliar o acesso a esses exames pelas beneficiárias de planos. A conclusão, disse Katia, é que não há dificuldade para a realização desses exames na saúde suplementar. “E a gente também orienta sobre o diagnóstico precoce dessas doenças, o que permite uma sobrevida melhor dessas pacientes e um tratamento mais adequado”.

A quarta edição do Vigitel da Saúde Suplementar foi feita com base em 53.021 entrevistas por telefone, das quais 30.549 pessoas afirmaram ter plano de saúde, sendo 19.345 mulheres e 11.204 homens.

Projeto quer obrigar planos de saúde a fornecer medicamento


Projeto quer obrigar planos de saúde a fornecer medicamento para doenças crônicas

Projeto quer obrigar planos de saúde a fornecer medicamento para doenças crônicas, projeto que tramita no Senado Federal pretende obrigar os planos de saúde a fornecer medicamentos para o tratamento de doenças crônicas específicas. A proposta está em análise na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) e tem o senador Humberto Costa (PT-PE) como relator.

A matéria, de autoria da senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS), proíbe a exclusão da cobertura a medicamentos para uso domiciliar, tornando obrigatória, pelos planos de assistência ambulatorial, a garantia de remédios especificados em regulamento. Segundo a parlamentar, é importantíssimo garantir a assistência farmacêutica às pessoas com doenças crônicas, para incentivar a adesão ao tratamento e tornar mais efetiva a atenção prestada à sua saúde.

Para a senadora, a medida também deve poupar gastos futuros com reinternações e procedimentos complexos decorrentes de um tratamento inicial inadequado. O programa Farmácia Popular do governo federal é uma boa proposta, aponta Ana Amélia, porém ele atende aquela parcela da população que não tem plano de saúde.

“O perfil das prescrições na saúde suplementar é diferente do perfil no SUS, o que faz com que os beneficiários dos planos de saúde tenham acesso limitado às medicações disponíveis no Farmácia Popular. Seria importante ter os medicamentos do programa e acrescentar outros princípios ativos na lista a ser disponibilizada pelas operadoras”, defende a parlamentar.

Ana Amélia reconhece iniciativas privadas e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para garantir o fornecimento de medicamentos para o tratamento de doenças crônicas, mas destaca que ainda não foram consolidadas, na saúde suplementar, estratégias que assegurem, de forma ampla, a assistência adequada para os beneficiários de planos de saúde. (Informações da Agência Senado)

Amil lança plano de saúde no Rio de Janeiro


Amil lança plano de saúde no Rio de Janeiro com soluções diferenciadas para clientes corporativos

NEXT Saúde, composto por rede verticalizada, quer atrair empresas da cidade

Amil lança plano de saúde no Rio de Janeiro, no próximo dia 19, no Rio de Janeiro, o NEXT Saúde – plano de assistência médica baseado no modelo de atendimento em rede própria regional, composta por hospitais, unidades de pronto atendimento e consultórios. Com a estratégia, a marca entra no mercado fluminense com preço competitivo. O modelo é comercializado em São Paulo desde 2015 e já conquistou 170 mil beneficiários.

O objetivo é atrair clientes corporativos de todos os portes – segmento que registrou a maior queda no número de contratos em 2016 e busca soluções mais acessíveis para manter o benefício aos seus funcionários. Focado nesse público, o produto oferece apoio técnico ao gestor, programas de saúde para os beneficiários e, ainda, metodologia para controlar os custos médicos, que impactam diretamente os reajustes futuros, por meio de uma equipe profissional de suporte ao setor de Recursos Humanos das empresas-clientes. “O trabalho dessa equipe engloba a realização de reuniões periódicas, a elaboração de relatórios gerenciais mensais, estudos do perfil de utilização do plano e propostas de ações com base nos dados avaliados”, explica Heraldo Jesus, diretor do NEXT Saúde.

O plano de saúde no Rio de Janeiro, a rede da operadora conta com quatro hospitais: Pasteur, localizado no Méier; Mário Lioni, em Duque de Caxias; Pan Americano, na Tijuca; e Hospital de Clínicas de Jacarepaguá, no bairro de mesmo nome, todos com pronto-socorro 24 horas.  Possui ainda unidades de emergência e centros médicos para a realização de procedimentos, consultas e exames – eletivos e de urgência – nos mesmos bairros.  O cliente NEXT Saúde também tem acesso à rede credenciada composta por consultórios, laboratórios e centros de diagnóstico na região metropolitana do Rio de Janeiro.

 

Novo plano de saúde popular


ANS avalia modelo para novo plano de saúde popular

Sugestões das operadoras incluem coparticipação, médico da família e uma espécie de franquia

As operadoras de planos de saúde apresentaram um novo plano de saúde popular à agência reguladora do setor. A proposta prevê mudanças como a ampliação da coparticipação, um sistema de franquia similar aos seguros de veículos, além da acumulação de pontos nos programas de promoção à saúde para ter descontos nas mensalidades do novo plano de saúde popular. A figura do “médico da família” aparece com a roupagem de um clínico geral que acompanha o histórico de um grupo de usuários e fica responsável pelo encaminhamento para os especialistas. O pacote está dentro da formatação de um novo plano de saúde popular, acessível às pessoas de renda mais baixa que não querem esperar o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS).

O diretor executivo da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), José Cechin, explicou que as operadoras estão propondo mudanças no modelo de atenção à saúde e formas de remuneração dos prestadores (médicos, hospitais, clínicas, laboratórios etc). “As propostas se alinham com a solicitação do Ministério da Saúde, de propormos um produto acessível, com preço menor, para que mais gente tenha acesso à saúde”. Em relação ao novo modelo assistencial, Cechin destaca o papel do clínico geral que será a porta de entrada do usuário. Ele só encaminha para o especialista quando não consegue resolver o problema. Uma forma de racionalizar o uso dos serviços. Outro ponto das mudanças se refere às formas de remuneração dos prestadores. A proposta da FenaSaúde é que os pagamentos sejam feitos através de um pacote de serviços que contemple toda a cadeia assistencial.

A parte que interessa aos usuários é a proposta de ampliação da coparticipação, espécie de taxa que o usuário paga para ter acesso ao serviço, além da mensalidade. Cechin destaca que o mecanismo já é praticado, mas deve ser aperfeiçoado. “As operadoras teriam mais flexibilidade para estabelecer a coparticipação, que poderia ser aplicada por percentual ou um valor para cada procedimento”. A proposta excluiria os exames preventivos, como a mamografia para a mulher e o PSA para o homem.

Outra proposta apresentada pela FenaSaúde é um sistema de franquia para o novo plano de saúde popular, semelhante ao seguro de automóvel. Por exemplo: o plano de saúde teria uma franquia de R$ 1.000. As despesas abaixo desse valor seriam bancadas pelo usuário. Acima desse valor ficam por conta da operadora. “As pessoas vão usar o plano com mais critério e só vão fazer o procedimento quando precisar efetivamente”, diz Cechin As sugestões apresentadas pela entidade que representa as maiores operadoras foram entregues à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O Diario procurou a ANS, mas a agência não quis se pronunciar.

Não há carência em troca de plano de saúde após demissão


 

Não há carência em troca de plano de saúde após demissão

Segurado não precisa cumprir carência ao trocar de plano de saúde após demissão

Plano de saúde não pode exigir carência de trabalhador que se beneficiava de plano empresarial, mas foi demitido e aderiu a outro convênio médico, este coletivo, na mesma empresa.O entendimento, unânime, é da 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça ao julgar recurso de uma operadora de plano de saúde contra decisão da Justiça paulista que desobrigou uma usuária de cumprir prazos de carência para atendimento médico.

A usuária era dependente do marido, que tinha um plano coletivo empresarial até ser demitido sem justa causa. Com a demissão, ela contratou, pouco tempo depois, outro plano da mesma operadora. Ao procurar atendimento médico pelo novo plano, a operadora exigiu o cumprimento do prazo de carência.

Anulação
A usuária ajuizou ação para anular a cláusula contratual que a obrigava a cumprir a carência, sob o argumento de que esse prazo já havia sido cumprido no plano anterior da mesma operadora. Com as decisões favoráveis à usuária na Justiça paulista, a operadora recorreu ao STJ. A relatoria do caso coube ao ministro Villas Bôas Cueva, da 3ª Turma, especializada em Direito Privado.

Em seu voto, o ministro salientou que, quando há demissão imotivada, a operadora deve oferecer ao trabalhador e dependentes a prorrogação temporária do plano coletivo ao qual haviam aderido, contanto que paguem integralmente as mensalidades, respeitado o prazo estabelecido em lei: mínimo de seis meses e máximo de dois anos.

O ministro explicou que a carência é o período ininterrupto, contado a partir da data de início da vigência do contrato, durante o qual o contratante paga as mensalidades, mas ainda não tem acesso a determinadas coberturas.

Equilíbrio
“A finalidade é assegurar a fidelização do usuário e o equilíbrio financeiro da negociação, permitindo a manutenção do saldo positivo do fundo comum para o custeio dos serviços médico-hospitalares, ou seja, visa a conservação do próprio plano de saúde”, disse o ministro, ao salientar que não há ilegalidade ou abuso na fixação de carência, observados os limites legais.

Ele afirmou que há casos em que a carência já cumprida em um contrato pode ser aproveitada em outro, como geralmente ocorre na migração e na portabilidade para a mesma ou para outra operadora. “Tais institutos possibilitam a mobilidade do consumidor, sendo essenciais para a estimulação da livre concorrência no mercado de saúde suplementar”, disse o ministro Villas Bôas Cueva.

No caso em julgamento, o relator considerou que ao trabalhador demitido e seus dependentes, para que não fiquem desprotegidos e atendendo à função social do contrato, foi assegurada a portabilidade especial de carências pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

O relator ressaltou que, segundo a Resolução Normativa 186/09 da ANS, o ex-empregado demitido ou exonerado sem justa causa ou aposentado ou seus dependentes no plano ficam dispensados do cumprimento de novas carências na contratação de novo plano individual ou familiar ou coletivo por adesão, seja na mesma operadora, seja em outra, desde que peçam a transferência durante o período garantido pelos artigos 30 e 31 da Lei 9.656/98. Com informações da Assessoria de Imprensa do STJ.

Índice de desempenho das operadoras de planos de saúde


Ans divulga índice de desempenho das operadoras de planos de saúde 

Índice de desempenho das operadoras de planos de saúde
O número de beneficiários em operadoras de planos de saúde bem avaliadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aumentou em 2014 em relação a 2013. É o que mostram os resultados do programa de Qualificação da Saúde Suplementar 2015, com base nos dados enviados pelas operadoras à Agência ao longo de 2014.

De acordo com o índice que mede o desempenho do setor, 901 operadoras analisadas pela Agência ficaram com nota entre 0,6 e 1 (nota máxima) no ano passado, contra 805 em 2013, o que corresponde a um crescimento de 11,9% no período. Juntas, elas representam 75,9% de todo o mercado de planos de saúde de assistência médica e odontológica, composto por 1.187 operadoras. E são responsáveis pelo atendimento de 89% dos beneficiários em planos de assistência médica e 96% dos beneficiários em planos de assistência exclusivamente odontológica.

O Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS) 2015 é composto pela avaliação da assistência prestada pelas operadoras aos seus clientes (Atenção à Saúde), quesito que equivale a 40% da composição da nota, além de indicadores de satisfação do cliente (20%), estrutura e operação da empresa (20%) e aspectos econômico-financeiros (20%).

Os dados também apontam queda de 34,5% no número de operadoras concentradas na faixa intermediária das notas do IDSS, que varia de 0,4 a 0,59. Em 2014, 174 operadoras ficaram nessa faixa – no ano anterior eram 266. Outras 62 empresas ficaram com índice entre 0,2 e 0,39, contra 94 em 2013, representando uma queda de 34%. Na faixa mais baixa (0 a 0,19), a ANS identificou 50 operadoras, redução de 30,5% em relação ao ano anterior (72).

As informações do IDSS mostram que houve melhora do desempenho das operadoras, com maior concentração de empresas com notas entre 0,6 e 0,79 e na faixa de 0,8 a 1 ponto, que são consideradas positivas, e queda em todas as outras faixas. Isso aponta para o esforço do setor na melhoria da qualidade da prestação de serviços aos beneficiários. Do total de operadoras analisadas 743 se mantiveram estabilizadas nas faixas mais elevadas do IDSS e 337 subiram na avaliação. Outras 83 tiveram queda nos indicadores do IDSS.

Em relação à dimensão econômico-financeira, vale destacar que os esforços regulatórios que vêm sendo realizados pela ANS no sentido de ampliar as garantias financeiras e as margens de provisão, têm se refletido numa variação positiva das operadoras neste quesito. Deste modo, merece destaque o incremento de 0,65 em 2013 para 0,83 em 2014 na média das notas nesta dimensão. Isso significa que houve melhora nas provisões e nas reservas financeiras de boa parte das operadoras que atuam no mercado. Ressalte-se ainda que o atual estágio do Programa até então tem privilegiado mais os aspectos concernentes à conformidade regulatória do que àqueles associados ao desempenho operacional das avaliadas. Quanto às demais dimensões (Atenção à Saúde, Estrutura e Operação e Satisfação do Beneficiário) não foram observadas variações médias significativas entre 2013 e 2014.

Para a diretora de Desenvolvimento Setorial, Martha Oliveira, “a avaliação anual do desempenho das operadoras de planos de saúde aumenta a gama de dados divulgados, e, consequentemente, dá mais transparência aos dados do setor. Também permite avaliar o aprimoramento das operadoras, estimulando a concorrência entre elas, e beneficia o consumidor de planos de saúde por ser um item a mais na hora de pesquisar produtos no mercado”.

APRIMORAMENTO PERMANENTE – considerando a evolução do setor e com o objetivo de promover a melhoria contínua do programa, tornando as dimensões analisadas mais próximas à realidade da saúde suplementar, a ANS está construindo uma nova proposta sobre a metodologia de avaliação do IDSS. As discussões vêm sendo feitas no âmbito do Comitê Executivo do Programa de Qualificação, do qual participam representantes do setor, e irá gerar um novo normativo. A expectativa é que a partir de 2016 já sejam consideradas novas dimensões, que poderão contar com a utilização dos dados obtidos a partir das guias TISS (Troca de Informações na Saúde Suplementar), que propiciarão a oportunidade de desenvolvimento de novos indicadores, especialmente no que tange ao desfecho dos processos de cuidado na saúde.

SOBRE O PROGRAMA DE QUALIFICAÇÃO

O IDSS é conhecido como a ‘nota’ das operadoras e integra o programa de Qualificação das Operadoras. O resultado do índice demonstra como o mercado está se comportando nos itens avaliados anualmente e é um importante parâmetro para os 50,5 milhões de consumidores de planos de assistência médica e os 21,5 milhões com planos exclusivamente odontológicos avaliarem sua operadora.

As notas do IDSS têm cinco faixas de variação, indo de 0 a 0,19; 0,2 a 0,39; 0,4 a 5,9; 0,6 a 0,79; e de 0,8 a 1 (nota máxima). Para chegar a essas notas, são avaliados 29 indicadores, sendo 16 relativos à dimensão da Atenção à Saúde; seis de Estrutura; quatro envolvendo aspectos Econômico-financeiros; e três sobre Operação e Satisfação do Beneficiário (ver lista).

Além do desempenho das operadoras, o IDSS permite avaliar a distribuição percentual de operadoras médico-hospitalares e odontológicas por faixas de pontuação, bem como dos beneficiários, entre outros recortes.

Faixas de pontuação do IDSS

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Consulte os resultados de sua operadora

Veja a lista completa com os resultados gerais do IDSS 2015

Confira o Relatório da Qualificação das Operadoras 2015
LISTA DE INDICADORES DO IDSS 2015 (ano base 2014)

Indicadores da dimensão da atenção à saúde (peso: 40%):

Taxa de citopatologia cérvico vaginal oncótica;
Taxa de mamografia;
Proporção de parto cesáreo;
Número de Consultas Médicas Ambulatoriais por Beneficiário;
Taxa de Internação Hospitalar;
Proporção de consulta médica em pronto socorro;
Índice de sessões de quimioterapia sistêmica por consulta médica;
Taxa de internação por fratura de fêmur em idosos;
Número de consultas médicas ambulatoriais selecionadas por beneficiário com 60 anos ou mais;
Número de consultas odontológicas iniciais por beneficiário;
Taxa de aplicação tópica profissional de flúor;
Taxa de raspagem supra-gengival;
Taxa de dentes permanentes com tratamento endodôntico concluído;
Taxa de exodontia de permanente;
Proporção de próteses odontológicas unitárias; Programa de Promoção da Saúde e prevenção de Riscos e Doenças.

Indicadores da dimensão estrutura e operação (peso: 20%):
Dispersão de procedimentos e serviços básicos de saúde;
Dispersão da rede assistencial hospitalar;
Dispersão de serviços de urgência e emergência 24 horas;
Dispersão da rede assistencial odontológica;
Percentual de qualidade cadastral;
Índice de regularidade de envio dos sistemas de informação.

Indicadores da dimensão econômico-financeira (peso: 20%):
Patrimônio Líquido Ajustado por margem de solvência;
Liquidez Corrente;
Provisão de eventos ocorridos e não avisados;
Suficiência em ativos garantidores vinculados.

Indicadores da dimensão satisfação do beneficiário (peso: 20%):
Proporção de beneficiários com desistência no primeiro ano;
Sanção pecuniária em primeira instância;
Índice de reclamações.

 

 

Clientes de planos de saúde empresariais poderão questionar contratos

Clientes de planos de saúde empresariais poderão questionar contratos na justiça

Consumidores e beneficiários de planos de saúde coletivos, na modalidade empresarial ou por adesão, poderão ter o direito de rediscutir os contratos, os regulamentos ou as condições gerais dos serviços contratados naquilo em que violar os seus interesses. Essa possibilidade está prevista em projeto de lei (PLS 20/2016) do senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), que está pronto para votação e aguarda inclusão na pauta da Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA).

A proposta recebeu relatório favorável do senador Eduardo Amorim (PSC-SE). Na análise, ele explicita a diferença entre os planos de saúde coletivos empresarial e planos de saude por adesão. Enquanto o primeiro tipo garante assistência aos funcionários da empresa que contrata uma operadora privada de plano de saúde, o segundo envolve a contratação por entidades de classe, como conselhos, sindicatos e associações profissionais, para prestação de serviços de saúde a seus filiados e dependentes.

Legitimidade

Na justificação do PLS 20/2016, Bezerra chamou a atenção para o debate jurídico em torno da legitimidade do usuário de plano de saúde coletivo para entrar na Justiça contra a operadora que violar um direito ou interesse jurídico. Ele afirmou que, em geral, os planos de saúde costumam alegar a ilegitimidade sob o argumento de que o usuário do plano de saúde coletivo detém contrato por intermédio de uma administradora de benefícios. Por essa interpretação, disse Bezerra, “aduz-se que apenas essa administradora tem legitimidade para discutir judicialmente direito porventura violado, o que quase nunca ocorre, deixando os consumidores à mercê de cláusulas abusivas”.

Segundo o relator do projeto, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) já reconheceu o direito do usuário de plano de saúde coletivo de ajuizar ação contra as operadoras por desrespeito aos interesses do consumidor. “A partir da análise da natureza jurídica do contrato de plano de saúde realizada pelo STJ, entendemos prudente garantir o direito à revisão do contrato por parte do usuário do plano de saúde, seja ele consumidor ou beneficiário, titular ou dependente. Ao se garantir o direito, o exercício dele é consequência natural”, observou Amorim no relatório sobre o projeto.

Tramitação

Depois de passar pela CMA, a proposta segue para votação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde receberá decisão terminativa. Se aprovada, poderá seguir para a Câmara dos Deputados, caso não seja apresentado recurso para deliberação do texto pelo Plenário.

Plano de saúde com obstetrícia precisa atender recém-nascido


Plano de saúde com obstetrícia precisa atender recém-nascido, afirma STJ

Nos contratos em que o plano de saúde incluir atendimento obstétrico, a operadora tem o dever de prestar assistência ao recém-nascido durante os primeiros 30 dias após o parto. Esse entendimento da 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça é o destaque da edição 584 do Informativo de Jurisprudência.

A obrigação ocorre independentemente de a operadora ter autorizado a efetivação da cobertura, custeado o parto ou realizado a inscrição do neonato como dependente nos 30 dias seguintes ao nascimento.

A publicação também destacou julgamento da 5ª Turma sobre reconversão, retorno da pena originalmente imposta na condenação. Em decisão unânime, os ministros da turma estabeleceram que não é possível, em razão de pedido feito por condenado que nem sequer iniciou o cumprimento da sentença, a modificação da pena de prestação de serviços à comunidade e de prestação pecuniária (restritivas de direitos) por privativa de liberdade a ser cumprida em regime aberto. Com informações da Assessoria de Imprensa do STJ.

Plano de saúde coparticipação não é abusivo

Cláusula que prevê coparticipação em plano de saúde não é abusiva

Não é ilegal a cláusula contratual de plano de saúde coparticipação do usuário nas despesas médico-hospitalares em percentual sobre o custo do tratamento. A decisão é da 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça. Segundo o relator, ministro Villas Bôas Cueva, os planos de saúde, instituídos com o objetivo de melhor gerir os custos da assistência médica, podem ser integrais ou coparticipativos.

O relator destacou que o artigo 16 da Lei 9.656/98 permitiu a inclusão de fatores moderadores, paralelos às mensalidades, no custeio do plano de saúde coparticipação.

Villas Bôas Cueva citou como exemplos de planos com coparticipação, a franquia e os limites financeiros, que devem estar devidamente previstos no contrato, de forma clara e legível, desde que também não acarretem o desvirtuamento da livre escolha do consumidor.

“A adoção da coparticipação do plano de saúde implica diminuição do risco assumido pela operadora, o que provoca redução do valor da mensalidade a ser paga pelo usuário, que, por sua vez, caso utilize determinada cobertura, arcará com valor adicional apenas quanto a tal evento”, afirmou o relator.

Assim, para o ministro, não há falar em ilegalidade na contratação de plano de saúde com coparticipação, seja em percentual sobre o custo do tratamento, seja em montante fixo, até mesmo porque “percentual de coparticipação do consumidor ou beneficiário” é expressão da lei.

Entretanto, há vedação da instituição de fator que limite seriamente o acesso aos serviços de assistência à saúde, a exemplo de financiamentos quase integrais do procedimento pelo próprio usuário, a evidenciar comportamento abusivo da operadora. Com informações da Assessoria de Imprensa do STJ.

 

Baratear planos de saúde

Médicos de família podem baratear planos de saúde.

Com a alta de até 60% acima da inflação nos últimos 10 anos, operadoras de planos saúde buscam estimular consultas regulares com clínicos. Expectativa é de redução de até 40% nos preços dos planos de saúde.

Baratear Planos de saúde:
Ivan Luiz Coelho, de 68 anos, costuma procurar um médico, por conta própria, sempre que não se sente bem. O aposentado, como a maioria dos brasileiros atendida pelos planos de saúde, não tem vínculo com um clínico de referência. Ele escolhe o médico orientando-se pelo tipo de dor e pela intuição. O modelo de assistência brasileiro, focado no atendimento primário com especialistas e nas consultas em Pronto Socorro, é caro para o usuário e está com o alerta aceso: pode se tornar impagável. Por isso, aumentam as iniciativas de estímulo para o retorno do clínico geral ou médico de família, que ajudaria a reduzir o custo do plano de saúde.
Os planos de saúde tiveram reajuste recorde esse ano e a previsão é que os preços continuem a subir sistematicamente. Em 10 anos, a alta acumulada pelos planos de saúde familiares supera em 60% a inflação do país, medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e, no médio prazo, os altos preços podem expulsar usuários do sistema. A reforma no modelo de atendimento dos planos, no entanto, pode ajudar a dar fôlego aos custos e baratear planos de saúde.

Segundo cálculo feito pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), considerando os reajustes por faixa etária, (que se somam à correção anual da fatura dos convênios médicos), em 30 anos o plano de saúde se tornaria impagável. Em 2040 o Brasil terá 27% de sua população idosa, mais que o dobro dos 12% de hoje.

O brasileiro está envelhecendo rápido e vivendo mais. A notícia é boa, mas as doenças crônicas vão se multiplicando com a idade, e, se não forem tratadas preventivamente, traçam um panorama explosivo para os custos do consumidor que financia os convênios médicos. É nesse momento que os especialistas do mercado defendem a volta do clínico, profissional que o aposentado Ivan Luiz ainda não frequenta.

O tradicional médico de família, conhecido no passado, mas que hoje está sumido da praça, pode ajudar a conter custos e deixar o plano de saúde até 40% mais barato. Isso porque o médico de referência trabalha preventivamente com os usuários, o que evita o agravamento das doenças crônicas, reduzindo o número de internações, que representam um dos principais custos do sistema e acaba por baratear planos de saúde.

Apesar de pesquisas mostrarem os benefícios da atenção primária – ao contrário do que ocorre em países europeus e também no Canadá e Austrália –, no sistema brasileiro o usuário foca seu atendimento nas consultas com especialistas ou no Pronto Atendimento, onde de uma só vez, o consumidor consulta, faz exames e recebe sua receita para medicamentos. “É um modelo de desorganização e desperdício”, aponta José Augusto Ferreira, diretor de provimento de saúde, da Unimed-BH.

Segundo o executivo, há três anos a operadora está desenvolvendo um projeto de atenção primária, que no momento tem 25 mil usuários. O programa focado no atendimento com o clínico de referência, ou médico de família, que acompanha o paciente e é responsável por encaminhá-lo ao especialista, apontou para uma redução de 32% no número de internações e queda de 15% nas reinternações. “Enquanto o custo do sistema aumenta cerca de 18% ao ano, nesse modelo (da atenção primária) os custos crescem ao ritmo de 4%.” Ferreira calcula ainda que o custo do plano de saúde individual, na comparação com o modelo tradicional, encolhe em até 40%.

OBSTÁCULOS Inverter a lógica do sistema não é uma tarefa fácil e nem de curto prazo. Ivan Pinheiro, por exemplo, paga a mensalidade de R$ 1.127 para ele e um dependente. No momento, o aposentado faz consultas com um neurologista e toma cinco medicações para manter a saúde em boa forma. Ivan sente falta de ter um acompanhamento integral e por isso está em busca de um geriatra. No seu próprio plano o acesso é difícil, a oferta é fraca. “Ainda não consegui marcar o clínico porque no meu plano de saúde existem apenas três profissionais da área e a procura é grande. Gostaria de ter um médico com uma visão de todo o corpo”, explica.

A agência reguladora dos planos de saúde lançou um projeto para o tratamento integral ao idoso. “É preciso que a reforma no sistema seja feita de forma ampla e não apenas para a população idosa”, ressaltou o economista Luis Carneiro, superintendente executivo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), durante participação do 3º Congresso Nacional de Atenção Integral à Saúde, promovido em Belo Horizonte pela Unimed-Brasil.

Até 70% da população com mais de 60 anos tem mais de duas doenças, associadas ao processo de envelhecimento. Segundo o executivo do IESS, hoje o sistema de saúde realiza 8 milhões de internações ao ano – os maiores de 59 anos são responsáveis por 2 milhões delas. A projeção é que em 2030 o número dobre, atingindo 4,2 milhões de internações.

As reformas no sistema de saúde chegam bem mais devagar que a velocidade dos reajustes. Um plano de saúde, contratado diretamente pelo usuário maior de 60 anos, pode custar a partir de R$ 700 e as correções têm sido acima da alta do custo de vida.

O diretor de desenvolvimento e marketing da Unimed do Brasil, Edevard Araújo, acredita que crise da economia que tem feito os planos de saúde perderem usuários, pode impulsionar mudanças no modelo assistencial, com atendimentos que tragam mais qualidade e menor custo no plano de saúde.

 

Os números mostram que conter a escalada de custos dos convênios médicos não é uma tarefa fácil, mas é definitiva para que o usuário se mantenha no sistema. Nos últimos 18 meses mais de 1,5 milhão de usuários deixou os planos: ou pela perda do emprego ou pelo rápido encarecimento dos planos individuais.

Para a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Idec) o modelo de reajuste deve ser revisto pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que deve regular também as altas dos planos de saúde coletivos e não só dos individuais. “O reajuste dos planos deve guardar relação com o custo de vida do consumidor. Essa é uma decisão política da agência”, defende Joana Cruz, advogada do Idec. Segundo ela, o modelo de reajuste não é sustentável e vai expulsar dos convênios médicos usuários que já têm um longo tempo de contribuição.

A Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) defende que a volta do clínico geral ao sistema traria economia para as operadoras e resultados mais rápidos para o paciente. Segundo o diretor-executivo da associação, Antônio Carlos Abbatepaolo, algumas operadoras do setor já vêm colocando o modelo em prática. O executivo reforça que a alta de preços dos convênios médicos guardam relação também com o modelo de remuneração hospitalar brasileiro, que não tem preço fixo por procedimento. Depende ainda do combate às fraudes ao sistema e tem relação com a judicialização. Os brasileiros recorrem ao judiciário para ter acesso a medicamentos e procedimentos negados pelos planos. Entre 2013 e 2015, o custo da judicialização dobrou, saltando de R$ 558,3 milhões para R$ 1,2 bilhão.

Planos de saúde ensinam grávidas a prevenirem zika e microcefalia


Planos de saúde oferecem oficinas e médicos orientam sobre como evitar a infecção. Rede pública defende que o melhor remédio é a prevenção.

Para onde quer que vá, Atília Martins, 28, está sempre com figurino similar: meias, vestido até os pés ou calça comprida, casaquinho manga longa e tênis. “Estou com muito medo. As minhas amigas gestantes estão em pânico”, descreve. Grávida de 25 semanas (6º mês) do primeiro filho, a professora mora em um condomínio no José Walter e tem seguido todas as orientações repassadas pelo médico do plano de saúde, no caso dela, para evitar que o Aedes aegypti se aproxime dela. O mosquito é vetor de doenças como a zika, que pode causar microcefalia no bebê.

“Em cada ultrassom, a gente fica na expectativa. E graças a Deus, o João Vicente está bem, sem nenhuma doença, se desenvolvendo normalmente”, festeja. E apesar de já ter passado do período mais crítico, que, segundo os médicos, é o primeiro trimestre da gestação, o marido de Atília, Rômulo Vieira, não deixa ela descuidar. “Eu passo repelente spray nela enquanto ela está dormindo. E ela nem percebe”, ri-se. “A gente sempre fica preocupada porque a zika é uma doença nova por aqui”, aponta a mulher.

Como os casos de microcefalia em decorrência da zika são recentes no Ceará — do último semestre de 2015 —, os planos de saúde têm tentado levar mais informação às usuárias através de oficinas. Além da recomendação a respeito das roupas que cubram o corpo, Atília, usuária da Unimed Fortaleza, foi orientada a usar o repelente a cada três horas. Ela costuma, também por recomendação do profissional de saúde, usar um repelente spray por cima da roupa, para evitar qualquer aproximação do mosquito.

O sossego do casal só veio com o exame morfológico, que mediu a circunferência do crânio do bebê, atestando o tamanho esperado. “Eu chorei muito ao perceber que ele não tinha mais risco”, emociona-se a mãe.

Roupas claras

A secretária Andressa Queiroz, 33, já entrou no nono mês de gestação. Ela conta que o obstetra do plano Cassi recomendou o uso de roupas claras, porque o mosquito é atraído pela cor escura, segundo o profissional. “No surto do fim do ano passado, eu já estava grávida e fiquei muito preocupada, principalmente por ser uma doença nova aqui no Brasil”, comenta.

O obstetra que acompanha a gravidez da dentista Tereza de Castro Fontenele, 28, grávida de 33 semanas do Miguel, também incluiu evitar grandes aglomerações e locais onde tenha tido surto de zika. “Por mais que a gente se proteja, é fundamental a orientação adequada de um profissional. Não estar em aglomerações, além de evitar a zika, não deixa outras doenças chegarem”, pontua ela.

A zika, em boa parte dos casos, é assintomática. Ou seja, o paciente tem o vírus da doença, mas não apresenta os sintomas. “Por isso mesmo exige maior cuidado entre as pacientes”, confirma o ginecologista e obstetra da Unimed Fortaleza, Luís Carlos Weyne.

Oficina de Gestantes Hapvida

Destinada às usuárias do plano de saúde. As gestantes podem levar acompanhantes para a oficina

Quando: aos sábados, das 8h às 11 horas, e às terças, das 14h às 16 horas

Onde: rua Pereira Filgueiras, 825, Centro

Telefone: 3111 2900

Oficina de Gestantes Unimed

Para quem tem o plano de saúde, a oficina é gratuita. Para as demais gestantes, o valor é de R$ 320

Quando: em dois sábados, das 8h30min às 12h40min

Onde: avenida Santos Dumont, 1463, Aldeota

Telefone: 3208 2900

Saiba mais

O infectologista Anastácio Queiroz informa que evitar a proliferação do mosquito ainda é a forma mais segura de evitar a zika.

Segundo ele, que realiza atendimentos na Maternidade Escola Assis Chateaubriand, da UFC, a maior incidência continua sendo nos bairros de periferia. “A relação com a água e com a limpeza pública demonstra que ainda é preciso maior prevenção e cuidado”. Ele avisa que ações de prevenção do poder público não adiantam caso não haja engajamento da população. “É também dever do poder público fazer campanhas de convencimento sobre a importância da prevenção”.

Períodos de seca, segundo o médico, agravam a proliferação do Aedes aegypti, porque as famílias costumam acumular água em bacias.

Incluir dependentes no plano de saúde


Lei garante incluir dependentes no plano de saúde

Operadoras de planos de saúde têm de seguir resolução da ANS que garantiu os direitos dos beneficiários vinculados ao titular.

Não bastasse as mensalidades caras dos planos de saúde e pagas com esforço pelas famílias, só o conhecimento detalhado da lei e a disposição do beneficiário de ir à Justiça podem fazer valer os direitos do consumidor na hora de incluir dependentes no plano de saúde, se as operadoras dificultarem a comprovação da união estável que permite a inclusão de parceiros de relações homoafetivas ou negarem o benefício. A mesma recomendação vale também para incluir dependentes por grau de parentesco consanguíneo ou afinidade, como tios e sobrinhos. No entanto, resolução normativa da agência reguladora dos planos, a ANS, já garantiu direitos aos dependentes.

A operadora do plano de saúde tem o direito de exigir provas de vínculo entre o titular e o dependente e pode definir a comprovação dele, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Em situações que envolvem o casamento civil, basta apresentar a certidão. Os planos de saúde devem aceitar o companheiro do mesmo sexo, nas uniões estáveis, entretanto, é preciso provar convivência duradoura, pública e contínua com o beneficiário.

Publicada há 6 anos pela ANS, a súmula normativa que garantiu direitos para incluir dependentes no plano de saúde pode ainda gerar dor de cabeça. Nela a agência reguladora se alinhou ao que estava previsto na Constituição Federal e no Código Civil, indicando que os companheiros terão, na qualidade de dependentes, os mesmos direitos que teriam se fossem casados e poderão ser cadastrados.Se o plano é individual ou familiar e o contrato não prevê a inclusão de dependentes, o consumidor pode mudar o seu contrato junto à mesma operadora. Nesse caso, o Idec – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor entende que a empresa não pode exigir o cumprimento de novas carências, que serão cumpridas apenas pelos novos dependentes.

Se o plano de saúde for coletivo (contratado por empresas ou associações) podem aderir ao plano de saúde o grupo familiar até o terceiro grau de parentesco consanguíneo (avós, pais, filhos, netos, bisnetos, sobrinhos, irmãos e até os tios). Os parentescos por afinidade (sogros), cônjuge ou companheiro também podem ser incluídos como dependentes, conforme a resolução normativa 195/09 da ANS.

A coordenadora da Proteste – Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, Maria Inês Dolci, afirma que as operadoras devem apresentar regras claras sobre a inclusão de dependentes e as exigências feitas a eles. “O consumidor precisa entender bem essas regras para evitar problemas. É fundamental, também, analisar se a inclusão é vantajosa e, em caso de planos de saúde empresariais, conferir o grau de parentesco dos dependentes que podem ser incluídos”, explica.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que entre 2000 e 2010 houve aumento expressivo das uniões consensuais, o que obrigou a operadoras dos planos de saúde a se adaptarem a nova realidade. Em 2000, de acordo com o censo, a proporção de pessoas que vivem em união estável eram 28,6%, dez anos depois, o percentual aumentou para 36,4% dos casamentos.

ALERTA NO CONTRATO
Órgãos ligados aos direitos do consumidor alertam para que os usuários tenham atenção na hora contratar os planos e avaliar as melhores opções para incluir dependentes no plano de saúde. O Idec orienta os usuários a analisarem o tipo de contrato firmado. No caso de planos individuais ou familiar – aquele que o consumidor estabelece diretamente com a operadora – as regras são as estipuladas no contrato. Quando um plano não prevê a inclusão de dependentes, o consumidor tem a opção de mudar o contrato junto à operadora.

O instituto entende que, neste caso, a empresa não pode exigir a reincidência de prazos de carências já cumpridos pelo usuário. Já os beneficiários que ingressarem no plano como dependentes devem cumprir todos os prazos de carência, mas o consumidor deve negociar a redução ou a não exigência das carências com sua operadora.

Nos planos de saúde coletivos – intermediados por pessoa jurídicas, como o empregador, associações ou sindicatos –, desde que previsto em contrato, podem aderir ao plano de saúde o grupo familiar até o terceiro grau de parentesco consanguíneo, até o segundo grau de parentesco por afinidade, cônjuge ou companheiros dos empregados.

De acordo com a ANS, “a operadora que negar o ingresso do beneficiário estará incorrendo em infração e poderá se multada em R$ 50 mil”. Ao ser acionada, a ANS realiza uma mediação do problema com a operadora que terá um prazo de 10 dias úteis para apresentar resolução. “Mais de 87% das reclamações que chegam a ANS são resolvidas na fase de intermediação, sem necessidade de abertura de processo administrativo”, diz a nota.

 

Adesão a planos de saúde e cenário de emprego


 

Adesão a planos de saúde está diretamente associada ao cenário de emprego e renda do país

FenaSaúde lança boletim com informações sobre beneficiários e mercado de trabalho

Adesão a planos de saúde está diretamente associada ao cenário de emprego e renda do país:
A taxa de crescimento médio anual do número de beneficiários de planos de assistência médica foi de 3,4%, nos últimos 10 anos, enquanto, nos planos exclusivamente odontológicos, o aumento foi mais expressivo, de 13,5%. Recentemente, esses indicadores decresceram e observa-se a redução do número de consumidores de planos médicos pela primeira vez desde o início da série histórica. Em 2015, o setor perdeu 766 mil beneficiários – cerca de 400 mil relacionados diretamente com o fechamento de vagas formais de empregos –, uma redução de 1,5% na comparação com dezembro de 2014.

Esses e outros dados estão disponibilizados na edição especial do Boletim da Saúde Suplementar – Beneficiários de Planos e Seguros Privados de Saúde da FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar) – entidade representativa de operadoras de planos e seguros saúde. A publicação traz análise da distribuição geográfica e influência do mercado de trabalho no desempenho do setor de 2005 a 2015.

A deterioração no mercado de trabalho e a queda do rendimento afetaram negativamente o desempenho do mercado de saúde suplementar no último ano, especialmente com relação à contratação de planos coletivos empresariais. Esse tipo de plano registrou queda 1,2% em 12 meses, passando de 33,5 milhões, em dezembro de 2014, para 33,1 milhões, em dezembro de 2015. Esse quadro se refletiu, especialmente, na redução do número de beneficiários de planos coletivos empresariais nas regiões Sudeste, Norte e Nordeste. Entre as unidades da federação, os destaques negativos foram: São Paulo (185 mil), Rio de Janeiro (117 mil) e Minas Gerais (97 mil). As análises mostram que, para cada 1.000 postos de trabalhos fechados, o mercado de saúde suplementar perdeu 708 beneficiários de planos médicos coletivos empresariais, no Sudeste.

Jovens e idosos – Segundo dados do boletim, a retração do mercado formal de trabalho se mostra mais acentuada na população mais jovem. De acordo com o IBGE, a taxa média de desemprego foi de 18,0% nessa faixa etária, enquanto a média nacional ficou em 7,4%, no último trimestre de 2015. A participação de beneficiários de planos de assistência médica com 60 anos ou mais idade passou de 11,1%, em dezembro de 2005, para 12,3%, em dezembro de 2015 – aumento de 1,2 ponto percentual. Por outro lado, a participação de consumidores com idades entre zero e 19 anos passou de 28,3% para 25,4%, na mesa base de comparação, com redução de 2,9 pontos percentuais.

O crescimento mais acelerado do número de beneficiários com 60 anos ou mais de idade nos planos de assistência médica tem alterado a proporção entre jovens e idosos no mercado de saúde suplementar. Em dezembro de 2000, para cada beneficiário com 60 anos ou mais de idade, havia 3 com idades entre 0 e 19 anos. Atualmente, essa proporção é de 2 para 1.

Plano de saúde vai agilizar atendimento a clientes


Plano de saúde vai agilizar atendimento a clientes, começam a vigorar hoje as novas regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para que as operadoras de planos de saúde melhorem o atendimento aos clientes. As empresas terão, por exemplo, de prestar imediatamente informações e orientações sobre o procedimento solicitado pelo beneficiário, esclarecendo se há cobertura prevista no rol da agência ou no contrato. Quando a resposta não puder ser imediata, o prazo é de até cinco dias úteis. Em casos de emergência, deve ser dada na hora. A multa pelo descumprimento dessas regras é de R$ 30 mil.

Atualmente, sabe-se que a qualidade do atendimento nos convênios médicos deixa muito a desejar, as novas regras irão solucionar as dificuldades dos segurados.

TEMPO HÁBIL PARA ADEQUAÇÕES NECESSÁRIAS

De acordo com a ANS, desde a publicação da Resolução 395 com as novas regras, em janeiro, foram realizadas reuniões com as operadoras de planos de saúde e suas entidades representativas com a finalidade de esclarecer dúvidas para a plena implementação das novas exigências. Diretora de fiscalização da agência, Simone Freire diz que as operadoras pediram a prorrogação do prazo para a entrada em vigor da norma, mas a ANS entendeu que os 120 dias previstos eram suficientes para as adequações necessárias.

A diretora da ANS reforça que será possível monitorar e mensurar em números os resultados dessa norma após o início de sua vigência, já que a agência obtém informações para avaliação por meio do registro de reclamações dos beneficiários junto ao órgão:

Agora, é por conta das operadoras. Elas são o primeiro canal de atendimento do consumidor e precisam dar a ele uma resposta rápida e satisfatória. Com essas regras, queremos reforçar e disciplinar o atendimento, estimulando os planos de saúde a melhorarem o serviço prestado.

As associadas à Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), entidade representativa de operadoras de planos e seguros de assistência à saúde, como Bradesco Saúde, Allianz e SulAmérica Saúde, dizem estar prontas para o cumprimento das regras de atendimento determinadas pela ANS, e que algumas dessas obrigatoriedades já vinham sendo praticadas. A questão do prazo também foi mencionada pela representante das operadoras:

Uma determinação como esta deveria prever um prazo maior para sua operacionalização, devido à complexidade das adaptações necessárias, como treinamento, organização das estruturas física e tecnológica, mudanças no sistema para que os novos equipamentos gerem resultados efetivos, entre outros aspectos — diz a presidente da FenaSaúde, Solange Beatriz Palheiro Mendes.

A FenaSaúde destaca que o fato de o beneficiário ter o direito de reanálise de seu pedido será benéfico para ambas as partes, já que evitará que resoluções sobre discordâncias sejam solucionadas por meio de ação judicial, o que gera um grande custo para as empresas.

A Unimed-Rio garantiu estar apta a atender as demandas da ANS e que já trabalha há algum tempo no fortalecimento do papel de seus canais de atendimento, especialmente sua ouvidoria. O grande desafio, segundo a operadora, será garantir a reanálise e a comunicação ao consumidor da decisão de suas demandas sem alterar os prazos máximos para autorização/realização de consultas, exames e procedimentos.

Toda vez que há o detalhamento de um processo, a execução é mais complexa que o conceito. No caso da Resolução 395, muitos detalhes sobre sua operacionalização foram discutidos somente após a publicação da norma. O ideal seria que esse processo de discussão fosse feito antes — afirma Laís Perazo, diretora de Atendimento da Amil, que oferece atendimento presencial há quase 20 anos e telefônico 24 horas há mais de 15, além de utilizar internet e aplicativos para o agendamento de consultas e exames.

Para o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), alguns pontos da nova regra ainda estão longe do ideal. De acordo com a advogada e pesquisadora em saúde suplementar do Idec Joana Cruz, embora a norma preveja que as operadoras devam prestar informações imediatas sobre as coberturas e demandas aos consumidores, ela também dispõe que, em casos em que não seja possível fornecer resposta imediata, as operadoras podem ter o prazo de cinco dias úteis para prestar as informações:

Como a norma não determina quais seriam esses casos, e sob que justificativas poderia acontecer, é preocupante que o prazo mais longo vire a regra, e não a exceção. As operadoras simplesmente podem passar a alegar que é impossível apresentar as informações imediatamente de forma indiscriminada e corriqueira.

Com a definição desses prazos, o paciente conseguirá organizar melhor a sua agenda e, em caso de negativa de cobertura, terá tempo hábil para avaliar os dados e decidir se vale a pena ajuizar uma ação para resolver a questão.
A empresa ter um tempo limite para responder é uma boa medida, pois muitas vezes os funcionários não respondem, colocam a culpa no sistema e nos orientam a reclamar em outro canal. No fim, ficamos sem retorno.

 

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Com a coparticipação, os serviços médicos são utilizados de forma mais consciente, evitando-se consultas, exames e atendimentos desnecessários. Assim, você tem a vantagem de reduzir de forma significativa o valor de sua contribuição mensal.

Os planos de saúde desta linha abrangem uma ampla Rede Própria certificada e credenciada completa, com acesso a todas as especialidades médicas e profissionais referenciados. Portanto, aliam alta qualidade no atendimento, gestão de custo eficiente e preços acessíveis.

Modalidades de contratação

Ambulatorial e hospitalar com obstetrícia: cobertura para consultas, exames, internações hospitalares clínicas e cirúrgicas e partos.

Ambulatorial e hospitalar sem obstetrícia: cobertura para consultas, exames, internações hospitalares clínicas e cirúrgicas.

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Planos de saúde crescem no segmento de terceira idade


 

 

Planos de saúde para terceira idade

Planos de saúde para terceira idade

Planos de saúde crescem no segmento de terceira idade

Apesar da perda de 1,33 milhão de beneficiários em março de 2016 ante o mesmo mês do ano passado, o mercado registrou crescimento de 2,49% na faixa de 65 anos ou mais. Houve, assim, uma expansão de quase 105 mil vínculos no período.

Esse resultado pode decorrer de novas contratações e/ou de migração de faixa etária entre beneficiários. Não é possível obter tal detalhamento. Entretanto, não deixa de ser um resultado extremamente positivo, em meio ao imenso volume de informações negativas no setor – bem como de toda economia brasileira.

Comprova, ainda, que o público que mais necessita de serviços de saúde é também aquele que consegue e continua acessando o mercado.

Na comparação em 12 meses, a maior redução do número de beneficiários foi para a faixa etária de 0 a 24 anos (-736.132 vínculos). Nessa faixa etária, os beneficiários são em sua maioria dependentes. A segunda maior queda foi para a faixa etária de 25 a 29 anos (-319.112 vínculos). Essa queda pode estar associada ao recuo no emprego das pessoas dessa faixa etária (-361.134 vagas formais, segundo dados do Caged, do Ministério do Trabalho).

Tabela Grafico Plano de Saúde Para Terceira Idade

Tabela Grafico Plano de Saúde Para Terceira Idade

Planos de saúde em São Paulo perdem mais beneficiários


 

Planos de saúde em São Paulo perdem mais beneficiários e responde por mais de 50% das perdas no Brasil.

Quase 700 mil pessoas deixaram de ter plano de saúde no Estado de São Paulo entre março de 2016 e o mesmo mês do ano passado. Isso responde, em números absolutos, por mais de 52% das perdas de contratos em todo o País no período. Com 17,99 milhões de beneficiários, São Paulo representa 37% do total de 48,81 milhões de vínculos dos planos de saúde em todo o País. A queda, a maior do País, puxou a perda de 1,33 milhão de pessoas do sistema de saúde suplementar brasileiro. Os dados fazem parte do boletim Saúde Suplementar em Números produzido pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS).

O Estado de São Paulo apresenta queda em todas as suas regiões metropolitanas: Planos de saúde na capital (-4,3%); Planos de saúde na Baixada Santista (-2,6%) e Planos de saúde em Campinas (-6,8%). O desempenho negativo também impactou a região Sudeste, passando de 31,29 milhões de beneficiários, em março de 2015, para 30,12 milhões, em março de 2016, o que corresponde a uma redução de 3,8% na comparação anual. No Sudeste, Estados com grande representatividade apresentam quedas significativas: -4% em Minas Gerais e -4,1% no Rio de Janeiro.

“Há um vínculo forte entre o mercado de trabalho e o plano de saúde, pois esse é um benefício muito valorizado pelos trabalhadores. O aumento do desemprego nas áreas mais desenvolvidas, caso principalmente do Estado de São Paulo, torna inevitável o impacto na saúde suplementar”, avalia Luiz Augusto Carneiro, superintendente-executivo do IESS.

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho indicam que, os meses de março de 2015 e 2016, o estoque de demitidos foi de 1,88 milhão de pessoas. “O que preocupa é a proporção e a velocidade da perda de beneficiários”, observa.

O boletim Saúde Suplementar em Números é produzido pelo IESS a partir da atualização da base de informações da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

 

Planos de saúde perdem 617 mil clientes


Planos de saúde perdem 617 mil mil clientes em 3 meses.

Planos de saúde perdem 617 mil clientes no primeiro trimestre deste ano, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (2) pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

O setor reuniu em março no país 48,824 milhões de beneficiários em planos de assistência médica, uma queda de 1,25% ante a um total de 49,441 milhões de beneficiários em dezembro do ano passado.

Trata-se da terceira queda trimestral seguida e a maior em números de clientes perdidos da série histórica da ANS, iniciada em março de 2000. No auge, o setor chegou a reunir 50,49 milhões de clientes, em dezembro de 2014.

Planos de saúde pedem 617 mil clientes

Planos de saúde pedem 617 mil clientes

Em março, o setor apresentou 1.320 operadoras com registro ativo. Destas, 523 oferecem plano de saúde individual ou familiar, 654 plano coletivo empresarial e 557 plano de saúde coletivo por adesão.

A perda de número de clientes nas operadoras de plano de saúde acontece em meio à recessão e aumento do desemprego no país, que ficou em 10,9% no primeiro trimestre deste ano, segundo o IBGE. Segundo dados do Ministério do Trabalho, o país perdeu 319.150 empregos formais no acumulado do primeiro trimestre.

Os planos empresarias, que reúnem o maior número de clientes, foram os que registraram a maior baixa nos 3 primeiros meses de 2016, perdendo 469 mil beneficiários.

Ferramenta lançada nesta segunda pela ANS permite a consulta de dados do setor e das empresas que atuam no mercado, com informações sobre número de operadoras e de planos disponíveis no mercado, de reclamações efetuadas pelos consumidores junto à ANS e de receitas e despesas setor.

 

Amil compra o Grupo Santa Helena


 

Amil anuncia aquisição do Grupo Santa Helena Saúde

Amil compra o Grupo Santa Helena.
A Amil anunciou que irá adquirir o Grupo Santa Helena Saúde, que possui dois hospitais e nove unidades de atendimento no Grande ABC. A informação foi confirmada por ambas as partes depois que o Diário teve acesso a um e-mail enviado pelos diretores das duas empresas aos funcionários das instituições no qual a transação era informada.

Para que o negócio seja, de fato, efetuado, ainda são necessárias aprovações por parte do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). Não foram informados os prazos para conclusão da venda, assim como os valores envolvidos na negociação.

Tanto a Amil quanto o Santa Helena não deram detalhes sobre como será o funcionamento das redes após a consolidação do negócio. Entretanto, na mensagem direcionada aos funcionários, os representantes das empresas garantem que “novos investimentos aumentarão as bases para o nosso crescimento e expansão”.

“A união das instituições está alinhada à estratégia de investimento constante em serviços de Saúde de qualidade, fortalecendo a estrutura médica brasileira baseada em eficiência e em excelência”, comunicou, em nota, a assessoria de imprensa da Amil.

No ano passado, a Amil tentou adquirir o Hospital Dr. Christóvão da Gama, em Santo André, mas a operação acabou sendo cancelada em janeiro pelo conselho controlador da unidade sediada no Grande ABC, que avaliou que o negócio não seria vantajoso e poderia prejudicar o atendimento aos pacientes.

O setor de convênios médicos no Brasil passa por momento delicado em razão da crise econômica. Diante do aumento no desemprego, as pessoas que perdem as ocupações no mercado de trabalho ficam sem atendimento de Saúde suplementar, passando a optar por assistência gratuita no SUS (Sistema Único de Saúde).

Planos de saúde vão cobrir tratamento da gripe?


Planos de saúde vão cobrir tratamento da gripe? Assistência médica com segmentação hospitalar garante cobertura para internação e tratamento completo do paciente com gripe, incluindo medicamentos.

Planos de saúde vão cobrir tratamento da gripe? Todos os anos há ocorrência de gripe em todo o mundo por causa da circulação do vírus influenza, lembra a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). No Brasil, o período de maior transmissão coincide com inverno, já que o vírus circula com mais intensidade quando há queda na temperatura. Caracterizada como doença viral febril e aguda, geralmente é benigna e autolimitada, mas também pode levar a casos graves e óbitos.

De acordo com o Ministério da Saúde, a gripe, ou Influenza sazonal, inicia-se, em geral, com febre alta, seguida de dor muscular, dor de garganta, dor de cabeça, coriza e tosse seca. A febre é o sintoma mais importante e dura em torno de três dias.

Os sintomas respiratórios, como a tosse e outros, tornam-se mais evidentes com a progressão da doença e mantêm-se em geral de três a cinco dias após o desaparecimento da febre. Alguns casos apresentam complicações graves, como pneumonia, necessitando de internação hospitalar.

Devido aos sintomas em comum, a gripe pode ser confundida com outras viroses respiratórias causadoras de resfriado. Por isso, é importante procurar orientação de um profissional de saúde para assegurar o diagnóstico adequado e oportuno da doença. Existem três tipos de vírus influenza: A, B e C.

O vírus influenza C causa apenas infecções respiratórias brandas, não possui impacto na saúde pública e não está relacionado com epidemias. Já os vírus influenza A e B são responsáveis por epidemias sazonais, quando há aumento de casos da doença, sendo o vírus responsável pelas grandes pandemias (detecção de casos em vários países no mundo).

Os vírus influenza A são ainda classificados em subtipos, sendo o H1N1 um deles. Para garantir o diagnóstico aos beneficiários de planos de saúde, em 2008 a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) incluiu o exame de cultura do vírus influenza tipo A (H1N1) no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. Portanto, o teste tem cobertura obrigatória.

Além do exame para a detecção do vírus influenza, os planos de saúde também devem cobrir consultas e atendimento ambulatorial na rede credenciada. Para aqueles que têm plano de assistência médica com segmentação hospitalar, há cobertura para internação e tratamento completo do paciente com gripe, incluindo medicamentos. Mas para reduzir o risco de adquirir ou transmitir doenças respiratórias, incluindo a gripe, é muito importante adotar medidas gerais de prevenção, muitas delas simples ações de higiene pessoal.

 

Plano de saúde internacional no Brasil


Plano de saúde internacional no Brasil. Grupos estrangeiros de saúde querem entrar no Brasil, diz Qualicorp

O presidente da Qualicorp Planos de Saúde, Maurício Ceschin, disse nesta quarta-feira que grupos de planos de saúde internacionais têm procurado a companhia com interesse de entrar no país. Segundo ele, essas parcerias poderiam gerar um incremento no número de usuários de planos de saúde.

Ainda conforme o executivo, uma parcela das pessoas que perderam o convênio médico por causa do desemprego está migrando para os plano de saúde por adesão.
O último grande grupo internacional que entrou no Brasil foi a americana Bain Capital, que adquiriu a Intermédica há dois anos, mas a Bain é um fundo de private equity. Em 2010, a UnitedHealth, que é uma empresa de saúde, comprou a Amil por quase R$ 10 bilhões.

A Qualicorp lança amanhã um projeto piloto focado em prevenção de saúde. A iniciativa será por meio da Gama, uma operadora de planos de saúde da Qualicorp que faz a gestão de convênios médicos pós-pagamento (cujo prêmio é pago após o sinistro) e aluga sua rede de credenciada de médicos e hospitais para outras operadoras e seguradoras.
Inicialmente, o projeto será voltado para os funcionários da Qualicorp. A prevenção e controle de doenças crônicas é uma das principais apostas no setor para controlar o aumento crescente nos custos na área da saúde, que atualmente é baseada no tratamento das doenças. Esse novo negócio será tocado diretamente por Maurício Ceschin, que é um entusiasta da iniciativa desde o período em que foi presidente da ANS entre 2010 e 2012.

Dos 160 mil clientes dos planos de saúde por adesão da Unimed Paulistana que estavam na carteira da Qualicorp, 72,4% foram transferidos para a Unimed Fesp, administrada pela companhia. Esses usuários que migraram representam 75% do faturamento.
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) decretou liquidação extrajudicial da Unimed Paulistana, que tinha cerca de 700 mil usuários. Esses clientes migraram para a Fesp, Seguros Unimed e Central Nacional Unimed.
Ceschin disse que atualmente sua preocupação gira em torno da Unimed-Rio, que contabiliza cerca de 900 mil usuários e, na semana passada, teve o regime de direção fiscal prorrogado por mais um ano.

Plano de saúde de ente falecido


Dependente poderá ‘herdar’ plano de saúde de ente falecido

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou, nesta quarta-feira (6), projeto de que amplia garantias aos consumidores de planos privados de saúde. Uma das mudanças que o PLS 118/2014 faz na legislação atual tem por finalidade garantir que, em caso de morte do titular do plano de saúde, seja garantido aos dependentes o direito de manter as mesmas condições do contrato.

A proposta, de autoria da senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), também determina a redução proporcional do valor das prestações pagas à administradora do plano de saúde, diante da redução dos custos do plano de saúde em razão da exclusão do titular falecido.

Atualmente, justifica Vanessa, algumas operadoras tentam impor aos dependentes a contratação de produtos mais caros e menos protetivos depois do falecimento do titular.  Em análise favorável, o relator do projeto, senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), considera que de fato não há motivo para qualquer alteração das clausulas originais, nem para o reajustamento do valor da prestação.

A proposta foi aprovada em decisão terminativa e assim poderá seguir de imediato para exame na Câmara dos Deputados, a não ser que, mediante recurso apresentado em até cinco dias, seja pedido que o Plenário do Senado também se manifeste sobre a matéria.

Transparência

Outra mudança na legislação sugerida no projeto pretende obrigar as operadoras a discriminarem os valores das mensalidades de cada beneficiário do plano, de forma a dar mais transparência à cobrança.

Uma terceira alteração reajusta a multa cobrada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), nos casos de infração às normas contratuais e de regulação. O projeto propõe a cobrança de multas entre R$ 5 mil e R$ 4 milhões, conforme o porte econômico da operadora, enquanto a legislação atual estabelece valores entre R$ 5 mil e R$ 1 milhão.

De acordo com Flexa Ribeiro, o aumento dos valores “tende a repercutir na diminuição dos abusos praticados contra o usuário”.

Planos de saúde podem ter aumento


Planos de saúde podem ter aumento de até 15%

Reajuste de convênios individuais e familiares vai passar de dois dígitos na conta de analistas

Os consumidores precisam preparar o bolso para os gastos com planos de saúde neste ano. Com a disparada dos preços desde 2015, economistas não têm dúvidas de que o reajuste dos convênios médicos individuais e familiares ficará acima dos dois dígitos em 2016. A Tendências Consultoria prevê aumento de 10,3% e alguns analistas não descartam correção acima da autorizada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em 2015, de 13,55%, podendo chegar a 15%. O percentual de aumento será definido em maio e passa a vigorar a partir de junho, de acordo com o aniversário do contrato do conveniado.

Márcio Milan, analista de Inflação da Tendências, faz projeção com base no reajuste incorporando a carestia em 12 meses, já que os parâmetros da ANS são pouco transparentes para operadoras com mais de 30 conveniados. “É difícil pensar que o aumento será abaixo dos dois dígitos. O próprio ajuste de medicamentos corrobora isso”, avalia. Em 1º de abril, o governo federal ajustou os preços dos produtos farmacêuticos em 12,5%.
No caso dos medicamentos, a composição do índice buscou compensar a inflação e o aumento de custos causados pela alta do dólar e aumentos nas despesas com energia elétrica. A lógica do reajuste dos planos de saúde é muito semelhante e não foge à regra. Boa parte dos medicamentos, insumos e equipamentos são comprados em moeda estrangeira e isso influenciará no aumento permitido às operadoras.
Em 2015, o dólar subiu 48,49% em relação ao real. E, por mais que a divisa esteja em desaceleração, esse movimento apenas ameniza a pressão de custos. Como hospitais e clínicas estão sempre incorporando novas tecnologias e repondo equipamentos, uma abrupta desvalorização do real leva empresas e médicos a repassar parte dos custos para a matriz de preços. Sejam exames, procedimentos cirúrgicos ou consultas.
A ANS informou que o índice de reajuste para os planos individuais do período entre maio de 2016 a abril de 2017 está em apuração, não sendo possível antecipar qualquer informação a respeito. A autarquia reforçou que o aumento autorizado aos planos individuais e familiares é um percentual máximo. “As operadoras não podem aplicar percentual mais alto do que o autorizado, mas são livres para adotar índices inferiores ao divulgado pela agência, ou mesmo manter suas mensalidades sem reajuste”, ressalta.

IMPACTO A Tendências projeta 0,40% para a inflação de junho, prevendo que o aumento dos planos de saúde individuais seja aplicado pela ANS nesse período. Se o ajuste for de 10,3%, como prevê Milan, a contribuição dos gastos com plano de saúde na carestia será de 0,33 ponto percentual. Essa parcela, no entanto, pode ser superior, de 0,5 ponto percentual, se o aumento dos contratos for de 15%, calculada o economista-sênior da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Fabio Bentes.
“Diante do atual cenário de gastos com saúde no país e da pressão do dólar, não tem como esperar reajuste pequeno. Se chega aos 15%, não sei. Mas um reajuste desse patamar é algo que não pode ser descartado”, avalia Bentes. “Há mais de uma década, os gastos com plano de saúde sobem acima do custo de vida médio. E não foram poucas as vezes em que o aumento aplicado pela ANS veio alinhado com a inflação de convênios médicos nos 12 meses encerrados em abril”, acrescenta

Campanha da Amil contra a obesidade infantil


Campanha da Amil contra a obesidade infantil alcança a marca de 20 milhões de visualizações

Em um mês, os vídeos da campanha Eu Digo Não, da Amil Saúde, criada pela agência Artplan, contabilizaram 20 milhões de visualizações no YouTube e nas redes sociais. A ação faz parte do movimento Obesidade Infantil NÃO, lançado pela operadora de saúde em 2014, com o objetivo de alertar a sociedade brasileira sobre a gravidade do problema. Hoje, uma em cada três crianças no Brasil está acima do peso, segundo o Ministério da Saúde.

Um minidocumentário mostra exemplos reais de pais que lidam com a dificuldade de impor limites àqueles que mais amam e aborda a importância de dizer não aos pequenos – que revelam desconhecimento completo de doenças relacionadas à obesidade, como diabetes e hipertensão. Para Rodolfo Medina, presidente da Artplan, a receita para o sucesso está justamente na conscientização do problema através de histórias reais: “Quando a propaganda traz uma verdade, ela fica mais poderosa. Ao mostrar situações cotidianas, nas quais haja uma identificação do público com aquilo que é dito, a mensagem se torna ainda mais impactante. E, assim, conseguimos fomentar essa discussão e chamar atenção para o tema.”

A campanha tem também versão para TV, com dois filmes (de 15” e 30”), além de peças para mídias impressa e exterior. Nas redes sociais, vídeos com orientações da mestra em Educação Tania Zagury complementam a ação. O conteúdo pode ser acessado no canal do movimento Obesidade Infantil NÃO, no YouTube:
www.youtube.com/movimentosaude360

Reduzir custos com plano de saúde


Medicina do trabalho pode reduzir custos com plano de saúde.

Reduzir custos com plano de saúde, embora a ordem em tempos de crise seja cortar custos, não convém mexer no plano de saúde empresarial. Afinal, o convênio médico está entre os 3 principais desejos dos brasileiros, atrás apenas de educação e casa própria, segundo pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência a pedido do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS). Mas, isso não significa que não é possível impedir a escalada das despesas com os planos de saúde do trabalhador. A boa notícia é que dá para fazer isso com ferramentas que a empresa já possui.

“Hoje toda empresa é obrigada por lei a fazer exames ocupacionais. E sua função é justamente identificar problemas de saúde para isolar suas causas ou tratá-los preventivamente”, explica o médico Paulo Zaia, diretor da AGSSO-Associação de Gestão de Segurança e Saúde Ocupacional, que reúne as maiores empresas do setor. “Analisar os resultados desses exames, portanto, é uma poderosa ferramenta para reduzir custos com plano de saúde. “sinistralidade”

A sinistralidade é uma variável-chave quando o assunto é planos de saúde empresariais. Segundo as normas da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que regula planos de saúde no Brasil, empresas com 30 ou mais funcionários têm suas apólices reajustadas anualmente conforme seu índice de sinistralidade, ou seja, refletindo quanto a operadora gastou para honrar as despesas previstas no contrato. Na prática, isso significa que tratamentos em maior quantidade e custo implicarão em reajustes mais altos.

“Engana-se quem pensa que a sinistralidade é maior em atividades de risco como em mineradoras ou empresas químicas. Um supermercado, por exemplo, tem a mesma classificação de risco no Ministério do Trabalho”, alerta Januário Micelli, presidente da AGSSO. “Itens como ergonomia e stress estão hoje no topo dos motivos de afastamento do trabalho e muitas vezes implicam em doenças crônicas, de tratamento médico constante”, explica. Por isso a avaliação dos exames ocupacionais e a adoção de medidas de eliminação, isolamento ou gestão dos riscos à saúde do trabalhador são importantes para empresas de todos os segmentos e todos os portes. Campanhas de qualidade de vida, que incentivem os colaboradores a se alimentarem corretamente e praticarem esportes, têm impacto direto sobre doenças bastante comuns, como diabetes, pressão alta e obesidade. Por isso, são também recomendadas para reduzir custos com plano de saúde no médio prazo.

“Além dos gastos com planos de saúde, há as perdas representadas pelo absenteísmo que também são reduzidas quando adotamos uma atitude prevencionista”, lembra. “Para o trabalhador, essa abordagem representa um enorme ganho em termos de qualidade de vida”, finaliza.

Sobre a AGSSO – a Associação de Gestão de Segurança e Saúde Ocupacional reúne as maiores empresas desse segmento que, juntas, cuidam de 2,5 milhões de trabalhadores, beneficiando um universo de 6 milhões de pessoas. Os serviços prestados pelas empresas associadas contribuem para a prevenção de doenças e de acidentes, criando ciclos positivos que começam com a segurança e saúde do trabalhador, elevam sua qualidade de vida, bem-estar e motivação, provocam melhoria da produtividade no trabalho e do clima organizacional, e trazem maior competitividade para as empresas.

Acesse o link abaixo e saiba outras maneiras para reduzir custos com plano de saúde.

 

Planos de saúde sem limite de idade


Idosos podem contratar planos de saúde sem limite de idade

As empresas de plano de saúde podem estar impedidas de criar cláusulas contratuais que definam limite de idade para a contratação do serviço.

Isto porque o Procon entrou com uma ação para garantir que os idosos possam contratar planos de saúde sem limite de idade.

Entre as empresas citadas na ação estão a Amil, a Assim Saúde e a Unimed-Rio, além das administradoras Qualicorp e Allcare.

De acordo com o Procon, os planos de saúde agem ilegalmente quando dificultam o acesso dos consumidores da terceira idade à assistência média e exigem, previamente, uma avaliação antes de aceitar o cliente.

As operadoras geralmente começam a negar clientes a partir dos 58 anos de idade.

O Procon pede, ainda, na ação, multa diária de R$ 50 mil, em caso de descumprimento de uma possível decisão favorável aos consumidores.

Golden Cross lança campanha de vendas para corretores do Rio de Janeiro

Golden Cross lança campanha de vendas para corretores do Rio de Janeiro.
Com o objetivo de ampliar sua participação no mercado do Rio de Janeiro, a Golden Cross lançou uma campanha de incentivo para os corretores que atuam no Estado. De acordo com o diretor Comercial e de Marketing da operadora, Cláudio Brabo, a ação “Rio+Golden” irá premiar os profissionais com melhor desempenho nas vendas de planos de saúde empresariais de 03 a 99 beneficiários.

“Trata-se de uma iniciativa que busca estreitar ainda mais os vínculos de relacionamento com o principal canal de distribuição da operadora. Além de premiações pelas vendas realizadas, vamos distribuir prêmios especiais para aqueles que tiverem a melhor performance em cada período de apuração”, aponta o executivo.

A campanha “Rio+Golden” contemplará as vendas realizadas até o dia 31 de julho de 2016. Os participantes poderão checar seu posicionamento no ranking geral e o regulamento completo no site desenvolvido especialmente para a ação

www.riomaisgolden.com.br

Bradesco Saúde e Hábitos Saudáveis


 

Bradesco Saúde lança coletâneas sobre hábitos saudáveis

Bradesco Saúde e hábitos saudáveis, líder consolidada do mercado de planos e seguros privados de saúde, produziu um livro com coletâneas sobre dicas de hábitos saudáveis. Os conteúdos foram publicados no jornal Valor Econômico, na coluna semanal do programa “Juntos pela Saúde”, iniciativa para a promoção e a conscientização de atividades ligadas ao bem-estar promovido pela Bradesco Saúde.

Para engajar ainda mais os colaboradores das empresas conveniadas à Bradesco Saúde, o livro traz dicas que vão de métodos para conseguir um sono melhor até orientações para deixar o sedentarismo. Com isso, a Seguradora busca aprimorar o conhecimento dos segurados e inspirar mudanças em seus estilos de vida.

Sobre a Bradesco Saúde

A Bradesco Saúde é líder consolidada do mercado de planos e seguros privados de saúde, com maior destaque no segmento de planos coletivos para empresas de todos os tamanhos, atuando em todas as regiões geográficas do país. Hoje atendendo a cerca de 4,5 milhões de beneficiários, e presente em mais de 1,4 mil municípios do país, a Bradesco Saúde e sua controlada Mediservice contam com ampla rede médica referenciada composta por mais de 101,6 mil médicos que atendem em consultórios e clínicas, mais de 2,3 mil hospitais e mais de 10 mil serviços de diagnósticos e análises laboratoriais. Em 2015, as duas empresas apresentaram, em conju nto, faturamento superior a R$ 18,04 bilhões, crescimento de 21,9% em relação ao ano anterior. O destaque foi para o segmento de seguro-saúde SPG (Seguro para Grupos), que cresceu 15,1%, em números de beneficiários.

Site:
http://www.bradescosaude.com.br/

Planos de saúde por adesão tiveram reajuste maior


Planos de saúde por adesão tiveram reajuste até três vezes acima da inflação.

No caso dos planos coletivos por adesão, contratado por intermédio de uma associação de classe ou sindicato, não existe limite para o aumento.

Nos últimos três anos, os planos de saúde aumentaram 36,2%, de acordo com os limites máximos de reajustes autorizados pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) para os planos de saúde individuais e familiares. Para os contratos que fazem aniversário no período entre maio de 2015 e abril de 2016, o reajuste pode ser de até 13,55%. No período anterior, o aumento autorizado foi de 9,65%.

No caso dos planos de saúde por adesão, contratado por intermédio de uma associação de classe ou sindicato, não existe limite para o aumento. As operadoras definem o reajuste de acordo com a sinestralidade (relação entre a receita com as mensalidades e os custos com a utilização dos planos de saúde por adesão).

Em alguns casos, o aumento do plano por adesão chega a 40%. A inflação, pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo, fechou o ano em 10,67%. Ou seja, os planos tiveram reajuste quase três vezes maior que a inflação.

Atualmente, existem 50,3 milhões de usuários de planos de saúde no País. Deste total, 6,7 milhões têm plano de saúde por adesão. “O principal cuidado que o consumidor deve ter na hora de escolher um plano de saúde coletivo por adesão é saber se, de um lado, a entidade de classe tem elegibilidade e, de outro,  se a administradora escolhida trabalha respeitando as regras da ANS, que será o elo entre a entidade e a operadora do plano de saúde”, disse Cláudio Jorge Póvoa Santos, presidente do IBBCA, administradora de planos de saúde por adesão.

O IBBCA denunciou o aumento irregular nas mensalidades de 30 mil advogados que fizeram o plano de saúde da Unimed Fesp/Caasp. De acordo com o IBBCA, que é a administradora do plano, a operadora fraudou dados de atendimentos. “Pedimos ao Ministério Público de São Paulo que apure a duplicidade de contas médicas que fazem a sinistralidade subir e, em consequência, o reajuste do plano de saúde. O prejuízo já chega a R$ 14 milhões”, disse Santos.

No ano passado, a operadora apontou a necessidade de um reajuste de 32% no plano. “Com a denúncia, adiamos o reajuste e estamos exigindo que o usuário seja ressarcido pelo que pagou a mais”, comentou. A Unimed Fesp/Caasp não quis comentar a denúncia feita pelo IBBCA.

O executivo informou que foram encontradas divergências nas contas de reajuste de outros planos de saúde por adesão. “Temos auditado também outras entidades de classe, nas quais foram detectadas irregularidades. Portanto, nos planos que administramos, sempre fazemos o acompanhamento e temos uma área de análise de risco que pode detectar uma irregularidade nas contas médicas”, afirmou.

A CDH (Comissão de Direitos Humanos) do Senado prepara uma audiência pública para discutir os critérios de reajuste das mensalidades dos planos de saúde. Segundo o senador Paulo Paim (PT-RS), sem uma regulação do governo, os reajustes são abusivos. “Tendo como argumento o total gasto com os participantes, os planos têm total de liberdade de estipular o aumento que quiserem. Essa situação é muito perigosa”, advertiu o senador.

 

Grupo Notredame Intermédica e novo programa


Novo programa de relacionamento do Grupo NotreDame Intermédica

Novo programa de relacionamento do Grupo NotreDame Intermédica

O novo programa de relacionamento do grupo NotreDame Intermédica tem como foco conquistar no mínimo um milhão de beneficiários neste ano, repetindo ou até superando o mesmo número de novas vidas que foram somadas à carteira do grupo no ano passado.

Para o seu lançamento, a operadora reuniu corretores de seguros na tarde de ontem, 17 de fevereiro, na Fecomercio, em São Paulo. Denominado “Programa Interligados”, José Carlos de Paula, diretor Executivo de Varejo PM, anunciou que ele é uma inovação no mercado.

“É inovador por ser um novo programa de relacionamento diferente de tudo o que há no mercado, pois queremos estar mais integrados e interligados com os nossos parceiros corretores”.

O programa conta com cinco pilares: eventos, treinamentos, serviços, recompensa e campanha de vendas. Uma das inovações está na parte de serviços. Um novo portal será lançado, intuitivo e de fácil acesso, com todas as informações disponíveis aos corretores, e as vendas serão automatizadas; um modelo que dispensa o papel.

Na parte de recompensa, com sorteios mensais, o executivo destacou que o objetivo é incentivar as vendas de contratos de planos de saúde para pequenas e médias empresas, a partir de 2 até 99 vidas. E ao longo deste ano, duas campanhas de vendas serão realizadas.

No encontro, o VP Comercial do grupo, Nilo Carvalho, contou que o foco é que cada vez mais corretores produzam com a NotreDame Intermédica. “Queremos fortalecer esta parceria e o nosso compromisso é na ampliação de nossa competitividade regional”. O que inclui estado de São Paulo e o Rio de Janeiro.

Venda de hospital para Amil Saúde não será efetuada


Venda de hospital para amil saúde

As negociações envolvendo a venda do Hospital e Maternidade Dr. Christóvão da Gama para o grupo Amil Saúde não evoluíram. Desse modo, o complexo hospitalar localizado na Vila Assunção, em Santo André, permanece sob a gestão do atual grupo controlador, composto por 34 acionistas. As tratativas vinham se desenrolando desde julho do ano passado, e o prazo para que fosse assinado contrato entre as partes expirou em 31 de janeiro.

 

Presidente do conselho de acionistas do hospital, o pediatra Hélio Krakauer destaca, em entrevista exclusiva ao Diário, que a forma de gestão proposta pela Amil Planos de Saúde não interessou aos proprietários. Um dos motivos, diz, seria a perda da “exclusividade”. “Por exemplo, uma grande rede compra materiais em quantidade expressiva e distribui para todas as unidades do grupo. Isso não nos permitiria dar um atendimento com a individualidade que cada paciente necessita.” Ele acrescenta que, caso a transação fosse concretizada, seria provável que a Amil optasse por deixar o hospital exclusivo para a rede própria, o que diminuiria o acesso ao complexo, que hoje atende cerca de 40 convênios. Outra possibilidade seria que o grupo decidisse ocupar o local com apenas uma ou poucas especialidades.

 

O cirurgião vascular Eduardo Ramacciotti, que também integra o conselho acionista, informa que o Christóvão da Gama possui centro avançado de pesquisa científica e que, se a aquisição fosse efetuada, o complexo poderia ser descontinuado para cortar custos. Um dos testes em andamento é a utilização de células-tronco no tratamento da doença conhecida como ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica).

CRESCIMENTO – Após decidir pela manutenção no controle do hospital, o conselho gestor faz projeções de crescimento significativas para os próximos anos. A expectativa é dobrar o número de leitos, chegando a 600. Para isso, utilizará infraestrutura do prédio inaugurado em 2013 e que ainda está com capacidade ociosa. A projeção é de que o volume de atendimento também seja duplicados. No ano passado, foram realizadas, mensalmente, 18,7 mil consultas no Pronto-Socorro adulto, 1.100 cirurgias e quase 200 partos. Investimentos, porém, não foram revelados.

Para este ano, a direção estima aumento de 25% no EBITDA (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização – algo similar aos ganhos brutos). Em 2015, a elevação foi de 17%. Para justificar o crescimento significativo em época de crise, Krakauer cita fatores como melhoria da infraestrutura e aumento na população idosa.

Segurados do Plano de Saúde Bradesco


Segurados do Plano de Saúde Bradesco contam com serviço de SMS para acompanhamento de pedidos de reembolso

Com o objetivo de dar mais praticidade aos seus clientes, o Plano de Saúde Bradesco disponibiliza o serviço SMS Reembolso aos seus segurados. Por meio deste serviço de mensagem de texto no celular, o cliente recebe as informações necessárias para o acompanhamento de sua solicitação de reembolso. Estão previstos 3 tipos de mensagens :

· Aviso de recebimento da solicitação de reembolso pela Bradesco Saúde;

· Aviso de pagamento (crédito na conta corrente cadastrada ou ordem de pagamento);

· Aviso com pedido de informação complementar (relatório médico, por exemplo) para análise do reembolso.

Caso deseje receber informações sobre o andamento do seu pedido de reembolso por SMS, o segurado deve preencher o número do celular no formulário “Solicitação de Reembolso” – disponível no site da Bradesco Saúde (bradescosaude.com.br) ou nas Agências do Banco Bradesco e nas Sucursais da Bradesco Seguros – e marcar a opção “Aceite”. O serviço está disponível para todos os clientes da Bradesco Saúde. É importante destacar que após solicitar a opção por recebimento de SMS, o cliente receberá uma mensagem a cada recibo entregue à Seguradora.

Sobre a Bradesco Saúde
A Bradesco Saúde é líder consolidada do mercado de planos e seguros privados de saúde, com maior destaque no segmento de planos coletivos, para empresas de todos os tamanhos, atuando em todas as regiões geográficas do país. Hoje atendendo a cerca de 4,5 milhões de beneficiários, e presente em aproximadamente 1,4 mil municípios do país, a Bradesco Saúde e sua controlada Mediservice contam com ampla rede médica referenciada composta por mais de 101,6 mil médicos que atendem em consultórios e clínicas, mais de 2,3 mil hospitais e cerca de 10 mil serviços de diagnósticos e análises laboratoriais. Até o terceiro trimestre de 2015, as duas empresas apresentaram, em conjunto, faturamento superi or a R$ 13,2 bilhões, crescimento de 22,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. O destaque foi para o segmento de seguro-saúde SPG (Seguro para Grupos), que cresceu 17,9%, em números de beneficiários.

Plano de saúde tem que cobrir exame


Plano de saúde tem que cobrir exame para detectar zika vírus

Para a Proteste, não é possível esperar uma nova atualização do rol de procedimentos da ANS, prevista para daqui a dois anos; consumidores podem entrar na Justiça caso não consigam o exame gratuitamente nos planos de saúde.

Plano de saúde tem que cobrir exame para detectar zika vírus

Quem tem suspeita de zika vírus está tendo de assumir os custos dos exames para detectar a doença, mesmo pagando um plano de saúde. Esses procedimentos não foram incluídos na nova lista em vigor desde janeiro, que as operadoras são obrigadas a atender, mas a Agência Nacional de Saúde (ANS) precisa agir rapidamente para resolver a questão.

Consumidores podem recorrer às entidades de defesa do consumidor e à Justiça caso não consigam fazer sem pagar os exames cujos preços variam de R$ 350 a R$ 1.350. Afinal, um diagnóstico rápido é fundamental, principalmente no caso das gestantes, com o risco da microcefalia para o feto.

A Proteste enviou ofício à ANS pedindo providências urgentes para que o exame RT-PCR, assim como outros exames rápidos que estão sendo desenvolvidos para confirmação do diagnóstico do zika vírus, tenham cobertura pelos planos de saúde, para garantir um tratamento digno e pleno aos 53 milhões de brasileiros que pagam para ter acesso a tratamento de saúde.

Não é possível que se tenha de esperar por uma nova atualização do rol de procedimentos prevista para daqui a dois anos, pois trata-se de urgência no combate à doença. A Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou em 1º de fevereiro, estado de emergência sanitária mundial por conta da ameaça do zika vírus e provável ligação entre o vírus e a microcefalia, que tem aumentado no Brasil.

 

Planos de saúde e teste do vírus Zika


Planos de saúde não são obrigados a cobrir custos de exame para detecção do vírus zika

Planos de saúde e teste do vírus Zika. A Agência Nacional de Saúde Complementar (ANS), responsável por regular o setor, afirma que não há no país diretrizes específicas para a utilização do PCR, exame essencial para comprovar a presença do material genético do vírus zika. O teste é caro: custa, em média, R$ 350 por pessoa.

Além de se depararem com sintomas de zika em meio a uma epidemia considerada “explosiva” pela Organização Mundial da Saúde (OMS), usuários dos principais planos de saúde do país podem não conseguir confirmar se têm ou não a doença ao serem atendidos em hospitais e laboratórios particulares. Isso porque os planos de saúde ainda não são, atualmente, obrigados a cobrir os custos do único teste disponível para diagnóstico.

A Agência Nacional de Saúde Complementar (ANS), responsável por regular o setor, afirma que não há no país diretrizes específicas para a utilização do PCR, exame essencial para comprovar a presença do material genético do vírus zika. O teste é caro: custa, em média, R$ 350 por pessoa.

Os protocolos e diretrizes de atendimento específicos para o tratamento do vírus zika são estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

Desde 2000, a detecção de dengue tem cobertura obrigatória pelos planos de saúde. No início de janeiro, testes rápidos para a doença e para a chicungunha passaram a ser exigidos. Exames complementares podem auxiliar o diagnóstico e também são cobertos, como os hemogramas, os de contagem de plaquetas e a chamada prova do laço.

Diagnóstico presumido

Em contato com as principais operadoras de plano de saúde brasileiros. Apenas a Unimed Rio de Janeiro informou que cobre todos os exames existentes, inclusive o PCR para zika. Unimed Brasil e Amil, por sua vez, disseram que suas coberturas incluem testes que constam no rol de procedimentos da ANS, entidade que diz faltarem diretrizes específicas para o uso do PCR.

As operadoras Bradesco Saúde e SulAmérica responderam que são representadas pela Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde). E a entidade alegou que os profissionais de saúde ainda estão em treinamento para o uso do PCR, e que são poucos os laboratórios que dispõem do teste.

“É importante ressaltar que será necessário avançar com as pesquisas e superar a etapa de treinamentos para disponibilizá-lo à população de forma equânime e em âmbito nacional’,’ explicou a FenaSaúde.

A Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) declarou que suas operadoras associadas realizam o diagnóstico por meio dos testes rápidos.

Em nota enviada, a ANS afirmou que, “na maioria dos casos, o diagnóstico presumido do vírus zika pode ser feito pela exclusão da dengue e da febre chicungunha”.

Especialistas ouvidos, porém, criticaram o método do diagnóstico por exclusão como alternativa ao PCR. O professor Mariano Zalis, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), diz que há retrocesso no atendimento recomendado pela ANS.

– Tudo bem usar os testes de dengue e chicungunha para exclusão da zika se não houvesse ainda um exame específico disponível. Mas não é o caso. Já é possível fazer o diagnóstico, ter certeza. Os planos estão totalmente por fora das necessidades da população – criticou Zalis.

O infectologista Marcos do Lago, professor da Universidade do Estado do Rio (Uerj), também frisou que a exclusão não é suficiente para diagnosticar zika: “Não tem como ter certeza por exclusão. Podem ser outras doenças associadas a outros vírus. É um indício, mas não é uma garantia”, disse.

Semelhante ao que já ocorre com dengue e chicungunha, o tratamento médico para a zika coberto pelos planos de saude, já que se baseia apenas no controle dos sintomas. Os exames e terapias para tratamento de bebês com microcefalia estão disponíveis, segundo a ANS.

A Secretaria Nacional do Consumidor, do Ministério da Justiça; o Núcleo de Defesa do Consumidor, da Defensoria Pública do Estado do Rio; e o Procon carioca afirmaram que não receberam denúncias sobre não cobertura de exames de zika por planos de saúde. O Procon estadual não respondeu.

Planos de saúde podem reduzir custos


Seguros de pessoas e planos de saúde podem reduzir custos com gestão de riscos

Com muitos riscos em comum, seguradoras do segmento de riscos pessoais e operadoras de planos de saúde podem adotar ferramentas de gestão de riscos para reduzir perdas e tratar os riscos que possam causar danos, garantido o equilibro técnico e atuarial e, consequentemente, o plano de saúde com preço justo.

Um ponto em comum entre seguradoras que operam com seguro de pessoas e as operadoras de planos de saúde é a necessidade de conhecer e controlar os riscos de sua carteira como meio de garantir a manutenção e a sustentabilidade. Ambos os segmentos lidam com pessoas e são afetados diretamente pelo estilo de vida, condições de saúde, atividade profissional e longevidade dos proponentes/usuários. Tanto os seguros pessoais, como os planos de saúde, sofrem, ainda, os impactos do aumento de custos em virtude do cenário econômico, do arcabouço legal e regulatório e da judicialização, entre outros fatores.

A gestão de riscos

Diante de tantos riscos, a adoção de ferramentas de gerenciamento é indicada para evitar o desequilíbrio técnico atuarial, a partir da redução de perdas e do controle de riscos que possam causar danos. Para definir o processo de gestão de riscos, o atuário Dilmo B. Moreira, presidente do CVG-SP, recorre a George Head, autor de uma série de artigos sobre o tema, publicados pela RIMS, em 1977. Segundo Head, “gestão de riscos é o processo de planejar, organizar, dirigir e controlar os recursos humanos e materiais de uma organização, no sentido de minimizar os efeitos dos riscos, ao mínimo custo possível”.

Na base da gestão de riscos, segundo Dilmo B. Moreira, está o programa de prevenção de perdas (que reduz a frequência e a severidade dos riscos tratáveis) e o financiamento dos riscos remanescentes (que pode resultar na retenção ou na transferência para seguradoras). No entanto, ele ressalva que seguradoras não são obrigadas a aceitar todo e qualquer risco ou capital segurado. “Observada a característica da atividade exercida pelos proponentes, seguradoras podem aceitar com restrições ou mesmo recusar seguros, em função de sua avaliação dos riscos envolvidos”, diz.

Função da gestão de risco

Já no âmbito dos planos de saúde, o “Guia de Gestão de Riscos em Planos de Saúde de Autogestão”, publicado pela Abrapp, ensina que uma das funções da gestão de risco é possibilitar a redução ou eliminação de crises, por meio da identificação antecipada dos riscos e implementação de uma estratégia prévia da ocorrência de situações adversas. Com isso, se evita o consumo intenso de recursos para a solução de problemas, se estes surgirem inesperadamente. “Riscos, quando não gerenciados adequadamente, ameaçam o atingimento dos objetivos, o cumprimento dos prazos, o controle dos custos e da qualidade do serviço do plano de saúde autogestão”, define a publicação.

Andrea Mente, actuarial manager da Assistants Consultoria Atuarial, destaca que o mau gerenciamento de riscos traz atritos entre a empresa e as operadoras de saúde, sobretudo na questão dos descontos na fatura dos planos de saúde. Ela destaca que se o risco não for bem equilibrado poderá causar impactos deficitários definitivos na apólice, ocasionando reajustes maiores do que o desconto obtido no passado. Sua orientação é para que se identifique o público alvo, no primeiro passo do processo de gerência de riscos. “Negociar com hospitais, médicos e laboratórios é fundamental para o controle das variações dos custos assistenciais”, diz.

Riscos envolvidos

Da mesma forma, no seguro de pessoas também é preciso identificar o público alvo. “Desconhecer as atividades desenvolvidas pelos seguráveis e de suas características pessoais” está no topo da lista dos possíveis riscos envolvidos no seguro de pessoas, especialmente no ambiente laboral. Dilmo B. Moreira cita ainda o envelhecimento da massa segurada; segurados em má condição de saúde; capitais segurados com valores muito superiores à média do grupo; alta probabilidade de ocorrência de sinistros, em função da idade média atuarial do grupo; apropriação de prêmio pelo estipulante; pagamento de prêmio fora do prazo; redução da margem de ganho em função da elevação dos custos de comercialização, fraude etc.

Além do público alvo, Douglas Trindade, diretor superintendente em seguradora especializada em saúde, aponta que a negociação com prestadores de serviços é parte importante na gestão de riscos de planos de saúde. “Uma contrato adequado visa a sair do lugar comum dos acordos do tipo fee-for-service para novas formas de relacionamento”, registra ele em artigo publicado no site Administradores. Em sua opinião, a precificação adequada, com base em fatores do passado e do futuro, além de estatísticas de frequência de utilização e custo médio dos eventos, resulta no preço justo.

Trindade inclui, ainda, no processo a gestão médica, desde o credenciamento até a análise de contas médico-hospitalares. “Isto faz todo o sentido, já que parte expressiva das despesas de operadoras se refere a custos assistenciais”, diz. Também a gestão comercial é necessária, segundo ele, para se obter o equilíbrio do fluxo de entradas e saídas de beneficiários, bem como a gestão de clientes, por meio da segmentação na forma de contratação. Por fim, ele inclui o combate às fraudes em hospitais, clínicas, junto aos médicos e cirurgiões, fabricantes de órteses, próteses e materiais especiais etc., com a adoção de pontos de controles.

Tratamento dos riscos

No seguro de pessoas, Dilmo B. Moreira propõe ações para tratamento dos riscos, iniciando pelo uso da proposta de adesão, além da inclusão de carências para a cobertura de morte (por óbito consequente de causas naturais) e para IFPD (invalidez funcional) e ILPD (invalidez profissional ou laboral), em função de demanda eventualmente represada. Ele também aconselha priorizar inclusões de segurados com idade média inferior à da carteira e declinar os que estejam afastados por doença ou, então, aceitá-los com agravamento.

Em relação aos capitais segurados, sua sugestão é que seja estabelecido de acordo com a capacidade de equilíbrio do grupo. “O ideal é limitar as importâncias em risco de forma linear ou escalonada, bem como repassar riscos excedentes ao cosseguro ou resseguro”, diz. Além de definir o limite de idade ou de capital para inclusão de segurados, Dilmo B. Moreira indica a avaliação da sinistralidade para eventuais riscos, a análise do risco de crédito do estipulante e, ainda, a instalação de salvaguardas em programas de regulação e liquidação, ligando o pagamento de prêmios à liberação de sinistros.

Benefícios da gestão de riscos

De acordo com o guia da Abrapp, é importante que a entidade de saúde internalize em sua cultura a gestão de riscos, para que, com a sucessão de ciclos, obtenha melhorias nos processos e redução da exposição aos riscos. “É importante que este processo seja contínuo, pois os riscos são dinâmicos, alterando-se a cada mudança no cenário que cerca a organização ou como resultado das ações internas desenvolvidas para enfrentar riscos já identificados”, destaca a publicação.

Dilmo B. Moreira, por sua vez, reforça que o enfoque dos processos de gerenciamento de riscos deve se pautar pela integração de ações de forma positiva, proativa, abrangente, contínua e com base em valor. “Esta forma de agir previne grandes erros, evita grandes surpresas e restringe as perdas de oportunidades”, conclui.

Mudança nos planos de saúde individuais


A pressão pela mudança nos planos de saúde individuais

Limite para reajuste de contrato com pessoas físicas é criticado por operadoras de saúde. Modalidade está ‘em extinção’ e precisa de ‘incentivo’, diz entidade de defesa do consumidor

As operadoras mantêm uma constante pressão por mudanças na regra de reajuste anual dos planos de saúde individuais e familiares. Não à toa, a pauta sempre volta à mesa de integrantes do governo.

Representantes da Casa Civil e da ANS (Agência Nacional de Saúde) se reuniram recentemente para discutir o tema.

Esses planos de saude individuais e familiares são contratados diretamente pelas pessoas físicas junto às operadoras de saúde e seus reajustes anuais precisam se enquadrar num percentual definido pela ANS.

Em setembro de 2015, 19,4% dos beneficiários de planos de saúde, ou 9,8 milhões de pessoas, tinham contratos dessa modalidade no Brasil.

Já os contratos de planos de saúde para empresas são firmados por pessoas jurídicas com as operadoras de saúde. O intermediário entre o beneficiário do plano e a operadora pode ser a empresa onde a pessoa trabalha, sindicatos e associações profissionais ou administradoras de planos de saúde coletivos.

Nessa modalidade, o reajuste é combinado livremente entre as empresas e a pessoa jurídica responsável pelo contrato. Em setembro de 2015, 80% dos beneficiários de planos tinham contratos coletivos, ou 40,2 milhões de pessoas.

No total, há 50,3 milhões de beneficiários de planos de saúde no Brasil.

O que dizem empresas e consumidores#

A desregulamentação dos reajustes dos planos de saúde individuais é uma demanda antiga das operadoras. Elas querem ter o direito de definir livremente o índice, de acordo com critérios de mercado como custo da operação e demanda pelo serviço.

A FenaSaúde, que representa as empresas do setor, afirma que as despesas da assistência à saúde nos planos individuais cresce mais que as receitas, provocando “desequilíbrio financeiro”.

A Proteste, entidade de defesa do consumidor que acompanha a política de reajuste dos planos, é contra a liberação do reajuste anual. Maria Inês Dolcci, coordenadora institucional da entidade, diz que a desregulamentação traria “retrocesso” ao usuários e os exporia a reajustes “abusivos”.

Cenário atual não agrada a ninguém#

Na prática, afirma Dolcci, as operadoras de planos de saúde já encontraram uma maneira de reduzir o número de contratos individuais e seus reajustes limitados. A saída foi diminuir a oferta desses planos. Hoje eles reúnem 19% dos beneficiários, contra 25% há dez anos.

A migração dos clientes na última década fortaleceu as administradoras de planos de saúde coletivos, que fazem a ponte entre as pessoas físicas e as operadoras. A líder desse mercado é hoje a Qualicorp.

A situação atual dos planos de saúde individuais não é considerada boa pelas operadoras nem pela Proteste. A FenaSaúde pede “o urgente equacionamento” da regulação dos planos individuais. Para a entidade, a atual política de reajustes “não contribui” para a expansão da oferta de planos de saúde familiar.

Já Maria Inês Dolcci defende que haja “maior incentivo” para a contratação desses planos, que “estão em extinção”, sem prejudicar as empresas. “É dever da ANS estar atenta ao equilíbrio econômico-financeiro dos contratos”, diz. O que não pode haver, afirma a coordenadora da Proteste, é a desregulamentação pura do mercado.

Transparência sobre debate#

Dolcci cobra que a ANS e o governo se posicionem publicamente sobre o tema. Para ela, a melhor saída seria estabelecer uma câmara técnica com representantes do poder público, empresas e consumidores que discuta estudos e propostas. Já houve um espaço de discussão semelhante no âmbito da ANS, mas ela afirma que o esforço não resultou em propostas efetivas. “Temos que voltar a colocar na mesa todas as cartas”, diz.

A Casa Civil confirma a realização da recente reunião com a ANS. Diz que nela foi discutida a redução da oferta de planos de saúde individuais pelas operadoras. Ressaltou que não há possibilidade de liberar o reajuste dos planos individuais, como desejam as operadoras. A ANS também nega que venha conduzido algum estudo sobre a liberação de reajustes.

Sem plano de saúde, médico que caiu do 5º andar planeja ‘vaquinha’


Jovem feriu braço, fêmur, rádio, bacia e pulmão em acidente em dezembro.
Ele precisou parar de trabalhar para tratamento; dívida já soma R$ 18 mil.

Após sobreviver a uma queda do quinto andar de um prédio no centro de Brasília, o médico Tiago Rodrigues planeja organizar uma “vaquinha” para conseguir quitar as dívidas com o tratamento. Ele quebrou o braço esquerdo, sofreu achatamento do pulmão e fraturou o fêmur, o rádio, a bacia e o nariz. O jovem, de 26 anos, não tem plano de saúde e passou por cirurgias e internação em um hospital particular. A dívida já soma R$ 18 mil.

Sem plano de saúde, médico que caiu do 5º andar
O acidente aconteceu no dia 10 de dezembro, na 316 Norte, durante uma confraternização de fim de ano entre amigos. Por volta das 3h, Rodrigues se sentou no parapeito da sacada para “tomar um ar” e acabou se desequilibrando. Ele define a própria sobrevivência como “uma sequência de sortes” e atualmente se locomove com uma cadeira de rodas.

“Não perdi a consciência em nenhum momento, porém não me lembro de nada. Creio que, por ter ficado acordado o tempo todo, eu sabia que não tinha morrido, mas fiquei, sim, com medo de morrer devido a alguma possível lesão interna”, disse. “Eu me sinto muito abençoado por ter sobrevivido. Pra mim, não há dúvidas de que foi um milagre. Muitos ao meu redor também acham isso.”

Depois da queda, de uma altura de 18 metros, o médico foi levado pelo Samu ao Hospital de Base. O estado grave de saúde não lhe garantiu atendimento na unidade, e ele precisou ser transferido para o hospital particular onde costuma dar plantões como clínico-geral.

Rodrigues recebeu então uma placa e 14 parafusos no fêmur, operou o braço e o nariz. Os médicos não cobraram os honorários, mas o jovem ficou devendo anestesias e sete dias de internação. O jovem não tem plano de saúde desde que deixou de ser dependente do pai, há um ano.

Impedido de trabalhar por causa da recuperação, ele também deixou de receber – o jovem ganhava entre R$ 2 mil e R$ 4 mil por mês – e precisou adiar o sonho de deixar a casa dos pais. Amigos e familiares têm ajudado com dinheiro, mas os valores arrecadados não foram suficientes para bancar todos os custos.

“Eles [o hospital] dividiram [os R$ 18 mil] em cinco vezes só, então são parcelas muito duras. Eu não tinha nada para dar de entrada”, conta. “Ainda vou ter gasto de fisioterapia também por um tempo. Devo voltar para os plantões lá para março, de cadeira de rodas ainda, provavelmente. Só não rola de ficar muito tempo parado, estou agoniado já. Preciso pagar essa conta. Não estou aguentando mais ficar sem trabalhar.”

Recuperação
Por causa do acidente, o médico precisou passar seis semanas com o braço esquerdo engessado. Ele não teve nenhuma sequela após a queda.

“Já posso ficar em pé apoiado na perna boa, mas ainda não posso andar, então minha locomoção ainda é com a cadeira de rodas. Comecei a fisioterapia do braço hoje [nesta quinta], então a mobilidade do braço deve dar uma boa melhorada daqui para frente. Ainda devo ficar de cadeira de rodas por uns 30 dias, mas estou me sentindo muito bem já. Tomar banho já está bem tranquilo, trocar de roupa também”, explica.

O jovem tem contado com a ajuda do irmão no dia a dia. Para ele, uma das explicações para não ter tido danos maiores é o fato de sempre ter feito atividade física intensa. Ele caiu em um gramado entre uma calçada e uma pedra.

“Meu osso era realmente muito duro, muito bom. Até na cirurgia eles disseram que foi difícil furar com a furadeira, porque a broca não estava conseguindo furar o osso de tão duro”, diz.

Brasileiros com planos de saúde e a crise


Cai o número de brasileiros com planos de saúde

Mais de 160 mil segurados perderam a cobertura por causa da crise.

A crise econômica derrubou o número de brasileiros com planos de saúde. Mais de 160 mil segurados perderam essa cobertura dos planos de saúde. Só que, mesmo assim, com menos gente com plano de saúde, o volume de queixas dos clientes cresceu.

Cláudia foi desligada do plano de saúde quando mais precisava de assistência. Ela se recuperava de uma cirurgia para a retirada de um tumor no colo do útero. Cláudia diz que o plano não explicou o motivo da suspensão do contrato, mesmo pagando as mensalidades em dia. “Sinto dores, eu tenho que continuar mantendo o tratamento, eu não posso parar”, diz Cláudia. Ela entrou na Justiça em agosto do ano passado para dar sequência ao tratamento. Cinco meses depois, ainda não houve solução. “Eu me vejo uma pessoa assim, desrespeitada, me sinto muito mal, me sinto muito triste, me sinto para baixo”, queixa-se.

Em apenas um ano, mais de 164 mil planos de assistência médica, principalmente aqueles oferecidos por empresas a seus funcionários, foram cancelados em todo o Brasil. Apesar da redução na base de clientes, as operadoras de saúde registraram, no mesmo período, mais reclamações. Um aumento de 9%.

Para a advogada Juliana Sbragia, especializada na área de saúde, a principal causa da queda no número de coberturas em planos de saúde empresariais é a crise econômica. Ela diz que o aumento das queixas é provocado por problemas bem conhecidos entre os usuários dos planos. “As operadoras continuam negando cobertura de tratamentos essenciais para os pacientes, medicamentos e cirurgias, continuam aplicando reajustes abusivos, os pacientes que precisam de um tratamento emergencial que foi negado têm que buscar a Justiça com um pedido de liminar”, orienta a advogada.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar registrou ao todo 72 mil reclamações. Na maioria dos casos, por procedimentos não cobertos pelos planos.

Pernambuco é o estado que lidera o ranking de reclamações, seguido do Distrito Federal, Rio de Janeiro, Bahia e São Paulo. No Recife, o empresário Fernando Costa entrou na Justiça contra o plano de saúde que usa há 25 anos. A empresa se recusou a cobrir os custos de uma lente para uma cirurgia de catarata, de R$ 8,4 mil. O plano queria pagar menos. E só ofereceu o ressarcimento de todo o valor quando Fernando acionou a empresa na Justiça. “Estou aguardando a decisão judicial. Eu estava pagando por uma coisa que, na hora que eu fui precisar, não me foi atendido”, diz Fernando.  Em outra disputa na Justiça, Fernando também conseguiu reduzir o valor da mensalidade de R$ 4 mil para R$ 1,69 mil.

Em São Paulo, o maior volume de reclamações foi de ex-clientes da Unimed Paulistana. Em setembro, a ANS decretou a alienação compulsória da carteira de beneficiários da operadora.

Segundo o diretor-adjunto de Fiscalização da agência, Suriêtte Apolinário dos Santos, a maioria das reclamações recebidas contra as operadoras em todo Brasil foi resolvida. “Em 86% dos casos, a ANS conseguiu dar ao beneficiário solução de um problema de uma maneira rápida por meio da nossa mediação de conflitos”, diz o diretor.

A Federação Nacional de Saúde Suplementar – Fenasaúde – disse que um dos motivos para o aumento de reclamações dos clientes foi a transferência compulsória dos clientes da Unimed Paulistana para outras operadoras. A empresa foi punida porque não atendeu às exigências da ANS.

Número de idosos em planos de saúde aumenta

O número de pessoas com mais de 59 anos com planos de saúde aumentou para 26,6% do total de beneficiários em autogestão, modalidade em que a própria empresa administra o plano de saúde para funcionários, segundo pesquisa inédita realizada pela União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde – Unidas. No ano anterior, o número de idosos representavam 25,7%. “O aumento da longevidade da população é uma realidade no nosso país, e os números refletem esse novo cenário”, comenta João Paulo dos Reis Neto, diretor técnico da entidade.

A pesquisa também constatou que o número de idosos, acima de 60 anos, no segmento de autogestão é o dobro da média geral da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e dos outros segmentos de saúde – medicina de grupo, cooperativas e seguradoras. Representam 24%, totalizando mais de 835 mil indivíduos. “O cenário em que vive a autogestão já é o que a Organização Mundial da Saúde (OMS) espera para o Brasil em 2050, quando a população idosa brasileira passará de 7,8% para 23,6%, se comparada a evolução dos anos de 2000 a 2050”, explica Neto.

A 16ª edição da Pesquisa Nacional Unidas ouviu 57 empresas, que, em conjunto, ofertam 304 planos de saúde. As instituições respondem por mais de 3,5 milhões de vidas, dos quais 59,4% são ativos, 22,5% aposentados e 18,1% agregados. O estudo apresenta diversos indicadores de utilização, custos, concentração de gastos com internações, entre outros fatores.

Custo alto – O envelhecimento da população brasileira representa um dos maiores desafios aos sistemas de saúde público e privado. O custo assistencial das pessoas com mais de 59 anos é seis vezes maior do que os da primeira faixa etária (0 a 18 anos). “Para se ter uma ideia, o custo médio anual de um aposentado, residente na região Sudeste do Brasil é de R$ 7.154,81. Já o custo das pessoas que estão na primeira faixa etária é de R$ 1.303,92”, analisa João Paulo, com dados da Pesquisa Nacional Unidas.

Quanto ao custo médio dos procedimentos, a variação no ano foi de 10% para consultas, 18% para exames e 13% para internações hospitalares. Isso resultou no aumento de 19% no custo per capita/ano da cobertura médicohospitalar.

A concentração de gastos por regime de assistência hospitalar, ambulatorial e domiciliar é de 54,4%, 42,5% e 3,1%, respectivamente. O custo médio anual foi mais elevado nos aposentados e nos agregados, reflexo da maior utilização do plano destas categorias de beneficiários.

A Culpa Não É Dos Planos De Saúde

A culpa não é dos planos de saúde, seguindo a vertiginosa descida moral da nação, o Brasil apresenta problemas em todas as áreas, mas nenhuma é mais dramática do que o sucateamento do SUS e a derrota para quase todas as doenças e epidemias. Para quem quer um bom exemplo, o mosquito da dengue nada de braçada em cima da falta de eficiência no seu combate e agora, além da dengue, oferece duas novas doenças para castigar o brasileiro. Se a chikungunya não assustou muita gente – muito menos o governo – o zika vírus construiu outra realidade. Cientistas, como Oswaldo Cruz, Vital Brazil e Luiz Pereira Barreto devem estar se retorcendo em seus túmulos, vendo o mosquito que eles venceram na virada do século 19 para o 20 dando as cartas, matando e introduzindo um medo novo na população: a microcefalia, que já tem mais de 3 mil casos comprovados e tende a crescer rapidamente, comprometendo o futuro de milhares de brasileiros cujas mães foram picadas pelo “Aedes”.

Se a realidade fosse apenas esta, já seria uma tragédia. Mas o quadro é pior. Uma série de outras doenças continuam firmes, em caráter endêmico e epidêmico, em variadas regiões do País. E não são apenas os Estados mais pobres que apresentam, além da dengue, chikungunya e zika vírus, crescimento de casos de febre amarela, hanseníase, Aids, tuberculose, etc.

A única notícia boa a respeito foi o surgimento de uma vacina contra a dengue. Mas mesmo ela precisa ser vista com cuidado. A vacina em tela tem eficácia na casa de 60%, ao contrário das vacinas para outras doenças, onde a garantia de sucesso bate os 90%. Eu não sou da área, mas essa discrepância me faz perguntar se não é apenas jogada de marketing, tão ao gosto do PT. Ou mesmo uma nova possibilidade de corrupção, na compra da vacina vendida como a salvação da pátria.

O Brasil apresenta problemas em todas as áreas, mas nenhuma é mais dramática do que o sucateamento do SUS.
Um país onde a saúde é obrigação integral do Estado e direito pétreo da população, mas, na prática, o sistema privado, ou suplementar, é quem entra com o grosso do dinheiro, tem alguma coisa profundamente errada. E esta é a nossa realidade. Os planos de saúde privados, que atendem algo próximo de 50 milhões de pessoas, respondem por mais de 60% do total dos recursos destinados à saúde.

Se, de um lado, os hospitais de ponta brasileiros estão entre os melhores do mundo porque têm garantidos os recursos necessários pelos pagamentos feitos pelos planos de saúde privados, de outro, a falência do sistema público de saúde pode ser vista diariamente em todos os canais de televisão, nas imagens chocantes do que acontece no Rio de Janeiro.
E não é apenas o Rio que não dá conta. São Paulo tem problemas seríssimos em seus principais hospitais, entre eles, o Hospital Universitário da USP, o Hospital São Paulo e a Santa Casa de São Paulo. E nos outros Estados a situação é muito pior.
Como se não bastasse, a crise que assola o País tem entre suas consequências o aumento do desemprego e o aumento do número de pessoas que procuram o sistema público de saúde. É que milhares de brasileiros, com a perda do emprego, estão perdendo seus planos de saúde privados.

Como o político nacional costuma ser um demagogo, já começam a falar que o aumento da demanda pelos serviços do SUS é culpa dos planos de saúde privados. Não é verdade. Os planos privados não estão expulsando seus clientes, até porque isso seria uma rematada sandice. Os brasileiros estão procurando o SUS porque perderam seus empregos e não têm como continuar pagando seus planos.

Isso faz os planos de saúde privados reféns de um quadro perigoso. A redução do número de segurados e a redução do nível dos planos por boa parte dos que continuam a tê-los reduz o faturamento das operadoras privadas, mas não reduz, no médio prazo, os procedimentos cobertos. O descasamento entre receitas e despesas pode comprometer a saúde do plano, jogando mais gente nas filas do SUS. Entre mortos e feridos, nesta guerra perdem todos. Sem dúvida, perde o Governo, mas perde muito mais o cidadão.

 

Novas regras para planos de saúde

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou hoje (15) novas regras para planos de saúde, regras de atendimento prestado por operadoras de planos de saúde nas solicitações de procedimentos e serviços de cobertura assistencial. As medidas, definidas pela Resolução Normativa 395, entram em vigor no dia 15 de maio. A multa em casos de descumprimento da norma varia de R$ 30 mil a R$ 100 mil. Uma das principais mudanças é a implantação, por parte das operadoras, de unidade de atendimento presencial, em horário comercial durante os dias úteis nas capitais ou regiões de maior atuação dos planos de saúde. Ficam isentas as operadoras de pequeno porte, as exclusivamente odontológicas, as filantrópicas e as de autogestão.

As empresas de grande porte também terão que oferecer atendimento telefônico durante 24 horas, sete dias por semana, enquanto as de médio e pequeno porte, as exclusivamente odontológicas e as filantrópicas deverão ter canal telefônico para atendimento em horário comercial nos dias úteis.

Além disso, as operadoras, quando demandadas, devem prestar imediatamente informações e orientações sobre o procedimento ou serviço assistencial solicitado, esclarecendo se há cobertura prevista no rol da ANS ou no contrato.

Procedimentos e serviços

A resolução exige ainda que, sempre que houver solicitação de procedimento ou serviço, independentemente do canal pelo qual seja feita, deverá ser fornecido número de protocolo no início do atendimento ou logo que o atendente identifique tratar-se de demanda que envolva cobertura assistencial. Nos casos em que não for possível fornecer resposta imediata à solicitação, as operadoras terão prazo de até cinco dias úteis para responder diretamente aos beneficiários. Se a resposta apresentada negar a realização de procedimentos ou serviços, devem ser informados detalhadamente o motivo e o dispositivo legal que o justifique.Nas solicitações de procedimentos de alta complexidade ou de atendimento em regime de internação eletiva, o prazo para resposta das operadoras é de até dez dias úteis. Já para procedimentos de urgência e emergência, a resposta deve ser imediata.

O consumidor também poderá pedir o envio das informações por escrito em até 24 horas e requerer a reanálise da solicitação, que será avaliada pela Ouvidoria da empresa. “Se a empresa dificultar ou tentar impedir essa reanálise, será configurada infração por não observância às regras sobre atendimento aos beneficiários nas solicitações de cobertura assistencial”, informou a ANS.

Arquivamento

O texto prevê ainda que as operadoras deverão arquivar, pelo prazo de 90 dias, e disponibilizar, em meio impresso ou eletrônico, os dados do atendimento ao beneficiário, identificando o registro numérico de atendimento, assegurando a guarda, manutenção da gravação e registro. O beneficiário poderá requerer que as informações prestadas sejam encaminhadas por correspondência ou meio eletrônico, no prazo máximo de 24 horas. Caso solicitem, também poderão ter acesso aos registros de seus atendimentos, em até 72 horas a contar da realização do pedido.

“Em caso de descumprimento das regras previstas na resolução normativa, a operadora está sujeita a multa de R$ 30 mil. Caso a infração venha a se configurar em negativa de cobertura, a operadora também estará sujeita a multa – neste caso, os valores vão de R$ 80 mil a R$ 100 mil”, concluiu a ANS.

Empresa é obrigada a manter plano de saúde?

Se um empregado se aposenta, ou pede demissão, ou é dispensado pela empresa, tem direito a permanecer no plano de saúde do qual participava quando estava trabalhando? A empresa que rompe o contrato de trabalho, sem justa causa, e não conta mais com a força produtiva daquele trabalhador, está mesmo obrigada a mantê-lo no plano de saúde que contratou junto a terceiros? Se está, por quanto tempo? A resposta é sim e não.

 

A CLT não prevê essa obrigação porque se ocupa das regras de proteção ao empregado enquanto o contrato de trabalho está ativo. Pode ser que essa proteção esteja inserida no próprio regulamento da empresa, e aí constitui pacto adjeto que se soma ao contrato individual de trabalho, ou nos acordos e convenções coletivos de trabalho, mas, de regra, não está. Ultimamente, os pedidos de reinclusão nos planos de saúde têm vindo acompanhados de pedidos de indenização por danos morais, por este ou aquele fundamento, mas basicamente fundados na alegação de que o trabalhador “foi surpreendido” pelo cancelamento do seu plano de saúde justamente no momento em que mais precisava dele.

 

Nenhuma lei obriga a empresa a manter o empregado e seus dependentes no plano de saúde pela vida inteira. Se o plano de saúde é um benefício que deriva do contrato de trabalho, extinto o contrato de emprego, o plano de saúde deixa de existir. O que a lei assegura, para não desproteger inteiramente o trabalhador e sua família, é um período de carência, após a extinção do vínculo de emprego, em que o trabalhador pode permanecer usufruindo dos mesmos benefícios do antigo plano de saúde desde que pague as mensalidades, integralmente, inclusive aquelas que, originariamente, eram suportadas pelo empregador.

 

Em regra, se o plano de saúde é custeado inteiramente pela empresa, é benefício contratual que se extingue com o fim do próprio contrato de trabalho. Nesse caso, rescindido o contrato de trabalho, e não sendo essa regra de ordem moral, o patrão não está obrigado a manter o empregado no plano de saúde, ou, se estiver, não está obrigado a custeá-lo. O art.30 da Lei 9.656/98, que regulamenta os planos de saúde, aplicável subsidiariamente ao contrato de trabalho nessas questões de seguro-saúde, diz: “Art. 30. Ao consumidor que contribuir para plano ou seguro privado coletivo de assistência à saúde, decorrente de vínculo empregatício, no caso de rescisão ou exoneração do contrato de trabalho sem justa causa, é assegurado o direito de manter sua condição de beneficiário, nas mesmas condições de que gozava quando da vigência do contrato de trabalho, desde que assuma também o pagamento da parcela anteriormente de responsabilidade patronal”.

 

Ou seja: o empregado dispensado sem justa causa pode permanecer no plano de saúde contratado pelo empregador, nas mesmas condições existentes na constância do contrato de trabalho, desde que pague a sua parte no custeio do plano e a parte que, ao tempo do contrato, era paga pelo patrão. Se fizer isso, manterá o plano em toda a sua extensão. Se não pagar a sua parte e a do ex-patrão, o plano poderá ser cortado e ele deverá contratar outro, se quiser continuar recebendo assistência médica. O §1º do art.30, diz: “O período de manutenção da condição de beneficiário a que se refere o caput será de um terço do tempo de permanência no plano ou seguro, ou sucessor, com um mínimo assegurado de seis meses e um máximo de 24 meses”.

 

Mesmo que o ex-empregado concorde em permanecer no plano de saude empresarial pagando a sua parte e a do ex-patrão, a condição de beneficiário não é eterna. Vigora, no máximo, por um terço do tempo de permanência nesse plano, assegurado um mínimo de seis meses e um máximo de 24 meses. Se um empregado estava no plano há três anos (36 meses), sua permanência é garantida pelo mínimo de um ano, isto é, 1/3 do tempo de permanência no plano, e pelo máximo de dois anos. Depois desse lapso, perde a condição de beneficiário do plano de saúde empresarial. Se quiser continuar com o mesmo plano já não terá mais a condição de beneficiário, e as novas condições de contrato terão de ser negociadas entre ele e a empresa de planos de saúde.

 

Ainda que o empregado faleça, o direito de permanência no plano e as vantagens gerais da sua categoria profissional são extensivos aos seus familiares que já constavam da apólice do plano ao tempo em que havia contrato de trabalho. Essas regras estão nos §§2º,3º e 4º do art.30, desta forma:

“§2º – A manutenção de que trata este artigo é extensiva, obrigatoriamente, a todo o grupo familiar inscrito quando da vigência do contrato de trabalho”.

“§3º – Em caso de morte do titular, o direito de permanência é assegurado aos dependentes cobertos pelo plano ou seguro privado coletivo de assistência à saúde, nos termos do disposto neste artigo”.

“§4º – O direito assegurado neste artigo não exclui vantagens obtidas pelos empregados decorrentes de negociações coletivas de trabalho”.

 

Foi dito que essa garantia de permanência no plano de saúde após a rescisão do contrato de trabalho não é eterna nem alcança todos os tipos de rescisão do contrato de trabalho. O art.30 da Lei 9.656/98 estende a garantia apenas aos trabalhadores dispensados sem justa causa. A regra não se aplica aos que se demitem ou aos que são dispensados por justa causa. O empregado também perde essa garantia se arruma novo emprego (§5º do art.30 da Lei 9.656/98).

 

O trabalhador aposentado tem tratamento diferenciado na lei. Desde que tenha contribuído para o plano por um prazo mínimo de dez anos, a ele não se aplica a garantia provisória de permanência no plano (mínimo de 12 e máximo de 24 meses) de que falam os parágrafos do art.30. O art.31 da Lei 9.656/98, diz: “Ao aposentado que contribuir para plano ou seguro coletivo de assistência à saúde, decorrente de vínculo empregatício, pelo prazo mínimo de dez anos, é assegurado o direito de manutenção como beneficiário, nas mesmas condições de cobertura assistencial de que gozava quando da vigência do contrato de trabalho, desde que assuma o pagamento integral do mesmo”.

 

Ou seja: as únicas exigências que a lei faz ao trabalhador aposentado é que tenha contribuído para o plano pelo mínimo de dez anos e pague integralmente o plano (a sua parte e a do ex-patrão). Agindo assim, pode permanecer no plano indefinidamente. Os empregados aposentados que tiverem contribuído para o plano por tempo inferior a dez anos podem permanecer no plano (§1º do art.30) à razão de um ano para cada ano de contribuição, desde que paguem integralmente as mensalidades.

Planos de Saúde passam a cobrir 21 novos procedimentos


Entre eles o teste rápido de dengue e sorologia para febre chikungunya

Planos de Saúde passam a cobrir 21 novos procedimentos, desde o último sábado (2), passaram a valer regras da Agência Nacional de Saúde (ANS), que incluem 21 procedimentos ao rol de cobertura obrigatória das operadoras de planos de saúde. Entre eles, o teste rápido de dengue e a sorologia para febre chikungunya.

Para falar sobre o assunto o Programa Revista Brasil entrevistou a gerente-geral de Regulação Assistencial da Agência Nacional de Saúde (ANS),Raquel Lisboa.

Ela explica que a atualização do rol é feita a cada dois anos, em um processo conduzido pela ANS com consulta à população. Raquel fala das novas regras que obriga as operadoras dos Planos de saúde a partir do dia 02 de janeiro a cobrirem 29 procedimentos que fazem parte do nosso rol de procedimentos e eventos em saúde. “Este rol é uma lista que contem todos os procedimentos de cobertura obrigatórias pelas operadoras de plano de saúde”.

Raquel esclarece que neste rol foi incluído o teste rápido de dengue, que traz o diagnóstico em minutos e sorologia para febre chikungunya. E conta que entraram também procedimentos para pacientes com problemas cardíacos, o cardiodesfibrilador, uma espécie de marcapasso que sambem libera uma descarga elétrica, se for preciso, para evitar morte súbita.

Planos de saúde falso, estelionatárias são presas

Duas acusadas de estelionato foram presas em flagrante nesta última quarta-feira (16) no bairro de Santo Amaro, área central do Recife. A fraude consistia em vender planos de saúde para gestantes sem carência.

As duas mulheres aplicavam o golpe se passando por corretoras do plano Hapvida. Elas ofereciam um plano de saúde voltado às gestantes sem carência e com direito à emergência, consultas, exames, internação e parto. No entanto, o único plano de saúde neste modelo só dá direto ao parto e pré-natal.

Arianne Stephane, a possível vítima que denunciou a fraude, contou que encontrou as golpistas na internet: “Vi um anúncio em um aplicativo para gestantes, entrei em contato e elas me explicaram que o plano custava R$ 2.500 + 9 parcelas de R$ 174 até o mês do parto”. Arianne desconfiou da boa oferta e entrou em contato com um corretor da Hapvida para saber mais detalhes, foi quando veio a surpresa: o corretor confirmou que esse tipo de convênio não era oferecido pelo plano de saúde. “Ele me disse que quando as pessoas ligavam para marcar uma consulta, descobriam que esse acordo não existia”, complementou Arianne.

A consumidora foi à delegacia de Repressão ao Estelionato, que fica no bairro de Afogados, na Zona Oeste, e fez a denúncia. Com a participação da polícia e de um advogado, ela marcou um encontro com as estelionatárias em um shopping da cidade, que na hora de receber o dinheiro, foram presas em flagrante.

Plano de saúde individual e a recusa das operadoras


CMA vai debater recusa das operadoras de planos de saúde em oferecer plano de saúde individual.

A Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle do Senado (CMA) vai debater em audiência pública a recusa das operadoras de planos de saúde em oferecer plano de saúde individual.

 

O objetivo é analisar eventuais fraudes e os prejuízos causados ao consumidor. Segundo o senador Reguffe (PDT – DF), autor do requerimento para a audiência, atualmente as operadoras se recusam a oferecer planos individuais e obrigam o consumidor a contratar planos coletivos. Para debater o assunto, Reguffe convidou o presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar, José Carlos Abrahão, e representantes da Secretaria Nacional do Consumidor, das empresas e dos usuários.

Agência para fiscalizar planos de saúde em São Paulo


CPI vai propor criação de agência para fiscalizar planos de saúde em São Paulo

Segundo presidente da CPI dos Planos de Saúde, ANS tem falhado em cumprir sua obrigação. Ela acredita também que a quebra da Unimed Paulistana certamente beneficiou alguém. “Queremos que essa situação seja esclarecida”, diz
A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Planos de Saúde – instalada na Câmara Municipal de São Paulo para investigar os serviços prestados pelas operadoras – deve propor em seu relatório a criação de uma agência municipal para regular as empresas do município.
“A capital tem 60% da população utilizando planos de saúde e, por isso, deveríamos ter aqui uma assistência maior para que a população paulistana tenha um bom atendimento”, explicou a vereadora Patrícia Bezerra (PSDB), presidente da CPI.
A função de regular e fiscalizar as operadoras é feita pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). No entanto, Patrícia acredita que a instituição não cumpre seu papel. “Acho que ficou notório, ao longo do nosso trabalho, que o Brasil tem uma agência que está prevaricando ao não fazer a sua obrigação. Vamos, em forma de relatório, pedir ao Ministério Público que seja feita uma investigação para se entender qual a razão de a ANS, que deveria regular e administrar as operadoras, não fazer isso e vermos situações como a da Unimed Paulistana”, acrescentou.
A operadora de planos de saúde citada pela presidente da CPI enfrenta uma crise financeira há anos. No ano passado, a Unimed Paulistana terminou o exercício com patrimônio líquido negativo de R$ 169 milhões e um passivo tributário de R$ 263 milhões.
A situação, desde então, está sendo acompanhada pela ANS que instaurou regimes especiais de direção fiscal e de direção técnica por conta de problemas administrativos e prestação de serviço. No entanto, como a empresa não conseguiu sanar os gargalos, a agência determinou que a companhia negociasse a transferência de toda carteira de clientes para outras operadoras.
Os motivos que levaram a Unimed Paulistana a essa situação foram discutidos durante os trabalhos realizados pela CPI em acareação entre a atual e a ex-diretoria da empresa. Durante as reuniões, os convidados ficaram trocando acusações.
Para o ex-presidente da Unimed Paulistana Paulo Leme, a responsabilidade pela quebra da operadora é da atual gestão, que assumiu em abril os trabalhos. “A nossa gestão começou conturbada em 2009 e seguimos até março deste ano. Entregamos a situação melhor do que pegamos. Tínhamos uma dívida de R$ 1,3 bilhão. Saímos deixando R$ 263 milhões. Atribuo o problema da Unimed à nova diretoria”, declarou.
O diretor-presidente da Unimed Paulistana, Marcelo Nunes, acredita que a ANS utilizou critérios diferentes ao decidir alienar a carteira de clientes da operadora. “Na nossa opinião ficou claro que a situação econômico-financeira levou a alienação. Percebemos que existem dois pesos e duas medidas, porque houve paciência da agência com os resultados ruins que há anos estavam sendo apresentados e sem planos de recuperação convincentes.
E, em um curto período, fizeram a alienação da carteira mesmo com um plano que foi elaborado por uma consultoria”, explicou. “A ANS e a Unimed poderiam ter atuado de forma a ajudar o usuário de forma mais objetiva para que pudéssemos executar o que tínhamos planejado”, acrescentou.
Para Patrícia, há indícios de que alguém foi beneficiado com a quebra da Unimed Paulistana. “Não podemos culpar ninguém, no entanto, queremos essa situação seja esclarecida para saber quem faturou com a alienação da carteira da Unimed Paulistana, detentora do maior número de clientes em São Paulo”, disse.

Plano de saúde que não aceita idoso deve ser denunciado

Mesmo com a criação do Estatuto do Idoso, em 2003, contratar um plano de saúde para terceira idade ainda é um desafio. Isto porque as operadoras dificultam a contratação, temendo prejuízo, pois o Estatuto proíbe o aumento de mensalidade para as pessoas acima dos 60 anos.

Todavia, se algum corretor ou operadora desestimular, impedir, dificultar o acesso ou ingresso de uma pessoa com mais de 60 anos num plano de saúde, deve ser feita uma denúncia à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Essa conduta é ilegal e contraria o Código de Defesa do Consumidor, a Lei de Planos de Saúde e a Súmula Normativa da ANS nº 19/2011.

Ainda é comum ver vendedores dos planos apenas sugerirem planos coletivos (planos empresariais ou de associações de classe), haja vista que esses planos não possuem, em regra, limites para reajustes vinculados pela ANS.

O argumento usado pelas operadoras de plano de saúde, é que a lei que veda a cobrança de valores diferenciados em razão da idade só pode ser aplicada para contratos individuais (e não empresariais ou coletivos) assinados depois de 1 de janeiro de 2004. Mas, os órgãos de defesa do consumidor alegam que essa interpretação está errada e a aplicação do Estatuto do Idoso deve se dar em todos os contratos.

Por isso, é bom ressaltar que se a operadora quiser aumentar a mensalidade alegando que o contrato foi assinado antes do Estatuto entrar em vigor, o idoso que tiver contrato assinado entre janeiro de 1999 e dezembro de 2003 pode contestar a decisão.

O consumidor pode alegar o direito previsto no parágrafo único do Art. 15 da Lei de Planos de Saúde que veda o reajuste por faixa etária para consumidores com mais de 60 anos e que tenham contribuído por mais de 10 anos.

Lembre-se, o idoso não pode aceitar todas as condições impostas pelas operadoras dos planos de saúde. Caso ele tenha seus direitos desrespeitados, deve reunir provas, procurar um advogado, entrar na Justiça e denunciar práticas ilegais e abusivas, lutando sempre pelo direito à saúde digna e de boa qualidade.

plano de saúde para idosos, quanto custa?


Quanto custa um plano de saúde para idosos?

Quanto mais os anos vão passando, maiores são as probabilidades das pessoas precisarem de assistência médica. E se é a partir dos 60 anos que as pessoas precisam, com mais frequência, de atendimento médico, é também a partir desta idade que os planos de saúde são mais caros. Isso, sem falar nas operadoras de saúde que recusam os contratos para pessoas com mais de 60 anos.

 

E mesmo para que já tem contrato de plano de saúde há muitos anos, quando passa dos 60 anos, sofre um reajuste muitas vezes arbitrário. É muito importante se informar para não se tornar refém das altas mensalidades do plano de saúde, correndo inclusive o risco de não ter condições de pagar pelo benefício, justamente quando mais se precisa dele.

 

PREÇOS DO PLANO DE SAÚDE PARA IDOSOS

Os preços dos planos de saúde variam de acordo com a operadora, o tipo de plano contratado, cobertura e faixa etária. O valor da mensalidade para pessoas com mais de 60 anos, pode variar entre cerca de R$340,00 e R$2.200,00. Mas fique atento, a lei define que o valor da última faixa etária não pode ser seis vezes superior ao valor da primeira.

REAJUSTE DO PLANO DE SAÚDE PARA IDOSOS

Os planos de saúde antigos, com contratos feitos até janeiro de 1999, não têm o reajuste regulado pela ANS. Por isso, é frequente ver casos de reajustes abusivos com a mudança da faixa etária dos idosos de 60 para 70 anos, ou mais. Ou seja, os planos fazem o reajuste livremente, de acordo com o avançar da idade dos idosos.

Mas para os contratos assinados a partir 2004, já ao abrigo da Lei 10.741/03 do Estatuto do Idoso, o reajuste do valor das mensalidades do plano de saúde após os 60 anos foi proibido. Ou seja, depois de completar 60 anos, não deve mais haver reajustes da mensalidade. Mas na prática, não é isso o que acontece. A ANS já tem registrado reajustes de até 500% nos planos de saúde para idosos.

No entanto, esta questão ainda é controversa. Não há consenso entre a ANS e as operadoras de planos de saúde. Hoje, estão em vigor três distintas condições para definir o reajuste das mensalidades do plano de saúde para idosos:

1. Contratos firmados antes de 02/01/1999: os reajustes são feitos de acordo com o que foi estabelecido no contrato;

2. Contratos firmados entre 02/01/1999 e 01/01/2004: previsão de aumento para sete variáveis de faixa etária, dos 0 até mais de 70 anos. Em alguns casos, dependendo do que está definido no contrato, as pessoas com mais de 60 anos podem não sofrer reajuste, desde que estejam no mesmo plano há mais de 10 anos;

3. Contratos firmados a partir de 02/01/2004: os reajustes por faixa etária só podem acontecer até os 59 anos. Após esta idade, não são admitidos os reajustes devido ao avanço da idade. Os beneficiários que sofrerem reajustes, devem esclarecer as suas dúvidas, certificando-se das condições do contrato, e recorrer ao Procon.

Amil compra Hospital Samaritano de São Paulo

Por cerca de R$ 1,3 bilhão, a empresa americana UnitedHealth, dona da Amil, comprou o Hospital Samaritano de São Paulo.

O Hospital Samaritano é considerado referência na capital e administrado por uma entidade beneficente, que deve se desvincular do negócio.

Em janeiro deste ano, a publicação da lei 13.097 abriu espaço para fusões e aquisições no setor, ao permitir a participação ou o controle de estrangeiras em hospitais.

Presente em 125 países, a UnitedHealth é uma das maiores companhias do setor de saúde do mundo. Em 2012, a companhia americana entrou no mercado brasileiro após comprar 90% da Amil por US$ 4,9 bilhões.

O Hospital Samaritano teve receita de R$ 438 milhões em 2014 e 22 mil internações.

 

Contrato de plano de saúde não pode ser rescindido sem processo na ANS

Para ocorrer a rescisão unilateral do contrato de plano de saúde, ainda que sob a alegação de fraude, é necessário processo administrativo prévio na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O entendimento é da 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, que confirmou a obrigação da seguradora de manter o plano de saúde, impedindo-a de rescindir o contrato baseada em suposta fraude.

A turma seguiu o voto do ministro Marco Aurélio Bellizze. No caso julgado, a seguradora rescindiu o contrato porque o paciente teria omitido na contratação a existência de doença preexistente, o que caracterizaria fraude. Em 2011, ao necessitar de internação hospitalar, foi constatada a contaminação pelo vírus HIV, ocasião em que ele teria admitido aos profissionais já saber do fato desde 1993, o que foi registrado no prontuário.

O segurado ajuizou ação para obrigar a manutenção do plano de saúde contratado, alegando que não tinha ciência da contaminação quando preencheu a declaração de saúde e que não houve realização de exame prévio. Ele teve sucesso nas duas instâncias.

No STJ, o relator afirmou que, a despeito da possível ciência do segurado sobre a doença preexistente no momento da contratação, a operadora do plano de saúde não pode rescindir o contrato sem a instauração prévia de processo administrativo perante a ANS. A obrigação está no artigo 15, inciso III, da Resolução ANS 162/07.

Vedação expressa
O artigo 16, parágrafo 3º, da mesma resolução “veda, expressamente, sob qualquer alegação, a negativa de cobertura assistencial, assim como a suspensão ou rescisão unilateral de contrato, até a publicação pela ANS do encerramento do processo administrativo”.

O ministro Bellizze concluiu que, ao condicionar o exercício do direito de rescisão do contrato à prévia instauração de processo administrativo, a resolução da ANS não extrapolou o seu poder regulamentar. A agência tem poderes para baixar normas destinadas à regulamentação das atividades do setor, pelo qual é responsável.

O artigo 11, parágrafo único, da Lei 9.656/98 atribuiu à ANS a iniciativa de regulamentar a maneira pela qual as operadoras de plano de saúde iriam demonstrar o conhecimento prévio do consumidor ou beneficiário acerca de doença ou lesão preexistente. Para tanto, foi instituída a obrigatoriedade do processo administrativo.

O relator salientou que, nesses casos, havendo indício de fraude na adesão ao plano de saúde, a operador deverá comunicar “imediatamente a alegação de omissão de informação ao beneficiário através de termo de comunicação do beneficiário”, podendo, ainda, tomar as seguintes providências: oferecer cobertura parcial temporária, cobrar um acréscimo no valor da contraprestação paga ao plano ou, por fim, solicitar a abertura de processo administrativo na ANS. Com informações da Assessoria de Imprensa do STJ.

Informações individuais do plano de saúde

A partir de 2016, todas as operadoras de planos de saúde deverão criar, em seus portais na internet, uma área exclusiva que reunirá informações individuais do plano de saúde e uma área destinada às empresas contratantes de planos de saúde coletivos.
As informações destinadas aos consumidores contemplam os dados cadastrais do usuário e o histórico completo de utilização do plano de saúde, com o registro das consultas, exames e internações realizados. Isso ficará agrupado no Portal de Informações do Beneficiário da Saúde Suplementar (PIN-SS), área com acesso restrito, que só poderá ser visualizada com o uso de login e senha. Já as empresas passarão a ter acesso a informações antecipadas sobre o cálculo do reajuste a ser aplicado pelas operadoras nos contratos de planos de saúde coletivos empresariais e por adesão.
As novas regras estão estabelecidas na Resolução Normativa nº 389 da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), publicada hoje (27) no Diário Oficial da União (DOU). Com a medida, a Agência amplia a transparência da informação e garante aos beneficiários de planos de saúde dados relevantes e que possibilitem acompanhar a utilização de procedimentos feitos ao longo de sua permanência na operadora. As empresas, por sua vez, poderão saber, com no mínimo 30 dias de antecedência, a fórmula do reajuste na mensalidade do plano de saúde.
Informações individuais do plano de saúde

Informações individuais do plano de saúde

A normativa incorpora contribuições feitas pelos diversos segmentos do mercado, amplamente discutidas pela reguladora, e faz parte do esforço da Agência para reduzir a assimetria de informação e assegurar e facilitar o acesso a dados qualificados sobre o setor.

“A ANS tem se empenhado muito para promover a transparência da informação, é uma prioridade, pois entendemos que essa é uma ferramenta de empoderamento e também de engajamento do consumidor. Ao ter acesso aos dados sobre os serviços utilizados, por exemplo, o beneficiário pode acompanhar detalhadamente e de forma organizada os procedimentos que realiza pelo plano de saúde. Isso favorece a continuidade do tratamento, evitando a repetição de exames, e possibilita que ele conheça os custos dos mesmos”, explica a diretora de Desenvolvimento Setorial da ANS, Martha Oliveira.
Utilização dos serviços
Para o beneficiário, a principal novidade da Resolução Normativa diz respeito ao registro de utilização dos serviços. Ele poderá ter acesso à relação individualizada dos procedimentos realizados na rede credenciada, referenciada, cooperada ou fora da rede (quando houver cobertura para reembolso). Deve constar a data de realização do procedimento, dados de identificação do prestador e valor global das despesas, que virão categorizadas segundo a natureza do procedimento (consultas, exames, terapias e internações). Essas informações devem ser disponibilizadas semestralmente. Todo o histórico da utilização dos serviços será disponibilizada durante a vigência do contrato. As operadoras terão até o último dia útil do mês de agosto de 2016 para apresentar o primeiro informativo contendo os registros sobre utilização dos serviços.
A relação mínima de dados cadastrais do beneficiário, estabelecida pela RN 360/2014, também traz mudanças, já que foi ampliada e passará a conter 22 itens obrigatórios, dentre os quais o número do contrato, a data de contratação do plano de saúde e o prazo máximo previsto para carências, além dos demais dados de identificação do consumidor, da operadora e características do plano de saúde (tipo de contratação, segmentação, abrangência, entre outros). Essas informações estarão disponíveis para os beneficiários a partir do dia 1º de janeiro de 2016.
“Futuramente, o cidadão passará a ter um repositório único de informações de saúde que contribuirá decisivamente para melhorar o funcionamento de todos os elos do sistema. Com isso, estamos dando mais um passo em direção à qualificação da saúde do brasileiro”, destaca Martha.
Reajuste de planos de saúde para empresas
As empresas contratantes de planos de saúde coletivos – empresariais e por adesão – terão acesso ao cálculo do percentual de reajuste aplicado nessas modalidades de contratação. A partir de 1º de agosto de 2016, a operadora deverá disponibilizar um extrato detalhado com os itens considerados na operação. Isso deve ser feito com antecedência mínima de 30 dias da data prevista para aplicação do reajuste. Entre os itens que devem ser mostrados estão o critério técnico adotado para o reajuste e a definição dos parâmetros e variáveis utilizados no cálculo; a demonstração da memória de cálculo realizada para a definição do percentual e o período a que se refere; canal de atendimento da operadora para esclarecimento de dúvidas sobre o extrato.
Os beneficiários também poderão ter acesso ao extrato. Para isso, devem solicitar formalmente à operadora ou à administradora de benefícios, que terão prazo máximo de 10 dias para atender ao pedido.
Sigilo
O acesso ao Portal de Informações será dado exclusivamente aos beneficiários, titulares ou dependentes do plano e a disponibilização das informações deve respeitar as regras de sigilo, privacidade e confidencialidade. Todos os dados de que trata a Resolução Normativa poderão ser solicitados formalmente, em formato impresso, para as operadoras, que deverão providenciar em, no máximo, 30 dias.
A normativa também prevê a possibilidade de disponibilização das informações através de aplicativos de computadores, tablets e celulares, para ampliar e facilitar o acesso. As operadoras são responsáveis por manter protegidas as informações quando acompanhadas de dados que possibilitem sua identificação e não podem divulgar ou fornecer a terceiros não autorizados.
As operadoras que não disponibilizarem as duas áreas em seu portal na internet ou se negarem a fornecer dados previstos na normativa estão sujeitas a advertência e multa de R$ 25 mil, de acordo com o Artigo 74 da Resolução Normativa nº 124/2006.

Novos produtos e soluções podem ajudar a manter o plano de saúde para empresas

Mercado pode rumar para ambiente de maior sustentabilidade, apesar da conjuntura econômica, se ajustes forem conduzidos, concluiu 1º Fórum da Saúde Suplementar
Ao microfone, à direita, o presidente da FenaSaúde, Marcio Coriolano, toma a palavra no debate sobre a sustentabilidade do setor

 

Como enfrentar os desafios mais pertinentes ao mercado de planos de saúde para empresas? Quais as principais propostas de agentes do mercado para empresas enfrentarem este cenário de expansão nos gastos? Essas e outras questões foram debatidas durante o 1º Fórum de Saúde Suplementar, promovido pela Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), em São Paulo, nos dias 24 e 25 deste mês.
No painel ‘Preservando o Acesso – Diversidade de Produtos’, realizado no último dia do Fórum, o presidente do Conselho de Emprego e Relações de Trabalho da FecomercioSP, José Pastore, ressaltou como planos de saúde empresariais são parte importante nas estratégias das empresas para reter e engajar mão de obra. Ele destacou, contudo, que esse custo cresceu bastante nos últimos anos, muito por conta da escalada de preços no setor, o que impacta o caixa das organizações.

 

“Saúde é muito importante, e as empresas sabem disso. Ao mesmo tempo, seu custo é alto. Dados mostram que, hoje, os planos de saúde ofertados aos funcionários representam 12% dos gastos com folha de pagamento. É de longe o benefício mais caro”, afirmou

 

Com a agravamento da crise econômica, que, segundo o dirigente da FecomercioSP, deve se estender, pelo menos, por três anos, já se observa um movimento por parte das empresas para tentar reduzir esse custo com plano de saúde empresarial. “A busca por fornecedores (de saúde) mais baratos e a coparticipação são alternativas que vêm sendo estudadas por muitas companhias. Entretanto, há casos em que já se fala em corte do benefício do plano de saúde”, disse Pastore, para quem a crise traz oportunidade para o mercado discutir propostas focadas na sustentabilidade da Saúde Suplementar.

 

Especialistas apresentam soluções para que o próprio beneficiário do plano seja um agente em enfrentar a alta dos custos
Líder de Saúde e Benefícios em Grupo da consultoria Towers Watson, Cesar Lopes apresentou dados de pesquisas feitas pela empresa, além de soluções já empregadas em países com características similares ao Brasil. O executivo, no entanto, abriu sua palestra com uma dura constatação: “Infelizmente, a eliminação do benefício do plano de saúde empresarial é pauta nas empresas”.

 

Para Lopes, produtos já usados em outros países podem ser implementados nos planos de saúde no Brasil com sucesso. “É preciso pensar em formas de divisão para o pagamento do plano, como a coparticipação e a franquia”, comentou. Ele vê com bons olhos o modelo, apesar de ainda não haver regulação para tal.

 

Diretor da Bradesco Saúde, Flavio Bitter abordou o VGBL Saúde, produto que depende de aprovação no Congresso Nacional. No modelo, o beneficiário é estimulado a participar mais das decisões relacionadas à saúde, já que contribui com uma espécie de poupança para ajudar a custear seu plano no futuro, após a aposentadoria. “É muito interessante. Além de trazer economia para o consumidor, permite que ele faça um investimento, auxiliando-o a arcar com as despesas médicas que podem ocorrer na franquia”, afirmou.

Planos de saúde vigiam hábitos dos clientes


Eles querem saber quantas vezes essas pessoas foram ao médico recentemente, quais remédios estão tomando, seus hábitos de vida e, principalmente, qual é a chance de cada um deles apresentar um problema sério de saúde em breve.

Em um escritório nos Estados Unidos, 14 especialistas em estatística investigam cerca de 2 milhões de brasileiros. Eles querem saber quantas vezes essas pessoas foram ao médico recentemente, quais remédios estão tomando, seus hábitos de vida e, principalmente, qual é a chance de cada um deles apresentar um problema sério de saúde em breve.

A investigação minuciosa, que até parece uma ação de espionagem, faz parte de uma estratégia que tem se tornado cada vez mais comum entre os convênios médicos: monitorar de perto seus clientes para evitar que eles tenham problemas de saúde graves e, consequentemente, gerem mais custos.

Planos de saúde vigiam hábitos dos clientes

Planos de saúde vigiam hábitos dos clientes

Uma das operadoras que ampliaram o investimento nesse tipo de medida é a SulAmérica. No início do ano, a companhia se associou à Healthways, gigante americana no setor de gestão de saúde.

São os estatísticos da empresa estrangeira os responsáveis por monitorar os 2 milhões de clientes da SulAmérica e indicar quais estão em risco e precisam de marcação cerrada.

“Chegamos a um grupo de cerca de 10 mil beneficiários de planos de saúde que estão numa fase que chamamos de pré-crônica, ou seja, que podem apresentar problemas de saúde no curtíssimo prazo. Com eles começamos um serviço de coaching”, explica Maurício Lopes, vice-presidente de Saúde e Odontologia da empresa.

Os clientes do grupo de risco passaram, então, a receber telefonemas e, em alguns casos, até visitas de funcionários da operadora. O objetivo é estimular essas pessoas a melhorar seus hábitos e levar uma vida mais saudável.

O serviço do plano de saúde vai desde a criação de uma dieta personalizada até o monitoramento de quem não está tomando os remédios necessários. A operadora de plano de saúde diz ter economizado até 20% em cuidados com pacientes.

O empresário Nicolau Kietzmann, de 40 anos, recebeu a ligação da SulAmérica com surpresa. “Tinha entrado no portal deles e preenchido meus dados. Na época, tinha engordado muito, estava com 105 quilos, o colesterol e os triglicérides estavam altos. Aí sugeriram que eu fosse à clínica do Márcio Atalla para fazer um acompanhamento com nutricionista, médico e preparador físico”, conta ele, referindo-se ao consultor que ficou famoso ao participar do quadro Medida Certa, do Fantástico.

Depois de melhorar a alimentação e entrar numa rotina pesada de exercícios, Kietzmann perdeu 30 quilos e hoje faz natação, musculação, corrida e jiu-jítsu. “Acho que o principal é a pessoa ter comprometimento com o plano, mas toda a estrutura profissional facilita”, diz.

Gestantes

Outra empresa que tem investido no monitoramento dos clientes de risco é a Hapvida, maior operadora de planos de saúde das regiões Norte e Nordeste, com 1,8 milhão de clientes.

Como mais de 80% dos atendimentos são feitos na sua rede, a operadora monitora os passos dos beneficiários. Neste ano, passou a acompanhar as gestantes.

“A maioria dos testes de gravidez é feita em nossos laboratórios. Um teste positivo cria um alerta para a central de medicina preventiva e entramos em contato com a gestante”, diz Ana Luiza Augusto Shoji, gerente de Medicina Preventiva da operadorade planos de saúde.

O objetivo é garantir um pré-natal adequado e diminuir o risco de complicações no parto ou o uso de UTI neonatal, procedimento custoso.

Segundo Ana Luiza, em menos de um ano, a operadora aumentou de 15% para 25% a taxa de partos normais, e reduziu os bebês com problemas graves. A vendedora Elizângela Mendes Vieira de Freitas, de 35 anos, foi uma das grávidas acompanhadas.

“Como só tinha tido um filho antes, e que nasceu há 15 anos, estava me sentindo mãe de primeira viagem.”

Custo em alta faz empresas mudarem os planos de saúde empresariais


Pesquisa da Mercer Marsh mostra que 40% dos entrevistados planejam trocar os planos de saúde empresariais.

O lado mais temido do corte de custos nas empresas é a demissão. Nos bastidores, porém, várias outras medidas são estudadas para melhorar o equilíbrio financeiro delas. Administrar melhor o plano de saúde empresarial, mudando coberturas ou até trocando de plano de saúde, é uma das alternativas – e que está no radar de 40% das empresas que oferecem assistência médica empresarial a seus empregados. É que a inflação médica – o aumento dos custos da saúde acima da inflação econômica – tem sido a dor de cabeça da maioria das empresas e planos de saúde.

“Em 2015, as empresas tiveram um aumento médio de 14,8% nos custos de planos de saúde para funcionários. Isso ocorreu por conta de a inflação médica estar acima da inflação de preços, entre 7 e 8 pontos percentuais. O custo da assistência médica na folha de pagamento subiu de 10,38% para 11,54% neste ano”, atesta o consultor sênior da Mercer Marsh Benefícios, Francisco Bruno. Os dados constam da 27ª Pesquisa de Benefícios da Mercer Marsh, realizada com 513 empresas de 31 segmentos da economia, sendo que 7% atuam em Minas Gerais.

Segundo o estudo, 45% das empresas entrevistadas pretendem fazer alguma mudança em seus programas de saúde em até um ano e outras 13% farão mudanças nos próximos dois anos. Entre as que planejam fazer alterações, 26% declaram que o farão em busca de redução de custos. Cerca de 40% delas dizem que irão fazer mudança de fornecedor (planos de saúde, planos odontológicos, etc.) em até um ano. Outros 9% da amostra farão mudanças em até dois anos. Em 60% dos casos, a mudança será para reduzir custos com o plano de saúde empresarial.

O conjunto da amostra – que abriga 1,2 milhão de empregados e 2 milhões de segurados, incluindo dependentes – revela que a despesa média por trabalhador com a assistência médica empresarial, que era de R$ 196,17 em 2014, subiu para R$ 225,23 em 2015. Por isso, uma das estratégias para controlar gastos com a assistência médica aos trabalhadores tem sido o compartilhamento de custo – o patrão paga uma parte e o empregado, outra. Segundo a pesquisa da Mercer Marsh, neste ano, 51% das empresas passaram a dividir com os funcionários o pagamento do custo mensal fixo dos planos de saúde empresariais. A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) e a Bradesco Saúde alegaram luto para não dar entrevista.

Particular

Rede. Neste ano, a rede particular de saúde perdeu 400 mil clientes por conta do desemprego, segundo o presidente da Associação dos Hospitais, Francisco Balestrin. Esse número pode piorar.

Unimed-BH tem 60% em contratos coletivos

Com 1,182 milhão de clientes, a Unimed-BH tem 20% deles em planos individual ou familiar; 20% em contratos coletivos por adesão e 60% em contratos coletivos empresariais. São cerca de 25 mil empresas que oferecem planos da Unimed-BH a seus funcionários. O superintendente comercial e de marketing da cooperativa, Marcelo Coury, concorda que “de fato, há um aumento nos custos médicos e isso leva à necessidade de reajustes, com impactos significativos, principalmente no cenário atual”.

A Unimed-BH tem analistas acompanhando o histórico, a evolução do índice de utilização de serviços e as negociações para reajuste. “Isso permite que ações sejam promovidas caso haja um uso inadequado, por exemplo, que pode gerar desperdício e impactar no custo para o beneficiário ou a empresa”. Além disso, tem o Unimed Pleno, “que pode ser uma alternativa de uso mais racional do plano de saúde empresarial, com reflexos nos custos”.

 

Novo aplicativo ajuda checar dados dos planos de saúde

Ferramenta desenvolvida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar permite consultar os dados cadastrais de operadoras de planos de saúde no Brasil e saber se a empresa está ativa

Um novo aplicativo para smartphones e tablets vai ajudar o cidadão a pesquisar informações sobre coberturas assistenciais obrigatórias, de acordo com o tipo de plano de saúde contratado. A ferramenta, desenvolvida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), também permite consultar os dados cadastrais de operadoras, saber se a empresa está ativa e o total de beneficiários e verificar os reajustes de planos de saúde individuais e familiares autorizados por ano desde 2000.

O ANS Móvel foi lançado nesta terça-feira (10). A proposta é, cada vez mais, melhorar o acesso a dados sobre planos de saúde e ampliar os canais de comunicação com a Agência. Tudo isso em uma linguagem fácil e acessível e sem custos para o consumidor.

Novo aplicativo ajuda checar dados dos planos de saúde

Novo aplicativo ajuda checar dados dos planos de saúde

“O aplicativo é um avanço para o beneficiário de planos de saúde porque permite acesso a diversas informações de forma fácil e ágil”, disse o diretor-presidente da ANS, José Carlos de Souza Abrahão.

O programa pode ser baixado pelo Google Play Store e está disponível para todos os cidadãos, com ou sem plano de saúde, que usam aparelhos smartphones ou tablets com sistema operacional Android. Somente na saúde suplementar, são 50,3 milhões de beneficiários de assistência médica, além de 21,9 milhões contratos de planos exclusivamente odontológicos.

No aplicativo, após a tela inicial, o beneficiário encontrará uma área na qual poderá pesquisar itens cobertos pelo plano de saúde, de acordo com o tipo de plano contratado. Nesta etapa, o consumidor selecionará o tipo de plano, de acordo com as seguintes opções: consultas e exames, internação, parto e odontologia.

Novo aplicativo ajuda checar dados dos planos de saúde

Novo aplicativo ajuda checar dados dos planos de saúde

Depois de assinalar uma ou mais opções, o aplicativo identifica a segmentação contratada, como, por exemplo, se a cobertura é somente ambulatorial ou somente hospitalar; ou se é um plano que cobre ambulatório e rede hospitalar, com ou sem cobertura obstétrica; ou, ainda, se há serviços odontológicos incluídos.

Com a identificação da segmentação do plano de saúde, o aplicativo abrirá uma tela que permite realizar consulta por procedimento. Basta inserir o nome do tipo de exame, de consulta, procedimento ou de um medicamento oral para tratamento de câncer para identificar se existe cobertura pelo plano de saúde ou não.

Na próxima etapa da pesquisa, o aplicativo trará informações mais detalhadas sobre o procedimento escolhido, incluindo as regras de utilização previstas no rol estabelecido pela ANS, o que permite que o consumidor identifique se há cobertura obrigatória para a indicação especificada para ele.

Atualmente, o Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS tem 3.195 itens que podem ser pesquisados. A partir de janeiro de 2016 serão incluídos mais 21 novos procedimentos, ampliando para 3.216 a lista que pode ser acessada pelo consumidor por meio do aplicativo. As informações também estão disponíveis no site da agência.

Com relação aos dados cadastrais, basta marcar “Consultar operadoras” no início do programa e, na sequência, informar o nome do plano de saúde ou o número de registro na ANS. Nessa área, podem ser conferidas informações como o CNPJ e porte da empresa, bem como se o plano de saúde está ativo no mercado e a quantidade de beneficiários.

Além disso, pelo aplicativo o cidadão tem acesso às informações sobre os reajustes anuais de planos individuais e familiares autorizados pela Agência, por operadora, desde o ano 2000. Para isso, basta marcar a opção “Consultar reajustes” no início na tela inicial que o aplicativo logo dará a opção de pesquisa das informações por ano.

A ferramenta traz, ainda, os canais de comunicação com a Agência. Portanto, por meio de um ícone na tela, o consumidor terá acesso direto aos contatos de atendimento, como o Disque ANS – 0800 701 9656. No final da consulta sobre cobertura assistencial, caso ainda tenha alguma dúvida, o consumidor também pode acessar, por meio de link direto, a Central de Atendimento no site da ANS e ver as perguntas frequentes, cadastrar seu pedido de informação ou registrar reclamação.

Plano de saúde na Baixada Santista perde quinze mil clientes


Queda reflete situação econômica do País; Para ex-ministro, sistema público sentirá impacto

As empresas de plano de saúde na Baixada Santista perderam 15.462 clientes em nove meses. Segundo o último balanço da Agência Nacional de Saúde (ANS), em dezembro do ano passado, eram 726.989 usuários, enquanto em setembro deste ano o número caiu para 711.527

Plano de saúde na baixada santista

Para o santista Arthur Chioro, ex-ministro da Saúde, a quantidade é significativa, e o sistema público de saúde sentirá o impacto. “Se você estivesse falando de uma situação confortável, aperta-se um pouquinho e absorve (a demanda). Mas não é o caso. Nós não estamos falando de uma situação confortável na região”.

Em números absolutos, Santos é a cidade da Baixada Santista que mais perdeu usuários de planos de saúde: 6.118. São Vicente, Guarujá e Cubatão também registraram queda na saúde suplementar. Na contramão, estão Praia Grande e Bertioga – municípios que ganharam adesões a planos de saúde.

A ANS não tem os dados de Itanhaém, Mongaguá e Peruíbe.

Planos de saúde na baixada santista

Planos de saúde na baixada santista

Motivos

Segundo Chioro, a cobertura na saúde suplementar é diretamente proporcional ao crescimento da economia. “O número de pessoas com plano de saúde na baixada santista vai depender do que vai acontecer na economia nos próximos meses. À medida que tem a retomada do emprego, você tem uma retomada (na quantidade de usuários de planos)”, prevê o ex-ministro.

Na opinião do presidente da Unimed Santos, Raimundo Macedo, o aumento nas demissões é o principal motivo para os novos índices. “As empresas estão demitindo, e isso acaba repercutindo”, explica.

As empresas estão demitindo, e isso acaba repercutindo (no plano de saúde na baixada santista), mas não sentimos os reflexos da crise”.

Raimundo Macedo, presidente da Unimed Santos

 

 

Custo do plano de saúde para funcionário cresce 14,8%


Alto custo do plano de saúde traz desafios para o RH e empresas apostam em programas de qualidade de vida e prevenção para reduzir custos

As empresas tiveram um aumento médio de 14,8% no custo de plano de saúde para funcionários em 2015. O custo médio per capta do benefício saltou de R$ 196,17, em 2014, para R$ 225, 23 este ano. Com o avanço, os gastos com planos de saúde passaram a representar o equivalente a 11,54% dos gastos das empresas com a folha de pagamentos. Em 2012, o índice representava o equivalente a 10,38% da folha das organizações pesquisadas.

Os dados constam de estudo realizado pela Mercer Marsh Benefícios™, divisão de consultoria e gestão de benefícios da Marsh, líder mundial em corretagem de seguros e gerenciamento de riscos. O estudo ouviu 513 companhias, de 31 segmento da economia. Cerca de 61% da amostra foi composta por empresas com mais de R$ 100 milhões de faturamento ao ano, sendo 69% multinacionais e 31% de empresas de capital nacional. O conjunto da amostra abriga 1,2 milhão de colaboradores e 2 milhões de segurados (incluindo dependentes).

Custo do plano de saúde para funcionário cresce 14,8%

Custo do plano de saúde para funcionário cresce 14,8%

 

De acordo com o levantamento, 51% das empresas já adotam o modelo de compartilhamento do financiamento dos planos de saúde com os colaboradores. Eles subsidiam, em média, 78% dos custos fixos dos planos de saúde.

A pesquisa mostra também que, embora os planos de saúde sejam fontes de forte pressão de custos, poucas empresas adotam programas de qualidade de vida com foco na prevenção e manutenção da saúde dos funcionários, com consequente redução da utilização dos planos. Segundo os dados da Mercer Marsh Benefícios™, 32% adotam algum programa de qualidade de vida e só 20% mantem programas realmente estruturados em torno do tema.

Deste universo de 20%, que adotam programas estruturados, 85% patrocinam programas de vacinação para seus funcionários, 63% mantém programas de atividades físicas para os colaboradores, 62% adotam programas de nutrição saudável, 53% adotam iniciativas para cuidar da saúde emocional dos colaboradores e 34% adotam alguma iniciativa de prevenção de DST (doenças sexualmente transmissíveis).

Ainda no universo de 20% das empresas que adotam programas estruturados de qualidade de vida, 66% estão trabalhando para diminuir ou eliminar riscos cuidando da ergonomia no ambiente de trabalho, 54% patrocinam checkups dos funcionários, 47% realizam mapeamentos de perfil de saúde dos colaboradores, 44% adotam mapeamentos para saúde bucal, 35% mantem programas para ajudar os colaboradores a abandonar o consumo do cigarro e 26% mantém programas de ortopedia.

Prevenção e Qualidade de Vida

O combate ao custo do plano de saúde também está motivando este universo restrito de companhias a adotarem programas de gerenciamento de doenças crônicas, que já são aplicados em 47% das empresas pesquisadas. Programas de monitoramento de internações dos beneficiários já são praticados em 37% das organizações e 29% já adotam o recurso da segunda opinião médica para o tratamento de funcionários em casos mais complexos.

“A estruturação de programas de qualidade de vida é fundamental para controlar os custos dos planos de saúde no futuro, mas ainda uma parcela pequena das empresas está fazendo algo neste sentido. 80% das companhias não tem nenhum programa estruturado na área e estão mais expostas ao crescimento dos gastos com saúde e os impactos negativos deste benefício em seus resultados”, diz Mariana Dias, líder da área de consultoria e gestão atuarial da Mercer Marsh Benefícios e uma das coordenadoras do levantamento.

Segundo o estudo, 45% das empresas entrevistadas pretendem fazer alguma mudança em seus programas de saúde em até um ano e outras 13% farão mudanças nos próximos dois anos. Entre as que planejam fazer alterações, 26% declaram que o farão em busca de redução de custos.

A troca de fornecedores também está no radar das empresas. Cerca de 40% das empresas ouvidas para o levantamento, dizem que irão fazer mudança de fornecedor (planos de saúde, planos odontológicos, etc) em até 1 ano. Outros 9% da amostra farão mudanças em até dois anos. Em 60% dos casos, a mudança terá como objetivo a redução de custos dos planos de saúde junto aos prestadores.

ANS anuncia novos procedimentos que planos de saúde deverão cobrir

Teste rápido para dengue e chikungunya passam a ser cobertos em 2016.
Número de consultas com fisioterapeuta e psicoterapeuta foi ampliado.


A Agência Nacional de Saúde (ANS) divulgou nesta quarta-feira (28), uma nova lista de procedimentos que deverão ter cobertura obrigatória pelos planos de saúde em 2016. Foram acrescentados 21 procedimentos em relação à última lista, entre eles o teste rápido para dengue (o exame atualmente disponível demora 7 dias) e o teste para febre chikungunya.

 

A nova lista, que começa a valer a partir de janeiro de 2016, inclui a ampliação do número de consultas com fonoaudiólogos, fisioterapeutas e psicoterapeutas.

Pacientes com transtornos da fala e da linguagem, que hoje têm direito a 24 sessões de fonoaudiologia por ano, passarão a ter direito a 48 sessões anuais. No caso da fisioterapia, os pacientes passarão a ter direito a duas consultas para cada nova doença diagnosticada (hoje, têm direito a apenas uma consulta por doença). As sessões de psicoterapia passarão de 12 para 18 por ano.

Os pacientes com câncer de próstata terão à disposição mais um medicamento oral para tratamento em casa. As consultas de nutrição para as grávidas também foram ampliadas: agora elas têm direito a 12 durante o ano.

Entre as novidades do rol de procedimentos da ANS está a possibilidade de aquisição de desfibrilador para evitar morte súbita. Outro procedimento incluído foi o tratamento da incontinência urinária com uso de toxina botulínica (botox).

Os deficientes auditivos também terão uma nova possibilidade de tratamento coberto pelos planos de saúde: um implante que é ancorado no osso.

A agência também anunciou que uma cirurgia na área da oftalmologia, a dermatocalase, deixou de ter cobertura dos planos de saúde, atendendo a uma orientação da Sociedade Brasileira de Oftalmologia. De acordo com a agência, existe um outro procedimento coberto pelos planos de saúde que pode ser oferecido a pacientes que necessitarem desse tipo de intervenção.

O anúncio feito nesta quarta-feira é resultado da revisão periódica do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde e se aplica a 50,3 milhões de consumidores em planos de assistência médica e outros 21,9 milhões em planos odontológicos.

Novos procedimentos que planos de saúde deverão cobrir

Novos procedimentos que planos de saúde deverão cobrir

Veja, abaixo, os 21 novos procedimentos de cobertura obrigatória pelos planos de saúde:

Prótese auditiva ancorada em osso
Prótese vibratória auditiva fixada por um pino de titânico ao osso
Implante de cardiodesfibrilador multissítio – trc-d (gerador e eletrodos)
Dispositivo de terapia de ressincronização cardíaca com função de desfibrilação projetado para tratar insuficiência cardíaca

Implante de monitor de eventos (looper implantável)
Equipamento implantado abaixo da pele que é acionado pelo paciente durante os sintomas para diagnóstico diferencial de palpitações, perdas de consciência, dor no peito e outros sintomas

Focalização isoelétrica da transferrina
Consiste em teste, pelo método de isoeletrofocalização, para detecção de todos os subtipos de defeitos congênitos da glicosilação tipo 1

Vitamina e, pesquisa e/ou dosagem
Pesquisa e/ou dosagem da vitamina E para pacientes com ataxia cerebelar

C4D fragmento
Exame de Pesquisa de C4d em amostras de biópsia de rim transplantado para diagnóstico de rejeição induzida por anticorpos

N-RAS
Exame de mutação do gene N-RAS para os pacientes que tenham que utilizar medicação em que conste em bula a análise de presença/mutação dos genes para o início de tratamento.

Laserterapia para o tratamento da mucosite oral/orofaringe
Terapia a laser da inflamação da mucosa. A mucosite é uma inflamação da parte interna da boca e da garganta que pode levar a úlceras dolorosas e feridas nessas regiões. Caracteriza-se por atrofia do epitélio escamoso, lesão vascular, infiltração inflamatória e ulceração. Geralmente ocorre no revestimento mucoso da boca devido a irritantes químicos, quimioterapia ou radioterapia.

Tratamento de hiperatividade vesical: injeção intravesical de toxina butolínica
Aplicação de toxina botulínica no tratamento da urgência de urinar com incontinência urinária e aumento do número de micções e nictúria (necessidade frequente de urinar durante o
dia, noite, ou ambos). É sintoma de hiperativação do músculo detrusor da bexiga urinária que contrai anormalmente com alta frequência e urgência.

Orquidopexia laparoscópica
Procedimento cirúrgico em que um testículo não descido é suturado dentro do escroto em bebês e crianças do sexo masculino. A orquidopexia também é feita para tratar a torção testicular em adultos e adolescentes.

Anticorpos antipeptídeo cíclico citrulinado – IGG (anti-CCP)
Exame laboratorial de sangue utilizado para auxílio diagnóstico de artrite reumatoide. A citrulina (Cyclic Citrullated Peptide) é um aminoácido resultante de modificação da arginina. Anticorpos dirigidos contra a citrulina (anti-CCP) são encontrados em pacientes com artrite reumatoide.

Antígeno NS1 do vírus da dengue
Exame laboratorial de sangue utilizado para auxílio diagnóstico de dengue. Na dengue, muitas vezes o diagnóstico sorológico não é capaz de confirmar casos suspeitos com evolução grave, já que a febre hemorrágica pode ocorrer na janela imunológica, quando as pesquisas de IgM e IgG são negativas. Nesses casos, a pesquisa do antígeno NS1 apresenta sua melhor utilidade, permitindo o diagnóstico nos primeiros cinco dias de doença.

Chikungunya, exame de anticorpos
Exame laboratorial de sangue utilizado para auxílio diagnóstico da febre Chikungunya, que é uma doença viral parecida com a dengue.

Dengue, anticorpos IGG, soro (teste rápido)
Exame laboratorial de sangue, do tipo rápido, utilizado para auxílio diagnóstico de dengue.

Dengue, anticorpos IGM, soro (teste rápido)
Exame laboratorial de sangue, do tipo rápido, utilizado para auxílio diagnóstico de dengue. Tipo de exame continua continuação

Entamoeba histolytica, anticorpos igm – pesquisa e/ou dosagem (amebíase)
Exame laboratorial de sangue para auxílio diagnóstico da amebíase. A infecção pela “Entamoeba Histolytica” pode ser assintomática, causar doença invasiva intestinal ou doença
extra intestinal. O teste é útil, por exemplo, na distinção entre abscessos hepáticos amebianos e piogênicos.

HLA B27, fenotipagem (exame)
Alguns antígenos HLA estão relacionados à presença de determinadas doenças. A associação mais frequente é a das espondiloartropatias inflamatórias, como a espondilite
anquilosante, com o antígeno HLA-B27. A pesquisa também é indicada para identificar risco do acometimento de descendentes. Elevada incidência do antígeno HLA B27 tem sido relatada na síndrome de Reiter, uveíte anterior, artrite reativa e artrite psoriática. Este antígeno não é um marcador da doença, uma vez que está presente em aproximadamente 10% dos indivíduos normais. O resultado deve ser associado aos achados clínicos e radiológico sugestivos destas doenças.

Planos de saúde brasileiros perdem mais de 164 mil clientes em setembro

Os planos de saúde brasileiros perderam 164,4 mil clientes em setembro, o que representa queda de 0,3% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (Iess), entidade sem fins lucrativos. O país soma 50,26 milhões de beneficiários.

No terceiro trimestre deste ano, a queda foi ainda mais acentuada, de 0,5% em relação ao trimestre anterior, o que representa a saída de 236,21 mil beneficiários. Os planos de saúde individuais apresentaram a maior queda entre as diferentes categorias – 1% dos clientes abandonaram os planos de saúde em setembro, na comparação com setembro de 2014.

planos de saúde brasileiros

planos de saúde brasileiros perdem 164,4 mil clientes

Luiz Augusto Carneiro, superintendente-executivo do Iess, atribui os resultados ao agravamento da crise econômica, à queda do nível de emprego e aos efeitos sobre a renda das pessoas. “É possível que os beneficiários de planos coletivos por adesão, independentemente do momento de ingresso, tenham dificuldade para conseguir manter seus planos”, disse.

Segundo o levantamento, na comparação anual, os planos de saúde para empresas, aqueles pagos pelas empresas como benefício aos funcionários, registraram leve retração de 0,1% (saída de 47,3 mil beneficiários), enquanto os planos coletivos por adesão tiveram aumento de 0,6%, ou 39,7 mil novos vínculos. Na comparação trimestral, os planos coletivos por adesão registraram queda de 0,9%, a maior entre todos os tipos de contratação, com a saída de 61,09 mil beneficiários.

A estimativa do Iess é que o setor feche o ano em queda, mas em proporção inferior à retração do Produto Interno Bruto e do nível de emprego. “O plano de saúde é o terceiro principal desejo do brasileiro, atrás de educação e da casa própria. É também um benefício muito valorizado pelos funcionários das empresas. Então, é natural que, enquanto houver condições financeiras, os beneficiários e as empresas tentarão preservar esse benefício”

Mercado de planos de saúde no Brasil


Brasil não é capaz de sustentar mercado de planos de saúde, diz pesquisadora

O Brasil não tem renda capaz de sustentar o atual mercado de planos de saúde no Brasil, que tem mais de 50 milhões de clientes, disse a pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Ligia Bahia, durante o programa Observatório da Imprensa, exibido ontem (22) pela TV Brasil. Segundo ela, em razão disso empresas de planos de saúde estão indo à falência enquanto os consumidores arcam com preços cada vez maiores ter acesso aos planos de saúde.

“Somos o segundo maior mercado de planos de saúde do mundo, mas não temos o segundo maior PIB [Produto Interno Bruto] do mundo. A gente tem percebido um movimento que são quase individuais, de associações e de sindicatos, de tentar sobreviver fora do SUS [Sistema Único de Saúde]. Isso não tem dado certo. As empresas vão à falência, não vendem planos de saúde individuais, os preços ficam cada vez mais salgados. Os preços ficam impossíveis de ser pagos pelos orçamentos das famílias e pelas empresas empregadoras. E aí a gente há um dilema: para onde vamos? Vamos para o SUS ou vamos para um sistema privado que é do ‘salve-se quem puder’?”, disse.

Mercado de planos de saúde no Brasil

Mercado de planos de saúde no Brasil

De acordo com o Pedro Ramos, diretor da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), que representa as operadoras de planos de saúde, o setor está passando por uma crise financeira em razão de exigências da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e por causa de má fé de alguns prestadores de serviços públicos, que cobram dos planos por serviços desnecessários.

“Num país que não tem água nem esgoto, não é possível, num rol de procedimentos, a agência querer trazer tecnologias do primeiro mundo. Além disso, há desperdício em corrupção, em má gestão, na máfia de órtese e prótese e o governo fecha os ouvidos. Temos que discutir um novo modelo de remuneração [aos prestadores de serviços médicos]. Aquele cara que tratar melhor meu paciente, que tirar meu paciente mais rápido do hospital e der uma melhor qualidade de vida para o meu paciente, eu vou pagar mais”, disse Ramos.

Para o advogado João Tancredo, que representa pacientes que não conseguem atendimento satisfatório dos planos de saúde, saúde não pode ser tratada como negócio, porque, nesse caso, quem perde é o paciente.

“O interesse do plano de saúde é que o idoso morra. O plano não tem interesse em receber aquela mensalidade, porque gasta-se mais [com o paciente do que se recebe dele]. É tudo um negócio. Enquanto a gente tiver tratando de saúde como um negócio, a gente não vai chegar num bom lugar, a gente não vai ter um país decente, com princípios de igualdade. A gente tem que melhorar a saúde como um todo, especialmente para aquele que não pode pagar. Esse é que morre, diuturnamente, nas filas”, disse João Tancredo.

Tanto João Tancredo quanto Ligia Bahia acreditam que a solução para a crise no sistema de saúde privado do Brasil é investir mais no SUS.

“Na verdade, o sistema privado não é melhor do que o público. Por que as pessoas querem ter plano de saúde? Porque se promete que o plano de saúde terá alta tecnologia, que o plano de saúde vai pegar de helicóptero e que o SUS é ruim. Isso tem sido reiterado ao longo do tempo, quando na verdade não é bem assim. No mundo inteiro, os melhores sistemas de saúde são os públicos não são os privados”, disse Ligia.

Segundo Lígia, os planos de saúde priorizam pessoas jovens e saudáveis. “Quem é doente e idoso vai ficando para trás. Esse é o problema desse processo que está ocorrendo, que é dramático e não precisaria ocorrer se tivéssemos o sistema público de saúde aprovado pela Constituição de 88. O debate é o SUS, mais do que nunca. Temos que impedir que a tesoura do ajuste fiscal venha em cima do SUS. Essa é a nossa luta nesse momento”.

Plano de saúde e a retenção de talentos

Para enfrentar um mercado cada vez mais competitivo e especializado, as empresas estão investindo na retenção de seus talentos. Além da capacitação constante, um bom ambiente de trabalho e a possibilidade de ascensão na carreira, a oferta de benefícios é um dos fatores que faz com que o trabalhador avalie cautelosamente antes de mudar de emprego.

O plano de saúde, segundo a Pesquisa dos Profissionais Brasileiros da Catho, é o benefício considerado como o mais importante para 74,6% dos trabalhadores. Subsídios como vale alimentação, vale refeição, transporte e participação nos lucros são os outros itens apontados como vantajosos pelos entrevistados.

Já o plano de saúde traz aos trabalhadores a tranquilidade de saber que sua família está bem assistida em uma eventual emergência. Isso se faz ainda mais importante por sabermos das dificuldades em relação à utilização do SUS, sistema que muitas vezes é a única alternativa. Além dos atendimentos de urgência, o segurado do plano de saúde passa a ser acompanhado mais de perto, tendo a possibilidade de realizar consultas, exames e cirurgias necessárias para o seu bem-estar e de sua família.

Entretanto, não é apenas o colaborador que se beneficia com o plano de saúde. As empresas, além de contar com um funcionário mais motivado e com a saúde em dia, podem observar a diminuição de faltas no trabalho e ter um melhor controle dos atestados médicos – um dos maiores problemas quando se fala em saúde do trabalhador. E os empresários já perceberam essas vantagens. Dos 50 milhões de usuários de planos de saúde no Brasil, 42 milhões são de pessoas jurídicas – cerca de 80%.

Plano de saúde e a retenção de talentos

Pode-se dizer que esse benefício já está consolidado no mundo corporativo. O que tem mudado é a forma como o plano de saúde é oferecido. A coparticipação é a maneira encontrada pelas empresas em meio ao aumento dos custos. Nesse sistema, o usuário paga uma parte de consultas e exames. Uma das vantagens é o uso dos serviços com mais responsabilidade. Isso é necessário em razão da maior sinistralidade – que é o aumento da ocorrência de consultas, exames e procedimentos. Essa, por sua vez, é causada pela facilitação do acesso à informação, pela elevação da expectativa de vida e pela oferta de novas tecnologias na área da saúde. A inflação na área da saúde chega a ser o dobro da inflação média do país, o que muitas vezes torna inviável a manutenção dos planos de saúde pelas empresas. Então, para continuidade desse benefício, a coparticipação é a alternativa mais viável.

Outra ferramenta na qual as empresas têm aplicado os seus investimentos é na prevenção dentro do ambiente de trabalho, com oferta de programas de nutrição, diminuição de estresse e de estímulo a hábitos saudáveis e à prática de atividade física. Atitudes que ajudam os dois lados da cadeia: empresa e segurado.

Cadri Massuda é presidente da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge-PR/SC)

Planos de saúde para aposentados


Regras em planos de saúde para aposentados podem mudar

Decisão da Justiça pode acarretar mudanças nos planos de saúde para aposentados que decidiram manter a assistência médica da empresa. De acordo com o Superior Tribunal de Justiça (STJ), os valores e o sistema de pagamento podem ser alterados. O entendimento saiu durante ação que contestava mudanças feitas em plano de saúde de trabalhadores de uma fábrica de veículos. A alteração foi estendida também aos aposentados e um deles se negou a aceitar o novo benefício.

“Ele entrou com a ação para manter os benefícios antigos, mas o Tribunal entendeu que o direito dele é de estar atrelado ao mesmo plano que aplicado aos trabalhadores, podendo ser atingido, sim, por ajustes que forem feitos no plano coletivo”, explica o advogado Cleiton Leal Dias Júnior.

O que vale

A legislação em vigor determina que aposentados com mais de dez anos na empresa tenham cobertura idêntica a da época da ativa e por prazo indeterminado. Pra quem tem menos tempo como funcionário, o período é pré-determinado.

“Será proporcional ao tempo em que ele esteve trabalhando para a empresa”.

Nos dois casos, é possível manter os dependentes no plano ou até incluir novos dependentes. “As empresas podem criar um plano de saúde especial para aposentados e o reajuste pode ser diferente, porque leva em conta a variação de custos do benefício”, explica a assistente técnica do Procon-SP, Marta Aur.

Características

Eles terão ainda direito à mesma regra de cobertura da época da ativa. Se a abrangência do plano era nacional, isso terá de ser mantido. Se a acomodação era apartamento, não poderá ser alterado para atendimento ambulatorial.

“Mas para ter direito à vantagem, o plano de saúde deve ser o de co-participação. O trabalhador também tem de contribuir para o pagamento do benefício”.

Se você nunca desembolsou um centavo para o plano de saúde da empresa, não terá direito a mantê-lo na aposentadoria.

Portabilidade

Porém, fique atento, você poderá fazer a portabilidade do plano. Se, ao se aposentar, você encontrar um produto melhor no mercado e mais barato, já que terá de arcar com a parcela da empresa e a sua, poderá pedir a mudança.

“O recomendado é que ele faça uma pesquisa de preço antes de assinar o documento da empresa mantendo o plano”, acrescenta Marta.

Invalidez

E um detalhe importante: a empresa tem que manter o plano de quem se aposentou por invalidez como se ele fosse um funcionário da ativa.
“A empresa tem a obrigação de manter o plano dele como empregado, porque, nesse caso, há a suspensão do contrato e não a extinção dele”

Meio milhão de brasileiros deixaram de ter plano de saúde


A crise econômica já chegou à saúde e quase meio milhão de brasileiros deixaram de ter plano de saúde. Só nos primeiros sete meses deste ano, segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar, o universo de 50,69 milhões de usuários registrados caiu para 50,19 milhões, de janeiro a julho.

A queda, segundo o jornal O Globo, inverte a curva de crescimento do setor nos últimos anos e acompanha o aumento do desemprego, sobretudo no mercado formal. Das 492 mil pessoas que ficaram sem plano ou seguro-saúde, a grande maioria tinha plano de saúde empresarial, aquele pago pelas companhias para seus funcionários.

Mas, mesmo quando um trabalhador que ficou desempregado ou se aposentou faz um esforço para pagar um plano de saúde por conta própria, ele encontra um grnade problema para contratar um plano individual. Atualmente, menos de 20% dos segurados contam com esse pacote. Uma pesquisa realizada pelo Idec mostra que em cinco capitais o consumidor não tem qualquer opção de plano de saúde individual com cobertura.

Família de gêmeo que se passou pelo irmão indenizará plano de saúde


Se passou pelo irmão em hospital e família indenizará Plano de Saúde Unimed.

Internar paciente com nome de terceiro, enganando plano de saúde, médicos e hospital, é conduta ilícita passível de reparação material na esfera cível. Por isso, a 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul manteve, na íntegra, sentença que condenou uma família de Caxias do Sul e indenizará plano de saúde Unimed, alvo de fraude na internação de um suposto cliente. A operadora foi induzida a erro ao assegurar custeio de tratamento em favor do irmão gêmeo do segurado, que padecia de tumor cerebral terminal e não tinha plano de saúde. O ressarcimento cobre nove meses de tratamento.

A juíza Zenaide Pozenato Menegat, da 5ª Vara Cível de Caxias do Sul, disse que não cabe responsabilizar o hospital ou a operadora pela falha na identificação do paciente, dada a semelhança física entre os irmãos, por serem gêmeos univitelinos (derivado de óvulo fecundado por um só espermatozoide). Para a juíza, apesar do sofrimento da família com um doente grave, que veio a falecer, nada justifica a fraude perpetrada contra a Unimed. Todos os membros da família, segundo apurou, contribuíram, por ação ou omissão, com o ilícito. Assim, respondem de forma solidária na reparação material — a ser feita em liquidação de sentença.

A julgadora, negou, entretanto a reparação moral, por não vislumbrar lesão à imagem ou ao bom nome comercial da operadora de saúde no meio em que atua. ‘‘É consabido que as pessoas jurídicas podem sofrer dano moral (Súmula 227 do STJ), mas estes não são, via de regra, in re ipsa [que independe de comprovação], já que as sociedades não possuem honra subjetiva, mas apenas honra objetiva, que consiste no respeito, admiração, apreço, consideração que terceiros dispensam a ela’’, explicou.

O relator da apelação no TJ-RS, desembargador Luís Augusto Coelho Braga, criticou a família por não ter procurado ajuda médica e hospitalar no Sistema Único de Saúde, como fazem milhares de brasileiros diariamente. ‘‘O que não se pode aceitar, nesta demanda, é que os réus se utilizem de um fundamento constitucional válido, como é o direito à saúde, para justificar o cometimento de fraudes e imputar a um plano de saúde particular a responsabilidade por todos os custos de um tratamento de pessoa totalmente estranha ao seu quadro de segurados’’, lamentou. O acórdão foi lavrado na sessão de 27 de agosto.

O caso
No dia 9 de março de 2009, Alexandre Vitorio Daros Machado deu entrada no Hospital Pompeia, em Caxias do Sul, identificando-se como Marcelo Daros Machado, seu irmão gêmeo, que possuía um plano de saúde empresarial. Os exames detectaram um tumor no cérebro de ‘‘Marcelo’’. A partir de então, este se submeteu a vários exames, internações e cirurgias, tudo custeado pela operadora Unimed.

Apesar dos esforços médicos, a doença não arrefeceu. Em 18 de dezembro daquele ano, dois dias antes de ‘‘Marcelo’’ falecer, a família contou a verdade à direção do hospital. O objetivo da confissão era evitar a confecção do atestado de óbito com nome equivocado, o que renderia problemas ao Marcelo real. O hospital comunicou o fato ao Ministério Público e à operadora de planos de saúde.

Ciente da farsa, a Unimed ajuizou ação indenizatória por danos morais e materiais no 1º Juizado da 5ª Vara Cível daquela comarca. Sustentou que toda a família do falecido acobertou o fato e, por isso, tem o dever de indenizá-la na esfera civil, independentemente da possibilidade de ação penal.

Crise econômica afeta planos de saúde


Crise econômica faz cair o número de usuários de planos de saúde.

Dificuldades econômicas obrigam as famílias a rever o orçamento.
Quase sempre é necessário fazer cortes.

A crise econômica já fez a gente abrir mão de muita coisa e tem família que precisou cortar até o plano de saúde.

O mercado de planos de saúde recuou 0,4% no primeiro semestre de 2015 em comparação com o mesmo período do ano passado. São quase 200 mil usuários a menos, segundo a Associação Brasileira de Medicina de Grupo, que representa empresas privadas de assistência à saúde.

Os dados se referem tanto para quem tinha plano de saúde individual, e que agora não consegue mais pagar, como para quem perdeu o emprego e acabou perdendo também o plano de saúde empresarial.

Em um cenário de juros e inflação altos e desemprego, muita gente teve que cortar gastos.

Para conseguir fechar as contas, o taxista Rodrigo Teixeira começou cortando os passeios e os restaurantes e passou a recolher panfletos de supermercados e a correr atrás de promoções. Na casa dele, todos os eletrodomésticos ficam fora da tomada quando não estão sendo usados e agora, não teve jeito, ele teve que cortar o plano de saúde.

“Vou tentar a rede pública quando precisar e espero que no início do ano que vem, eu consiga ter plano de saúde novamente”.

Bradesco planos de saúde é líder no mercado nacional


Bradesco Planos de Saúde ultrapassa a marca de um milhão de segurados em planos de saúde para empresas.

Bradesco Planos de Saúde é líder

Bradesco Planos de Saúde é Líder

Após obter a renovação do seu certificado de Acreditação, a Bradesco Planos de Saúde conseguiu mais uma grande conquista: ultrapassou a marca de um milhão de vidas seguradas no segmento SPG – Seguro Saúde Para Grupos – de até 199 vidas.
O segmento tem sido o grande destaque da carteira da seguradora nos últimos anos. No final do ano passado, representou cerca de 28% da receita de planos de saúde para empresas, enquanto que no final de 2008 representava 14%. Atualmente, são mais de 113 mil empresas clientes neste segmento.
 Após conquistarmos o selo de Acreditação pela segunda vez consecutiva, agora alcançamos mais essa grande conquista. Esperamos que essas empresas possam atingir seus objetivos, tornando-se mais competitivas no mercado de trabalho, melhorando tanto o clima organizacional como a qualidade de vida dos seus empregados, além de reterem boa parte dos recursos humanos essenciais para o desenvolvimento do seu próprio negócio – afirma Marcio Coriolano, Presidente da Bradesco Planos de Saúde e da Mediservice.
O SPG está disponível para atender as micro, pequenas e médias empresas de três a 199 vidas e oferece flexibilidade na contratação e preços competitivos. Atualmente, atende três perfis de empresas cliente:
SPG 3 – de 03 a 29 vidas
SPG 30 – de 30 a 99 vidas
SPG 100 – de 100 a 199 vidas
Sobre a Acreditação
Pela segunda vez consecutiva, a Bradesco Planos de Saúde recebeu o selo de Acreditação com a qualificação de nível 1, o mais alto segundo os critérios da avaliação.
A avaliação foi realizada na primeira quinzena de maio por um grupo de avaliadores externos do Consórcio Brasileiro de Acreditação (CBA), que é certificado pela Coordenação Geral de Acreditação do INMETRO e homologado pela Agência Nacional Saúde Suplementar (ANS) para realizar avaliações de Acreditação nas operadoras.
A Acreditação é um processo de avaliação periódico, baseados na Resolução Normativa – RN nº 277, da ANS, que objetiva a verificação do atendimento a um conjunto de padrões de qualidade relacionados à gestão, ao relacionamento com clientes e rede de prestadores, dentre outros.
Tanto no Brasil, como no exterior, esse processo tem sido realizado predominantemente por organizações não governamentais e sem fins lucrativos, o que confere maior imparcialidade e credibilidade ao processo. O ciclo de avaliação estabelecido pela Acreditação varia de 03 (três) a 04 (quatro) anos e a cada novo período é esperado que a operadora demonstre evolução das práticas estabelecidas. No caso da Bradesco Planos de Saúde o período de validade é de 04 anos.
Sobre a Bradesco Planos de Saúde
A Bradesco Saúde, em conjunto com a Mediservice – ambas empresas integrantes do Grupo Bradesco Seguros -, é líder do mercado de saúde suplementar, com maior destaque no segmento de planos e seguros coletivos, para empresas de todos os tamanhos, atuando em todas as regiões geográficas do país. Atendendo a cerca de 4,5 milhões de segurados, e presente em aproximadamente 1,4 mil municípios do país, a Bradesco Saúde e sua controlada Mediservice contam com ampla rede médica referenciada composta por mais de 101,6 mil médicos que atendem em consultórios e clínicas, mais de 2,3 mil hospitais, e mais de 10 mil serviços de imagem e análises laboratoriais. No primeiro semestre de 2015, as dua s empresas apresentaram, em conjunto, faturamento superior a R$ 8,5 bilhões, crescimento de 24,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. O destaque foi para o segmento de seguro-saúde SPG (Seguro para Grupos), que cresceu 18,4%, em números de beneficiários.

Caasp continua com atendimento para tirar dúvidas sobre mudança de plano de saúde

O atendimento promovido pela Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo para sanar as dúvidas de beneficiários sobre a mudança de plano de saúde continua na sede da entidade (Rua Benjamin Constant, 75, centro), por tempo indeterminado. Segundo a Caasp, esse modelo será mantido enquanto houver demanda.

O prazo inicial de atendimento estava previsto para terminar na última sexta-feira (2/10). A alteração do plano de saúde para advogados deve-se à determinação de alienação compulsória da carteira de clientes imposta à Unimed Paulistana pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

A medida foi tomada pela agência reguladora no dia 2 de setembro, pois a Unimed Paulistana, que atendia 740 mil beneficiários, terminou 2014 com patrimônio líquido negativo de R$ 169 milhões, além de um passivo tributário de R$ 263 milhões. Os dados constam no último relatório de gestão. Segundo a ANS, quatro regimes especiais de direção fiscal e dois regimes de direção técnica foram estabelecidos desde 2009 devido à constatação de problemas assistenciais e administrativos.

A Caasp afirma ter firmado um acordo com a Qualicorp, empresa responsável por administrar a carteira de clientes da Unimed Paulistana, a fim de oferecer alternativas aos associados. Devido a isso, todos os advogados que compõem o plano de saúde oferecido por meio da entidade receberam um material de apoio, pelos Correios e por e-mail, com informações sobre as possibilidades ofertadas.

Os planos de saúde oferecidos aos advogados são do tipo coletivo, com abrangência nacional, enquadrados na modalidade de cobertura assistencial ambulatorial e hospitalar com obstetrícia, e contam com enfermaria ou apartamento como acomodações. Veja abaixo os pacotes disponíveis e sua correspondência com os planos que eram administrados pela Unimed Paulistana:

Unimed PaulistanaQualicorp-FESPTipo de acomodação
Plano antigoPlano correspondente
BásicoUniplan Bronze QualiEnfermaria
Básico (apartamento)Uniplan Bronze QualiApartamento
EspecialUniplan Prata QualiApartamento
MasterUniplan Ouro QualiApartamento

Variação de preço
Com a mudança nos planos de saúde, alguns advogados reclamaram da alteração no valor da mensalidade. Ermano Favara, 64, afirmou que seu plano anterior cobrava R$ 550 mensais, mas as opções similares eram bem mais caras, sendo que uma delas custava quase três vezes mais (R$ 1.450). Outro advogado, José Alexandre Carneiro, que também migrou para um plano de saúde similar, sofreu com o aumento: o valor do plano de saúde que cobre toda a sua família foi de R$ 2.663,91 para R$ 4.860,23.

Questionado sobre essas variações de preço, o presidente da Caasp, Fábio Canton, disse que o acordo formalizado com o fornecedor de assistência medida abrange um plano com duas alternativas aos advogados. “Não é uma adesão, é uma migração voluntária”, explicou Canton.

Segundo Canton, 85% dos associados (32 mil pessoas) ao plano de saúde pela entidade não sofreram aumento de preço na mensalidade, e os 15% restantes podem ter o valor aumentado ou reduzido. Essas variações, de acordo com presidente da Caasp, ocorrem por causa das mudanças por faixa etária, de produtos que não eram regulamentados pela ANS e de mudanças legislativas.

Fábio Canton ressalta também que, quando há aumento de preço, a Caasp está estuda o caso com o fornecedor do plano de saúde para reduzir essa diferença. “O advogado pode aceitar ou não o plano ofertado, aguardar um posicionamento da ANS, ou mesmo procurar judicialmente que o sistema Unimed absorva o contrato dele pelo mesmo preço”, diz.

Questionada pela ConJur, a assessoria da ANS afirmou que só vai interferir nos casos envolvendo planos coletivos com mais de 30 pessoas, se não houver acordo entre as partes que compõem o contrato, ou seja, o fornecedor do plano de saúde e a entidade contratante.

Termo de ajustamento de conduta
Na última quarta-feira (30/9), o Procon de São Paulo, o Ministério Público paulista, a ANS, o Sistema Unimed e o Ministério Público Federal formalizaram um termo de ajustamento de conduta (TAC) para garantir a migração, sem carência, de alguns beneficiários da Unimed Paulistana para outras empresas do grupo. O documento — voltado para clientes da Unimed Paulistana com planos de saúde individuais, planos familiares ou planos de saúde empresariais com menos de 30 pessoas — determina que as operadoras do grupo deverão oferecer planos de saúde às categorias já citadas.

Para esse procedimento, a ANS abriu um período de migração, que está ocorrendo por meio de portabilidade extraordinária. Essa janela foi formalizada na última quinta-feira (1º/10) e começou a vigorar na sexta (2/10). A medida, que estava prevista para durar 30 dias, poderá ser prorrogada, conforme informou a ANS no sábado (3/10), condicionando o aumento do prazo à demanda.

Para o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), o TAC firmado é ruim e “não soluciona os problemas dos consumidores da Unimed Paulistana”. Segundo a entidade, os novos contratos vão alterar as condições (rede de atendimento e valor de mensalidade) que haviam sido firmadas com a Unimed Paulistana. “Por lei, quando há venda compulsória da carteira, como é o caso, o consumidor tem direito às mesmas condições de seu contrato anterior. Com o TAC, esse direito está sendo renegado”, criticou Joana Cruz, advogada do Idec.

O Idec também apontou falhas do TAC relacionadas à área de cobertura dos planos de saúde que serão oferecidos, os termos de reajuste de preços e do desconto de 25% ofertado durante a migração, além dos 30 dias que compreendem a janela de migração.

 

Fonte: Revista Consultor Jurídico

Sistema Unimed deverá absorver clientes da Unimed Paulistana


Clientes poderão passar a um novo plano de saúde Unimed sem cumprir carência

O Sistema Unimed terá de incorporar os clientes da Unimed Paulistana, que teve decretada a venda compulsória de sua carteira de clientes no início deste mês.

A decisão faz parte de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado nesta quarta-feira (30) entre o Sistema Unimed e a Fundação Procon-SP, os Ministérios Públicos Estadual e Federal e a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

O TAC determina que as operadoras de planos de saúde Central Nacional Unimed, Unimed Seguros e Unimed Federação do Estado de São Paulo (Unimed Fesp) terão de oferecer planos de saúde individuais e familiares aos beneficiários de planos individuais e familiares e planos de saúde para empresas com menos de 30 pessoas da Unimed Paulistana.

Essas três operadoras fazem parte do Sistema Unimed e são planos de saúde no estado de São Paulo. Como as outras operadoras que fazem parte do grupo Unimed se concentram em outros estados, elas não foram elegidas para receber os clientes da Unimed Paulistana.

De acordo com o TAC, os clientes serão tranferidos aos planos de uma dessas três operadoras do grupo Unimed sem precisar cumprir qualquer prazo de carência.

Assim, se uma cliente estiver grávida, por exemplo, quando seu plano for transferido, ela não precisará aguardar os prazos normalmente exigidos para ter acesso às assistências para gravidez previstas no novo plano de saúde.

Além disso, os novos planos de saúde devem cobrar um valor 25% inferior ao praticado na venda de planos de saúde a novos clientes do mercado. No entanto, desde que respeitado esse desconto de 25%, a nova operadora pode impor valores superiores aos pagos pelos clientes nos antigos planos de saúde na Unimed Paulistana.

A transferência obrigatória da carteira de clientes da Unimed Paulistana a outras operadoras do Sistema Unimed, não contempla os clientes de planos de saúde com mais de 30 pessoas. Segundo o Procon-SP, esse recorte foi feito de forma a privilegiar clientes de planos de saúde familiares, individuais ou planos de saúde empresariais com poucos beneficiários, que são mais dificilmente aceitos por novas operadoras no mercado.

Já os planos de saúde com mais de 30 vidas, por serem oferecidos por empresas e incluírem um número de clientes maior, são mais facilmente incorporados por outras operadoras. Por essa razão, de acordo com informações do Procon-SP, na reunião de definição do TAC ficou decidido que os planos englobados no termo seriam apenas aqueles com menos de 30 pessoas.

Segundo o Procon-SP, da carteira de mais de 740 mil clientes da Unimed Paulistana, cerca de 300 mil estão incluídos em planos de saúde com menos de 30 vidas e serão beneficiados pelo TAC.

Planos de saúde individuais regulamentados


Ministério Público Federal recomenda que ANS regule planos de saúde individuais

Atualmente, a ANS regula planos de saúde para empresas e não os   planos de saúde individuais.

A Procuradoria Regional da República (PRR) no Rio de Janeiro recomendou que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) passe a regular os planos de saúde individuais.

Atualmente, a ANS só regula planos de saúde para empresas e não há regulação dos planos de  saúde individuais. Em parecer, a Procuradoria foi favorável à reforma da sentença que julgou improcedente ação movida na Justiça pelo Procon contra o que considera omissão da ANS. O Ministério Público argumenta que a falta de regulação reduz a oferta de planos de saúde individuais, hoje concentrados em apenas duas operadoras no Rio de Janeiro. Segundo nota do MP divulgada nesta terça-feira, 29, a pouca oferta de planos de saúde individuais leva “à manipulação de preços e ao aumento arbitrário dos lucros”.

Na ação, o Procon informou que, antes de deixarem de fornecer planos individuais, operadoras já instruíam corretores a não vender esse tipo de contrato ou desestimulavam a venda, com comissões baixas e até inexistentes. A 22ª Vara Federal julgou a ação improcedente, com o argumento de que ainda são oferecidos planos individuais no mercado.

Para o procurador regional da República João Marcos Marcondes, a decisão da Justiça não leva em conta “consequências econômicas que a omissão da ANS pode e está causando” nem “a proteção que a Constituição exige que se faça em favor do consumidor e da ordem econômica”.

Segundo o MP, os planos de saúde individuais, que não se submetem à regulação da ANS, “custam quase o dobro das apólices coletivas” e são passíveis de “rescisão unilateral por parte da operadora, aumento livre das mensalidades, recusa de contratação e redução unilateral de cobertura”.

O Ministério Público também contestou determinação da Justiça para que o Procon pague os honorários dos advogados. O procurador sustenta que a relação entre operadoras de plano de saúde e usuários é de consumo, regida pelo Código de Defesa do Consumidor, que prevê o pagamento de honorários apenas nos casos de má-fé.

Dados divulgados pelo Ministério Público apontam o predomínio dos planos de saúde para empresas. Em dezembro de 2000, o porcentual de planos de saúde empresariais era de 66,68% do total e os planos de saúde individuais chegavam a 33,32%. Em dezembro de 2012, a proporção era de 78 94% para os planos saude empresariais e 21,06% para os planos de saúde individuais.

Indice de reclamação dos planos de saúde


ANS muda cálculo do índice de reclamação dos planos de saúde

Conduta das operadoras na solução de problemas passa a ser considerada.
Segundo a agência, alteração visa dar mais transparência às informações.

A Agência Nacional de Saúde (ANS) suplementar alterou os parâmetros usados para calcular o índice de reclamação dos planos de saúde. Até então, o parâmetro refletia apenas as queixas registradas na ANS. Agora, também irá considerar a conduta das operadoras na resolução dos problemas e o número de reclamações que resultaram em abertura de processo administrativo.

O novo índice, que permite aos clientes comparar a atuação das empresas, está disponível a partir desta sexta-feira (25) na página da ANS na internet. Lá o beneficiário tem acesso a gráficos e ao ranking com a lista das dez operadoras com maior índice geral de reclamações, divididas por porte e por tipo de atenção (assistência médica ou exclusivamente odontológica). Veja o ranking das dez primeiras ao final da reportagem.

Também é possível ver detalhadas as reclamações por tipo de classificação (assistencial e não assistencial) e por subtema (rede de atendimento, prazos máximos para atendimento, rol de procedimentos, reembolso, entre outros). O beneficiário pode ainda calcular os indicadores de cada operadora individualmente.

No cálculo do índice são computadas as reclamações que a agência recebe dos consumidores por meio do Disque ANS (0800 701 9656), do formulário eletrônico disponibilizado na página da agência na internet, por carta ou ainda presencialmente, em um dos 12 núcleos da ANS no país.

Transparência
Em nota divulgada à imprensa, a agência informou que, ao incorporar novos elementos, o objetivo é dar mais transparência e funcionalidade à ferramenta, ajudando o beneficiário na escolha ou avaliação do plano de saúde.

“O novo índice foi aprimorado de forma a refletir informações que são, de fato, úteis aos consumidores que desejam comparar operadoras e planos de saúde e fazer, assim, uma escolha mais acertada. Esse novo conjunto de informações é mais preciso e qualificado”, explicou a diretora de Desenvolvimento Setorial da ANS, Martha Oliveira.

O índice será atualizado mensalmente, com referência em dados dos últimos três meses. Antes, a atualização era feita com base em dados dos últimos seis meses.

De acordo com a ANS, a nova metodologia foi discutida entre técnicos da agência e representantes do setor de saúde suplementar.

Veja a lista das dez operadoras com maior índice geral de reclamações:
1º Unimed-Rio Cooperativa de Trabalho Medico do Rio de Janeiro
2º Unimed Norte/Nordeste-Federação Interfederativa das Sociedades Cooperativas de Trabalho Médico
3º Medisanitas Brasil Assistência Integral à Saúde S/A.
4º Unimed Paulistana Sociedade Cooperativa de Trabalho Médico
5º Biovida Saúde LTDA
6º Petróleo Brasileiro S.A.- Petrobras
7º Grupo Hospitalar do Rio de Janeiro LTDA
8º Sul America Companhia de Seguro Saúde
9º Unimed do Estado de SP – Federação Estadual das Coop. Médicas
10º Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil
Fonte: ANS

Planos de saúde novos e antigos


Guia explica reajustes e diferença entre planos de saúde novos e antigos.

Atualmente, mais de 70 milhões de brasileiros são beneficiários de planos de saúde novos e antigos.

 
Atualmente, mais de 70 milhões de brasileiros são beneficiários de planos de saúde novos e antigos. Na hora dos reajustes de mensalidades, muita gente tem dúvidas sobre todas as regras contratuais existentes e o que diferencia um plano de saúde do outro nessa questão. Por esse motivo, a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) elaborou um guia completo, prático e didático explicando os diferentes tipos de reajustes e as normas que os disciplinam. O Guia dos Reajustes dos Planos de saude e Seguros de Saúde aborda dúvidas comuns, como a diferença entre os chamados planos de saúde novos e antigos (contratados após 1999 ou adaptados).

Para falar sobre o assunto Programa Revista Brasil entrevistou o diretor-executivo da FenaSaúde, José Cechin.

Ele explica que a mensalidade do plano de saúde para idoso é mais alta do que as outras faixas etárias, porque quando a pessoa muda de faixa etária dos 58 para o 59 anos de idade, entra no novo grupamento de pessoas de 59 ou mais. Esse novo grupamento inclui pessoas de 70, 80, 90 e 100 anos. Essas pessoas custam muito mais, do que pessoas que tem 54 a 58.

“A mensalidade do plano de saúde para idosos é alta frente a aposentadoria que ele tem, mas ela é baixa frente ao que custa para a saúde suplementar”, diz Cechin.

O diretor-executivo esclarece que a entidade encarregada de normatizar, fiscalizar os planos de saúde é a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), é ela que dita e edita normas.

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Planos de saúde da baixada santista


Planos de saúde da Baixada Santista são bem avaliados pela ANS

As principais operadoras de planos de saúde da Baixada Santista (com maior número de clientes na região) foram bem avaliadas no Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS)

Divulgado nesta sexta-feira (18) pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Planos de saúde da baixada santista obtiveram notas entre 0,6 a 0,8, na pontuação que vai de 0 a 1,0 (veja tabela). A avaliação foi feita no ano passado.

As notas do IDSS têm cinco faixas de variação. Vão de 0 a 0,19; 0,2 a 0,39; 0,4 a 5,9; 0,6 a 0,79; e de 0,8 a 1. Para chegar ao resultado, são avaliados quatro indicadores: atenção à saúde (16 itens), estrutura e operação (seis), desempenho econômico-financeiro (quatro) e satisfação do beneficiário (três).

A Unimed Santos, empresa com mais beneficiários na Baixada Santista (149.698), obteve a maior pontuação: 0,81410. A excelente situação econômica da operadora pesou no índice. O plano teve o seu pior desempenho no quesito satisfação dos beneficiários.

Em nota, a Unimed Santos afirma receber o resultado com muita satisfação. “Espelha o esforço permanente para honrar os compromissos assumidos com os cooperados e beneficiários. A cooperativa continuará trabalhando firme para obter a nota máxima e garantir a plena satisfação do cliente”.
Nota baixa, mas satisfação
O Plano de Saúde da Santa Casa de Santos, que tem 99.118 beneficiários, ficou com a nota mais baixa, de 0,67150. A situação financeira ruim impediu um resultado melhor da operadora. Porém, ela vem deixando seus usuários satisfeitos. A Tribuna não conseguiu contato com a empresa.

Terceiro em número de clientes atendidos na região, são 86.669, o Plano de Saúde Ana Costa não foi avaliado. Segundo a ANS, a operadora encontra-se em “direção fiscal”. Isso acontece quando a agência passa a acompanhar as finanças do plano de saúde, buscando a recuperação econômica. O Ana Costa não retornou o contato feito pela Reportagem.

Melhora

O resultado das operadoras da região acompanha o do restante das operadoras do País. De 2013 para 2014 houve crescimento de 11,9% na quantidade de planos de saúde com desempenho bom. De acordo com a ANS, 901 operadoras analisadas ficaram com nota entre 0,6 e 1,0 no ano passado, contra 805 em 2013.

Juntas, elas representam 75,9% de todo o mercado de planos de saúde de assistência médica e odontológica, composto por 1.187 operadoras. E são responsáveis pelo atendimento de 89% dos beneficiários em planos de assistência médica e 96% dos beneficiários em planos de assistência exclusivamente odontológica.

Os dados também apontam queda de 34,5% no número de operadoras concentradas na faixa intermediária das notas do IDSS, que varia de 0,4 a 0,59. Na faixa mais baixa (0 a 0,19), a ANS identificou 50 operadoras, redução de 30,5% em relação ao ano anterior. A agência destaca que “houve melhora nas provisões e nas reservas financeiras de boa parte das operadoras que atuam no mercado”.

Qualificação

O IDSS integra o programa de Qualificação das Operadoras. O resultado do índice demonstra como o mercado está se comportando nos itens avaliados anualmente e é um parâmetro para os 50,5 milhões de consumidores de planos de assistência médica e os 21,5 milhões com planos exclusivamente odontológicos avaliarem sua operadora.

Além do desempenho das operadoras, o IDSS permite avaliar a distribuição percentual de operadoras médico-hospitalares e odontológicas por faixas de pontuação, bem como dos beneficiários, entre outros recortes.

Fonte: www.atribuna.com.br

Unimed Nacional atenderá clientes em São Paulo


Unimed Nacional é obrigada pela justiça atender clientes da Unimed Paulistana

Os clientes da Unimed Paulistana que não conseguirem atendimento na rede da empresa deverão ser atendidos pela Central Nacional Unimed (CNU). “Unimed Nacional”

É o que determina uma liminar expedida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) nesta quinta-feira (17).

A decisão é uma resposta a uma ação do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), que argumentou que a Unimed Nacional tem responsabilidade solidária pelos clientes da Unimed Paulistana. Cabe recurso.

Procurada, a Unimed Nacional não se pronunciou sobre a liminar até a publicação desta reportagem. A CNU é a operadora nacional do sistema Unimed e possui, atualmente, mais de 1,7 milhão de beneficiários.

Dificuldade de atendimento em hospitais e laboratórios

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou, no começo deste mês, que a Unimed Paulistana, que enfrenta uma grave crise financeira, repasse sua carteira de clientes para outra empresa.

Mesmo antes da decisão da ANS, usuários da operadora vinham enfrentando dificuldade de atendimento em clínicas, hospitais e laboratórios da rede credenciada, situação que só se agravou nas últimas semanas.

O Procon-SP chegou a assinar um acordo com a empresa, no qual se comprometeu a agendar consultas e exames no prazo máximo de sete dias a partir do pedido do cliente. Mas o Idec argumentou que, mesmo após esse acordo, os consumidores continuam reclamando.

Situações de emergência devem ter atenção especial

A decisão do TJ-SP diz que a Unimed Paulistana, ao receber a demanda de um cliente, avalie, em até 24 horas, se terá condições de atendê-lo. Caso não consiga, ela deverá providenciar seu encaminhamento à Central Unimed Nacional

A Central da Unimed Nacional deverá, assim, oferecer “os serviços médico/laboratoriais e hospitalares, incluindo cobertura obstétrica e odontológica, a que teriam direito considerando as obrigações assumidas pela Unimed Paulistana em contrato, especialmente em situações de urgência e emergência”.

A decisão vale até que a Unimed Paulistana repasse seus clientes para outra empresa.

Planos de saúde em são paulo com mais reclamações

10 planos de saúde em São Paulo com mais reclamações no Procon de SP. A operadora Amil foi alvo de 280 reclamações junto ao Procon estadual de São Paulo entre janeiro e agosto deste ano (mais de uma queixa a cada dia, em média). Esse índice fez dela a campeã de reclamações entre usuários de […]

Planos de saúde individuais não terão reajuste


Liberação de reajuste de planos de saúde individuais não é cogitada, diz ANS.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) está revisitando a questão do reajuste dos planos de saúde individuais, hoje determinado pelo regulador, mas sua liberação está descartada. A informação é do diretor-adjunto de Normas e Habilitação da agência, César Brenha Rocha Serra. “O incentivo aos planos de saúde individuais faz parte de nossa agenda passada, mas o assunto segue em discussão. É um assunto complexo”, disse ele, em conversa com jornalistas, ressaltando a necessidade de proteger os beneficiários.

Não há porém, segundo Serra, um consenso sobre o que poderia ser alterado em relação ao reajuste dos planos de saúde individuais. A questão é tida como fundamental por seguradoras e também pela Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde) para que mais companhias voltem a operar neste segmento e também tenham interesse em adquirir players do segmento como a Unimed Paulistana que foi obrigada pela Agência a vender sua carteira de beneficiários.

Sobre o desfecho do caso da operadora, que quebrou mesmo após seis anos de crise financeira e várias intervenções da ANS, o diretor da Agência disse que é preciso ter muita cautela na antecipação de um caso como esse. De acordo com ele, a autarquia toma todas as ações ao seu alcance para evitar colapso de qualquer operadora de planos de saúde, pois é menos traumático para os beneficiários a sua recuperação.

“Nem sempre é possível. A ANS está tentando revisitar e vamos fazer algo. Não há só esse caso (da Unimed Paulistana). Há outros casos de descontinuidade e Agência está tentando aprimorar, se antecipar, mas não há atraso e sim limitações legais”, explicou Serra, durante debate na 7ª Conseguro, promovida pela Confederação Nacional das Seguradoras (Cnseg) nesta quinta-feira, 17.

O diretor da ANS acrescentou ainda que uma ação corretiva por parte do regulador é limitada, uma vez que não pode interferir na gestão do negócio que fica a cargo da administração da operadora. Embora tenha citado que existem outros casos semelhantes ao da Unimed Paulistana, ao ser questionado por jornalistas, afirmou que não vê muitos exemplos no Brasil e que o número de empresas que quebraram é pequeno perto de um mercado tão amplo com cerca de 1,4 mil grupos.

Em relação à agenda da ANS para os próximos três anos, que está sendo apresentada hoje na Câmara de Saúde, no Rio de Janeiro, Serra citou a melhoria da qualidade da regulação no setor, incentivo à sociedade para acompanhar as ações do regulador e ainda foco na qualidade assistencial. Chamou ainda a atenção para maior clareza dos planos de saúde individuais.

“É importante que o beneficiário saiba o que está comprando. Esse é um papel do regulador e das operadoras. É preciso mais clareza em contratos e também uso responsável por parte das pessoas que é importante para o equilíbrio de preço”, avaliou. “É uma conta distribuída por todos. Alguns beneficiários, às vezes, acham que estão contratando um serviço ao adquirirem um plano de saúde, mas, na verdade, é uma cobertura de risco”, concluiu.

Problemas com planos de saúde?


15 cuidados para evitar problemas com planos de saúde

Desconfie de mensalidades muito baixas para não ter, por exemplo, dificuldade para agendar consultas, exames e cirurgias; confira dicas para não cair em ‘armadilhas’ e evitar problemas com planos de saúde.

A situação não está fácil para quem tem plano de saúde individual. Praticamente não há ofertas. Saiba seus direitos ao contratar:

1. Você tem direito a informações claras e adequadas, com especificação correta sobre a qualidade do plano de saúde, o que inclui redação com destaque, nos contratos, das cláusulas que possam limitar direitos.

2. Verifique se a empresa está registrada na Agência Nacional de Saúde (ANS). Caso esteja sob direção fiscal ou técnica, isso significa que ela tem problemas (www.ans.gov.br e 0800 701 9656).

3. Leia atentamente o contrato antes de assinar e exija uma cópia. As informações e “promessas” do corretor obrigam a operadora a cumpri-las, pois ele representa a empresa. Peça que o corretor entregue por escrito os benefícios prometidos.

4. Se você tem um contrato “novo” (assim chamado os contratos assinados a partir de 1999), verifique se o atendimento negado consta no rol de procedimentos da ANS. Esse rol define uma lista de consultas, exames e tratamentos que os planos de saúde são obrigados a oferecer. Se o seu contrato é “antigo”, você pode se valer do Código de Defesa do Consumidor para discutir a exclusão de cobertura.

5. O preço da mensalidade e as coberturas ofertadas têm a ver com: tipo de plano contratado, abrangência (municipal, estadual ou nacional) e tamanho, extensão e qualidade da rede credenciada.

6. Leia atentamente a descrição da rede oferecida (médicos, laboratórios e hospitais), que deve fazer parte do contrato. Quanto mais restrita a rede, mais dificuldades você poderá ter para o atendimento.

7. O contrato pode impor carências (24 horas para urgências e emergências; dois anos, no caso de doenças preexistentes; 300 dias em caso de parto; 180 dias para os demais casos).

8. Se o seu plano é antigo (anterior a 1999) e tem cláusulas restritivas, veja se a empresa oferece a migração e se isso compensa financeiramente.

9. Muitos planos de saúde anunciam a “compra” ou redução de prazos de carências para você mudar de plano. Exija esse compromisso por escrito. E cuidado com as modalidades com co-participação, pois a mensalidade é mais baixa mas, em caso de uso frequente, terá desembolsos que não compensam financeiramente.

10. Atente ao que o plano oferece e quanto a exigência para pessoas que já têm alguma doença, idosos, mulheres em idade fértil e outras necessidades de saúde especiais.

11. Desconfie de mensalidades muito baixas de planos de saúde. Você pode estar caindo em alguma “arapuca”; por exemplo, ter dificuldade para agendar consultas, exames e cirurgias (em razão da reduzida rede credenciada) ou ver a empresa “quebrar” após longos meses pagando mensalidades.

12. Atenção com os “cartões de desconto”, que oferecem consultas e exames mais baratos, mas não são planos de saúde e não dão nenhuma garantia de atendimento.

13. Fique de olho nos “falsos” planos de saúde para empresas. São planos para duas, três ou mais pessoas em que você tem de apresentar o CNPJ de uma empresa para assinar o contrato. Os reajustes não são controlados pela ANS e as operadoras entendem que podem cancelar o contrato a qualquer momento (prática que, felizmente, vem sendo rejeitada pela Justiça).

14. Se o seu plano é da empresa onde você trabalha, informe ao setor de recursos humanos ou a seu chefe sempre que tiver um atendimento negado. Se o seu plano é individual ou familiar, tente primeiro uma solução com a operadora. Se não resolver, denuncie à ANS e às entidades de defesa do consumidor. Em casos de urgência recorra à justiça.

15. Se decidir entrar na justiça, você tem que ajuizar uma ação por meio de advogado. Não é raro o juiz de primeira instância, na qual o processo é iniciado, conceder a liminar ou a tutela antecipada.

 

Plano de saúde sem carência para recém-nascido

Plano de saúde sem carência para recém-nascido, é direito do recém-nascido.

No primeiro mês, a criança deve ter acesso ao benefício do plano de saúde sem carência para recém-nascido automaticamente.

A chegada de um bebê sempre é repleta de preparativos. São planejados o espaço ideal para receber o novo integrante da família, a decoração do quarto e a compra do enxoval. Depois do parto, os pais vivem momento de adaptação, porém, mesmo preocupados com a saúde dos pequenos, alguns não se lembram de incluí-los no plano de saúde. Por lei, os responsáveis têm até 30 dias a partir do nascimento para fazer adesão da criança à assistência médica. Se a inscrição não for feita dentro desse prazo, o recém-nascido terá de cumprir carência de seis meses para ser atendido pelo convênio médico. Durante os primeiros 30 dias de vida, o plano dos pais tem obrigação de atender automaticamente ao bebê, segundo a Lei Federal nº 9.656, de junho de 1998 — a Lei dos Planos de Saúde. Ao fim desse período, o registro formal passa a ser necessário.

Quando Gael Gonçalves Cayres, hoje com 10 meses, nasceu, teve dificuldades em respirar, por isso precisou de internação em um leito da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na maternidade. A mãe, a publicitária Daffyne Gonçalves, 27 anos, e o pai, Daniel Cayres, 31, além de enfrentar a preocupação com o estado de saúde do bebê também ficaram apreensivos com os possíveis gastos. Os custos da estadia equivaliam a quase R$ 3 mil diários. “Foi um grande susto. Os médicos encaminharam-no para o leito e ainda bem que, dois dias depois, o plano informou que cobriria o serviço”, lembra Daniel. O atendimento é assegurado ao recém-nascido pelo contrato da mãe, do pai ou responsável legal. No caso, Gael foi atendido pelo convênio paterno.

O pai ficou atento aos prazos para incluir Gael no plano de saúde oferecido pela empresa em que trabalha. Daniel procurou o setor de recursos humanos para saber os procedimentos necessários. “Foi bem simples. Apenas preenchi um formulário e entreguei a certidão de nascimento do meu filho”, relata. O recém-nascido foi incluído na assistência médica sem precisar cumprir qualquer carência, uma vez que ele é sujeito aos mesmos prazos cumpridos pelo responsável. “Não tivemos dificuldades, assim como na hora do parto, o Gael vem sendo atendido em todos os procedimentos. Isso garantiu uma tranquilidade para nós”, detalhou Daffyne.

Com vinte dias de vida, Jorge Luís Tanure ainda pode ser atendido pela assistência inicial do plano de saúde. A preocupação da mãe, a psicóloga Georgina Fagundes, 43 anos, é garantir os serviços após o prazo de 30 dias de nascimento. Os procedimentos necessários estão na ponta do lápis para garantir a inclusão no plano. “O acompanhamento básico dele é realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A minha preocupação é em manter o benefício para cobrir exames e possíveis eventualidades, como internação”, explicou a mãe.

Hospital com selo de qualidade


Hospital com selo de qualidade receberá mais de planos de saúde

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) deve lançar até dezembro uma norma que vincula à qualidade do atendimento os reajustes de valores pagos pelas operadoras de planos de saúde aos prestadores de serviço, como hospitais e laboratórios. Será uma espécie de selo de qualidade para hospitais acreditados, o hospital com selo de qualidade receberá mais.

Segundo Martha Oliveira, diretora da ANS, a ideia é que, a partir de janeiro os hospitais, clínicas, laboratórios que tenham acreditação, que pode ser adquirida em empresas especializadas, possam ter o reajuste baseado no IPCA, enquanto os que não tiverem, tenham um índice menor, algo que pode girar em torno de 90% do IPCA, mas que ainda não foi definido. “Precisamos que as empresas se mexam e se mobilizem na direção de se qualificarem”, disse a diretora,. Em alguns, países os hospitais só podem funcionar se forem acreditados.

A relação entre operadoras de planos de saúde e prestadores de serviço, como hospitais, clínicas e laboratórios, pode ser livremente acordada em contrato feito entre as partes. Mas, desde o ano passado, aqueles que não tiverem acordo sobre os índices de reajustes já devem usar a taxa fixada pela ANS, que é o IPCA.

A acreditação é uma avaliação e certificação da qualidade de serviços feita por uma empresa especializada mediante pagamento do órgão que deseja ser acreditado. Segundo Martha, são poucos os hospitais e operadoras de planos de saúde que têm acreditação.

Martha diz que a ANS quer que o consumidor escolha o plano de saúde baseado na qualidade dos serviços, e que essa medida não influencie no valor final pago pelo consumidor. A autarquia está ainda discutindo como estas informações serão repassadas ao consumidor.

Em 2017, serão os profissionais de consultório e clínicas de terapia que passarão a ter o selo de qualidade, mas os critérios para concessão deste qualificador ainda estão em discussão. Segundo Martha, as entidades de classe serão ouvidas para que dentistas, médicos, fisioterapeutas, entre outros profissionais, também possam ter uma identificação de qualidade.

Fim da Unimed Paulistana


Fim da Unimed Paulistana: veja quais são os seus direitos

SÃO PAULO – Na última quarta-feira (2), a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) anunciou a proibição da comercialização de planos de saúde e produtos pela Unimed Paulistana.

O motivo da proibição porque a operadora não conseguiu resolver os problemas técnicos e financeiros apresentados desde 2009, que poderiam comprometer o atendimento dos usuários do plano de saúde. “Considerando as anormalidades econômico-financeiras e administrativas graves que colocam em risco a continuidade do atendimento à saúde e decretando o fim da Unimed Paulistana”, justificou a ANS.

Muitos consumidores acabaram sendo pegos de surpresa com a decisão. Porém, a empresa e a Fundação Procon-SP assinaram, na última sexta-feira (4), um termo de compromisso para informar os clientes sobre quais atitudes serão tomadas.

Veja o que foi decidido:

Transferência de carteira
A empresa terá 30 dias para negociar a carteira de clientes com outras empresas que tenham capacidade de assumir os contratos e manter o atendimento aos consumidores nas condições em que foram estabelecidas com a Unimed Paulistana e não poderá comercializar novos planos de saúde.

A transferência pode ser prorrogada por mais 15 dias, caso haja determinação da ANS. Se não ocorrer a comercialização da carteira nesse prazo, a agência poderá fazer uma oferta pública para que as operadoras interessadas ofereçam propostas de novos contratos aos beneficiários da Unimed Paulistana.

Até que seja concluído o processo de transferência da carteira, a operadora é responsável pelo atendimento dos consumidores e não poderá cancelar exames ou consultas já agendadas, tampouco recusar o agendamento de outros procedimentos tais como exames, consultas, internações, cirurgias entre outros.

Direitos e deveres do consumidor
Os clientes devem receber atendimento de acordo com a cobertura e rede credenciada prevista em contrato, sem cobrança adicional, além da fatura mensal. Além disso, quando for concluída a transferência da carteira, deve receber atendimento da nova empresa sem exigência de novas condições, taxa de adesão ou carências já cumpridas.

A Unimed Paulistana se comprometeu a liberar um canal de atendimento para esclarecimentos de dúvidas, informações e registro de reclamação 24 horas por dia, sete dias por semana.

No entanto, é importante que o consumidor não deixe de pagar a mensalidade, para que seja garantido o atendimento e a transferência do contrato. Durante o prazo de comercialização da carteira, os pagamentos efetuados serão direcionados e geridos para uma conta pública administrada pela ANS.

Caso o consumidor receba oferta direta de outra operadora ou administradora, deverá guardar todos os documentos que demonstrem a oferta e analisar a viabilidade de assinar um novo contrato durante esse período. Havendo dúvidas, poderá procurar a ANS e um órgão de defesa do consumidor antes da contratação.

Problemas
O descumprimento de qualquer dos direitos mencionados, devem ser denunciados à ANS, no telefone 0800 701 9656 ou site www.ans.gov.br, ou pessoalmente nos Núcleos da ANS presentes em 12 cidades.

No estado de São Paulo, são dois endereços:

Núcleo da ANS em São Paulo: Av. Bela Cintra, nº 986 – 9º andar – Edifício Rachid Saliba – Bairro Jardim Paulista – São Paulo/SP.

Núcleo da ANS em Ribeirão Preto: Av. Presidente Vargas, nº 2121 – 2º Andar – Sala 203 – Edifício Times Square – Ribeirão Preto/SP.

Médicos de planos de saúde e cobrança por consulta é ilegal


Médicos de planos de saúde: cobrança por 1ª consulta é ilegal

Médicos de planos de saúde têm se aproveitado de clientes com uma prática ilegal: a cobrança pela primeira consulta. A reportagem do MGTV, por telefone, flagrou os abusos.

Exigir pagamento pela primeira consulta não é permitido, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O Procon de Belo Horizonte também afirma que a cobrança é abusiva e a orientação é para que os pacientes denunciem os médicos.

A produção ligou para médicos de planos de saúde de diferentes especialidades. Os diálogos foram gravados.

– Primeira vez ginecologia só particular.
– Mas pode isso?
– É, porque ele não tá atendendo primeira vez mais, né? Agora primeira vez ginecologia só particular.
– E qual é o valor da primeira consulta?
– O valor? R$ 380.
– 380 Reais?
– Isso!

No consultório de um cirurgião, o mesmo procedimento!

– Então a primeira consulta sai por… com Unimed R$ 200, particular R$ 350.

A secretária de um nutrólogo também deixa claro que atendimento por convênio só depois de pagar pela primeira consulta.

– A primeira é particular e depois é que ele continua o atendimento pela Unimed Planos de saúde 
– Ah, tá, então o valor da primeira consulta é…
250
– E aí depois eu posso usar o Plano de Saúde Unimed?
– Isso!

A professora Viviane Nogueira contou à reportagem que um pediatra cobrou R$ 400 para consultar o filho dela.

O presidente do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais, Fábio Guerra, afirma que, se ficar comprovada a cobrança irregular, o médico pode responder a um processo ético.
Em nota, a assessoria da Unimed Planos de saúde informou que a operadora cumpre integralmente a legislação e os contratos firmados com os clientes, e que não permite a cobrança direta de nenhum procedimento coberto pelo plano. A Unimed recomenda que os clientes não efetuem o pagamento e denunciem os médicos de planos de saúde que cobrem algum valor da consulta. Depois de formalizada a queixa, será aberto um processo de apuração para a advertência do profissional.

De acordo com o Procon, o consumidor que fizer o pagamento pela primeira consulta pode denunciar os médicos de planos de saúde que cobraram pela consulta, levando o recibo como prova, e pedir o dinheiro de volta, com direito à correção do valor.

Planos de saúde corporativos e suas vantagens


Planos de saúde corporativos e suas vantagens ajudam a reter colaborador

As pequenas e médias empresas estão nos planos estratégicos das operadoras que oferecem produtos diferenciados para conquistar a clientela.

Os benefícios oferecidos pelas empresas pode ser uma boa opção para reter bons funcionários. Entre estes, encontra-se a assistência médica, os chamados planos de saúde corporativos.

Entre as vantagens de aderir a  planos corporativos estão o custo menor, na comparação com um plano de saúde contratado de forma individual, e a carência reduzida. Para o empresário, há ainda o benefício da redução do absenteísmo. “Uma vez que o colaborador cuida melhor da saúde, consequentemente falta menos ao trabalho”, observa o diretor de projetos de Saúde e Odonto da SulAmérica, Roberto Cardoso.

Segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), hoje são 675 operadoras que comercializam planos coletivos empresariais de assistência médica. Com tantas opções, é preciso ter cautela na hora de escolher a qual plano aderir. Por isso, Cardoso adverte que é importante verificar se a operadora tem acesso a uma central de atendimento e se ela disponibiliza uma rede referenciada que o atenda na região em que os funcionários da empresa estão. Para o diretor nacional de vendas da Amil, Cássio Seleme Zandona, a relação custo-benefício não pode ser esquecida e deve ser de acordo com as políticas de recursos humanos da contratante. “E, claro, com os recursos financeiros disponíveis para tal investimento”, adverte.

Já o presidente da Bradesco Saúde e da Mediservice, Marcio Coriolano, observa que o mercado de seguros se desenvolve pelo fator confiança e proteção e os pequenos e microempresários exigem tratamento particular. “O cálculo preciso de custo-benefício é essencial para esse empresário. Por isso, a Bradesco Saúde tem investido em treinamento dos corretores que atuam em seu nome no mercado”, explica.

O que o mercado oferece

Todos são unânimes em apontar a importância de um corretor para auxiliar na tarefa da escolha de um plano de saúde. Mas cada operadora apresenta sua estratégia para conquistar o cliente empresarial. Assim, recentemente, a Bradesco Saúde reestruturou sua grade de produtos, criando opções para atender aos diversos grupos de forma especializada. A seguradora possui o segmento SPG (seguro para grupos), voltado a atender as MPME entre três e 199 segurados.

Na Amil, a contratação de planos de saúde corporativos pode ser realizada a partir de duas vidas. Na SulAmérica, há duas opções de planos para as MPME: o SulAmérica Saúde para empresas de três a 29 vidas; e o SulAmérica Saúde PME Mais, feito para empresas de 30 a 99 empregados. Ambas as modalidades estão disponíveis em todo o território nacional.

Na Unimed, o plano de saúde depende da cooperativa consultada. A Unimed do Brasil é a cooperativa responsável por congregar e representar as 351 cooperativas médicas que compõem o Sistema Unimed. Destas, 300 são operadoras de planos de saúde registradas na ANS e oferecem diferentes modalidades de planos. “O número mínimo de beneficiários para a contratação de planos de saúde corporativos não é estipulado pelas diretrizes da ANS. Esta é uma característica que depende da política de comercialização de cada Unimed. Atualmente, por exemplo, há Unimeds que oferecem planos de saúde empresariais para empresas com carteira de beneficiários a partir de três vidas”, explica o diretor de marketing e desenvolvimento da Unimed do Brasil, Edevard José de Araujo.

Plano de saúde para idosos cresce


Plano de saúde para idosos cresce 12,3%  no AM

Manaus –plano de saúde para idosos cresce, os planos para idosos com mais de 80 anos cresceram 12,3% no Amazonas, o maior crescimento da Região Norte e acima da média nacional. Para o setor, a evolução no número de beneficiários de planos médicos para idosos demonstra que este é um nicho a ser explorado e algumas empresas até criam atrativos  para este  público.

Estado lidera o crescimento na Região Norte e avanço supera a média do País

Os dados são da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) e apontam crescimentos expressivos no número de octogenários entre os beneficiários no setor, de junho de 2014 até junho deste ano.

Além do Amazonas, os Estados de Roraima (12%) Tocantins (10,5%), Rondônia (8,7%), Pará (7,6%) e Acre (5,2%) apresentaram alta nesta faixa etária. Para comparar,  a evolução no País foi de 5,4%.

O Amazonas ainda possui apenas 4,9 mil consumidores de planos de saúde para idosos nessa faixa. Em relação à Região Norte, a participação do Estado é de 21% do total de beneficiários nessa condição.

Na avaliação da FenaSaúde, o mercado de saúde, cujo serviço público domina nessa faixa etária, está em plena expansão. “Para apontar as razões desse crescimento no Estado, é necessário aprofundar a análise dos indicadores econômicos locais. Mas, de forma geral, podemos dizer que há muito campo ainda para a expansão de planos em mercados menos explorados”, explicou  a entidade.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os idosos já representam mais de 13% da população. Um total de mais 26 milhões de pessoas com 60 anos ou mais.

Para 2060, é esperado que esse percentual chegue a mais de 34% da população. Além disso, o aumento da expectativa de vida, que em 2000 era 69 anos, em 2014 saltou para 75 e a projeção para 2060 é de 81 anos.

Aumento nos preços

Os  reajustes dos preços de planos de saúde por faixa etária seguem normas estabelecidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e pelo Estatuto do Idoso.

Os cálculos têm como base regras estatísticas, onde cada plano de saúde baliza a frequência de utilização e o custo médio dos serviços de saúde da carteira de beneficiários que gerencia.

Desde 2004, com a criação do Estatuto do Idoso, foi vedado o aumento de mensalidade por faixa etária para pessoas a partir dos 59 anos.

 Idosos apontam dificuldade para arcar com os custos

Por se tratar de um público no qual os tratamentos médicos ficam cada vez mais caros, muitos idosos em idade mais avançada encontram dificuldades na hora de arcar com os valores cobrados pelas operadoras. Além disso, a recusa de fornecimento do serviço de assistência de saúde privada para pessoas acima de 60 anos é uma reclamação recorrente deste público.

Segundo o presidente da Associação de Aposentados e Pensionistas do Amazonas, José Araújo, o número de aposentados que possuem plano de saúde é muito baixo, devido o alto valor cobrado pelas empresas.

“O aposentado que já ganha pouco, vai ter que decidir se compra remédio, alimento, ou paga um plano. É muito difícil pagar plano de saúde nessa idade, pois os valores são altíssimos, geralmente mais de R$ 1,2 mil”, disse.

Planos de saúde para empresas negociam reajuste


As operadoras e seguradoras de saúde estão propondo um reajuste médio de 16,24% neste ano para o plano de saúde para empresas , modalidade que representa 65% do mercado nacional.

O índice de 16,24% refere-se à variação dos custos médico-hospitalares. Se os gastos dos usuários do plano de saúde para empresa tiverem sido superiores a 75% do valor pago à operadora (prêmio, no jargão do setor), o reajuste será superior aos 16,24%. O levantamento é da Aon Hewitt, consultoria que administra o plano de saúde empresarial de mais de 420 empresas do país que juntas têm cerca de 1,3 milhão de funcionários.

O reajuste de 16,24% – conhecido no setor como inflação médica – está num patamar muito próximo aos 17% registrado no ano passado. Não houve uma variação tão expressiva porque entre 2014 e 2015 não houve a inclusão de novos procedimentos médicos obrigatórios nos planos de saúde empresariais como aconteceu no ano passado, explicou Rafaella Matioli, diretora técnica da área de saúde da Aon Hewitt.

Planos de saúde para empresas negociam reajuste

Planos de saúde para empresas

Diante da perda de quase 200 mil usuários de planos de saúde empresariais no primeiro semestre, a primeira queda em dez anos no setor, devido ao aumento na taxa de desemprego, as negociações entre empresas e operadoras de saúde estão mais acirradas. No entanto, segundo Rafaella, as operadoras de saúde estão um pouco mais flexíveis neste ano. “Nos dois últimos anos, as seguradoras estavam mais focadas em aumentar a margem. Agora percebemos que elas não querem perder vidas e estão recuando um pouco”, contou.

A fim de evitar que o reajuste do plano de saúde para empresas seja superior à inflação médica, as empresas estão adotando cada vez mais ferramentas para inibir o uso excessivo do convênio médico empresarial e controlar a taxa de sinistralidade entre 70% e 75% – média praticada pelas operadoras para que o negócio feche no azul.

Uma das medidas mais adotadas pelas empresas para reduzir o uso do plano de saúde é a coparticipação – mecanismo em que o funcionário paga do próprio bolso uma parcela, em média de 20%, do valor do procedimento médico. Entre as 423 empresas consultadas pela Aon Hewitt, 66% informaram que adotam a coparticipação. Há quatro anos, essa fatia era de 45%. “Ao invés de trocar de operadora, o que pode ser uma ação impopular, acreditamos que o melhor é manter o plano de saúde empresarial, mas num novo formato, com coparticipação, por exemplo”, disse Rafaella.

A diretora médica da Aon Hewitt, Antonietta Medeiros, afirma que a cobrança de uma parcela nas terapias deve ser aplicada com cautela porque pode inibir o funcionário a continuar o tratamentos e acabar provocando custo ainda maior. A coparticipação nos procedimentos médicos vem substituindo o modelo em que o empregado paga uma parcela da mensalidade do convênio médico, formato muito usado no passado, mas gera um passivo à empresa porque a legislação determina a manutenção do plano de saúde para os empregados demitidos que tem um determinado período de casa.

Segundo Antonietta, outra ação que gera bons resultados são os programas de prevenção de funcionários crônicas. A médica destaca que 71% das empresas consultas adotam algum tipo de programa de qualidade de vida, mas apenas 12% dão continuidade aos programas. “As empresas criam os programas, mas a maioria não dá continuidade o que acaba não gerando resultados efetivos no custo final”, alerta a médica da Aon Hewitt.

Plano de saúde bom ou muito bom?


Os estados do país com avaliação do plano de saúde bom ou muito bom

Como você avalia seu plano, é um plano de saúde bom ou um plano de saúde muito  bom?

A saúde é a principal preocupação dos brasileiros. E como os serviços públicos enfrentam sérios problemas, quem tem condições de pagar acaba optando por um plano de saúde privado.

Dados do IBGE mostram que 27,9% dos brasileiros possuem um plano de saúde (médico ou odontológico). Dessas pessoas, 31,3% avaliam seu estado de saúde como bom ou muito bom.

E o que esses brasileiros pensam do serviço quem recebem desses planos de saúde? Apesar das diversas notícias de problemas com planos de saúde, a maior parte dos clientes avalia bem o serviço. Segundo os dados do IBGE, 72,1% avaliam seu plano de saúde como bom ou muito bom.

Evidentemente, existem discrepâncias entre os estados. Em Minas Gerais, onde os planos de saúde recebem a melhor avaliação, 77,6% das pessoas dizem que o serviço é bom ou muito bom. Na outra ponta está o Tocantins, onde 49,3% avaliam bem o serviço.

Os dados desta galeria mostram o tamanho da população que possui plano de saúde privado, como essas pessoas avaliam a própria saúde e como avaliam o serviço que contratam. O ranking de estados está organizado com base na avaliação dos planos. As informações são da Pesquisa Nacional de Saúde e se referem a 2013.

Veja quais são os estados com os melhores planos de saúde, de acordo com os próprios usuários.

1 – Minas Gerais – 77,6% avaliam seu plano de saúde como bom ou muito bom

Unidades da FederaçãoMinas Gerais
Pessoas que avaliam seu plano de saúde como bom ou muito bom (%)77,6
Pessoas que têm algum plano de saúde (médico ou odontológico) (%)31,0
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como bom ou muito bom (%)34,4
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como regular (%)20,1
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como ruim ou muito ruim (%)17,3

2 – Piauí – 75,4% avaliam seu plano de saúde bom ou muito bom

Unidades da FederaçãoPiauí
Pessoas que avaliam seu plano de saúde como bom ou muito bom (%)75,4
Pessoas que têm algum plano de saúde (médico ou odontológico) (%)11,8
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como bom ou muito bom (%)14,8
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como regular (%)7,4
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como ruim ou muito ruim (%)3,4

3 – Santa Catarina – 75,3% avaliam seu plano de saúde bom ou muito bom

Unidades da FederaçãoSanta Catarina
Pessoas que avaliam seu plano de saúde como bom ou muito bom (%)75,3
Pessoas que têm algum plano de saúde (médico ou odontológico) (%)26,2
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como bom ou muito bom (%)28,7
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como regular (%)18,1
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como ruim ou muito ruim (%)19,0

4 – Distrito Federal – 75% avaliam seu plano de saúde bom ou muito bom

Unidades da FederaçãoDistrito Federal
Pessoas que avaliam seu plano de saúde como bom ou muito bom (%)75,0
Pessoas que têm algum plano de saúde (médico ou odontológico) (%)39,1
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como bom ou muito bom (%)42,5
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como regular (%)28,0
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como ruim ou muito ruim (%)19,2

5 – Pará — 74,8% avaliam seu plano de saúde bom ou muito bom

Unidades da FederaçãoPará
Pessoas que avaliam seu plano de saúde como bom ou muito bom (%)74,8
Pessoas que têm algum plano de saúde (médico ou odontológico) (%)13,7
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como bom ou muito bom (%)16,6
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como regular (%)8,8
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como ruim ou muito ruim (%)4,8

6 – Rio Grande do Norte – 74% avaliam seu plano de saúde bom ou muito bom

Unidades da FederaçãoRio Grande do Norte
Pessoas que avaliam seu plano de saúde como bom ou muito bom (%)74,0
Pessoas que têm algum plano de saúde (médico ou odontológico) (%)15,7
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como bom ou muito bom (%)17,5
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como regular (%)12,5
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como ruim ou muito ruim (%)4,8

7 – Rio Grande do Sul – 73,9% avaliam seu plano de saúde bom ou muito bom

Unidades da FederaçãoRio Grande do Sul
Pessoas que avaliam seu plano de saúde como bom ou muito bom (%)73,9
Pessoas que têm algum plano de saúde (médico ou odontológico) (%)36,6
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como bom ou muito bom (%)39,5
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como regular (%)29,4
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como ruim ou muito ruim (%)15,1

8 – Rio de Janeiro – 73,7% avaliam seu plano de saúde bom ou muito bom

Unidades da FederaçãoRio de Janeiro
Pessoas que avaliam seu plano de saúde como bom ou muito bom (%)73,7
Pessoas que têm algum plano de saúde (médico ou odontológico) (%)32,5
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como bom ou muito bom (%)35,7
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como regular (%)23,4
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como ruim ou muito ruim (%)18,8

9 – Mato Grosso – 73% avaliam seu plano de saúde bom ou muito bom

Unidades da FederaçãoMato Grosso
Pessoas que avaliam seu plano de saúde como bom ou muito bom (%)73,0
Pessoas que têm algum plano de saúde (médico ou odontológico) (%)25,2
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como bom ou muito bom (%)27,1
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como regular (%)19,5
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como ruim ou muito ruim (%)20,9

10 – Paraná – 72,6% avaliam seu plano de saúde bom ou muito bom

Unidades da FederaçãoParaná
Pessoas que avaliam seu plano de saúde como bom ou muito bom (%)72,6
Pessoas que têm algum plano de saúde (médico ou odontológico) (%)32,9
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como bom ou muito bom (%)36,3
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como regular (%)22,9
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como ruim ou muito ruim (%)19,8

11 – São Paulo — 72,1% avaliam seu plano de saúde bom ou muito bom

Unidades da FederaçãoSão Paulo
Pessoas que avaliam seu plano de saúde como bom ou muito bom (%)72,1
Pessoas que têm algum plano de saúde (médico ou odontológico) (%)42,1
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como bom ou muito bom (%)44,8
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como regular (%)31,8
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como ruim ou muito ruim (%)25,3

12 – Rondônia – 72% avaliam seu plano de saúde bom ou muito bom

Unidades da FederaçãoRondônia
Pessoas que avaliam seu plano de saúde como bom ou muito bom (%)72,0
Pessoas que têm algum plano de saúde (médico ou odontológico) (%)13,0
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como bom ou muito bom (%)15,4
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como regular (%)6,9
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como ruim ou muito ruim (%)8,0

13 – Amazonas – 71,7% avaliam seu plano de saúde bom ou muito bom

Unidades da FederaçãoAmazonas
Pessoas que avaliam seu plano de saúde como bom ou muito bom (%)71,7
Pessoas que têm algum plano de saúde (médico ou odontológico) (%)15,3
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como bom ou muito bom (%)16,6
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como regular (%)12,2
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como ruim ou muito ruim (%)5,2

14 – Goiás — 71,4% avaliam seu plano de saúde bom ou muito bom

Unidades da FederaçãoGoiás
Pessoas que avaliam seu plano de saúde como bom ou muito bom (%)71,4
Pessoas que têm algum plano de saúde (médico ou odontológico) (%)27,7
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como bom ou muito bom (%)29,9
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como regular (%)21,0
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como ruim ou muito ruim (%)22,0

15 – Mato Grosso do Sul – 71,2% avaliam seu plano de saúde bom ou muito bom

Unidades da FederaçãoMato Grosso do Sul
Pessoas que avaliam seu plano de saúde como bom ou muito bom (%)71,2
Pessoas que têm algum plano de saúde (médico ou odontológico) (%)33,9
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como bom ou muito bom (%)35,5
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como regular (%)27,5
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como ruim ou muito ruim (%)31,1

16 – Roraima — 69,5% avaliam seu plano de saúde bom ou muito bom

Unidades da FederaçãoRoraima
Pessoas que avaliam seu plano de saúde como bom ou muito bom (%)69,5
Pessoas que têm algum plano de saúde (médico ou odontológico) (%)8,9
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como bom ou muito bom (%)9,9
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como regular (%)6,7
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como ruim ou muito ruim (%)2,6

17 – Amapá – 68,7% avaliam seu plano de saúde bom ou muito bom

Unidades da FederaçãoAmapá
Pessoas que avaliam seu plano de saúde como bom ou muito bom (%)68,7
Pessoas que têm algum plano de saúde (médico ou odontológico) (%)12,5
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como bom ou muito bom (%)13,5
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como regular (%)10,2
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como ruim ou muito ruim (%)7,2

18 – Sergipe – 67,6% avaliam seu plano de saúde bom ou muito bom

Unidades da FederaçãoSergipe
Pessoas que avaliam seu plano de saúde como bom ou muito bom (%)67,6
Pessoas que têm algum plano de saúde (médico ou odontológico) (%)19,3
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como bom ou muito bom (%)21,4
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como regular (%)15,1
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como ruim ou muito ruim (%)12,6

19 – Espírito Santo – 67,2% avaliam seu plano de saúde bom ou muito bom

Unidades da FederaçãoEspírito Santo
Pessoas que avaliam seu plano de saúde como bom ou muito bom (%)67,2
Pessoas que têm algum plano de saúde (médico ou odontológico) (%)27,7
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como bom ou muito bom (%)30,4
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como regular (%)18,6
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como ruim ou muito ruim (%)21,0

20 – Bahia – 66,5% avaliam seu plano de saúde bom ou muito bom

Unidades da FederaçãoBahia
Pessoas que avaliam seu plano de saúde como bom ou muito bom (%)66,5
Pessoas que têm algum plano de saúde (médico ou odontológico) (%)17,9
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como bom ou muito bom (%)20,0
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como regular (%)14,5
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como ruim ou muito ruim (%)7,8

21 – Paraíba – 65,6% avaliam seu plano de saúde bom ou muito bom

Unidades da FederaçãoParaíba
Pessoas que avaliam seu plano de saúde como bom ou muito bom (%)65,6
Pessoas que têm algum plano de saúde (médico ou odontológico) (%)13,9
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como bom ou muito bom (%)15,0
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como regular (%)11,7
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como ruim ou muito ruim (%)10,5

22 – Alagoas – 65,1% avaliam seu plano de saúde bom ou muito bom

Unidades da FederaçãoAlagoas
Pessoas que avaliam seu plano de saúde como bom ou muito bom (%)65,1
Pessoas que têm algum plano de saúde (médico ou odontológico) (%)13,4
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como bom ou muito bom (%)14,8
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como regular (%)11,7
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como ruim ou muito ruim (%)7,4

23 – Pernambuco – 64,6% avaliam seu plano de saúde bom ou muito bom

Unidades da FederaçãoPernambuco
Pessoas que avaliam seu plano de saúde como bom ou muito bom (%)64,6
Pessoas que têm algum plano de saúde (médico ou odontológico) (%)19,6
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como bom ou muito bom (%)22,4
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como regular (%)13,9
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como ruim ou muito ruim (%)13,1

24 – Ceará – 64% avaliam seu plano de saúde bom ou muito bom

Unidades da FederaçãoCeará
Pessoas que avaliam seu plano de saúde como bom ou muito bom (%)64,0
Pessoas que têm algum plano de saúde (médico ou odontológico) (%)15,6
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como bom ou muito bom (%)18,3
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como regular (%)10,2
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como ruim ou muito ruim (%)5,4

25 – Acre – 62,1% avaliam seu plano de saúde bom ou muito bom

Unidades da FederaçãoAcre
Pessoas que avaliam seu plano de saúde como bom ou muito bom (%)62,1
Pessoas que têm algum plano de saúde (médico ou odontológico) (%)7,3
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como bom ou muito bom (%)8,0
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como regular (%)5,9
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como ruim ou muito ruim (%)4,5

26 – Maranhão – 57,7% avaliam seu plano de saúde bom ou muito bom

Unidades da FederaçãoMaranhão
Pessoas que avaliam seu plano de saúde como bom ou muito bom (%)57,7
Pessoas que têm algum plano de saúde (médico ou odontológico) (%)6,9
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como bom ou muito bom (%)9,1
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como regular (%)4,5
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como ruim ou muito ruim (%)0,9

 

27 – Tocantins – 49,3% avaliam seu plano de saúde bom ou muito bom

Unidades da FederaçãoTocantins
Pessoas que avaliam seu plano de saúde como bom ou muito bom (%)49,3
Pessoas que têm algum plano de saúde (médico ou odontológico) (%)11,2
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como bom ou muito bom (%)12,9
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como regular (%)7,3
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como ruim ou muito ruim (%)6,3

Brasil — 72,1% avaliam seu plano de saúde bom ou muito bom

Brasil
Pessoas que avaliam seu plano de saúde como bom ou muito bom (%)72,1
Pessoas que têm algum plano de saúde (médico ou odontológico) (%)27,9
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como bom ou muito bom (%)31,3
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como regular (%)19,1
Pessoas com plano que avaliam seu estado de saúde como ruim ou muito ruim (%)13,8

 

Plano de saúde com carência zero


Servidores têm até amanhã para aderirem a um plano de saúde com carência zero

Os servidores municipais têm até esta quinta-feira (20), para aderirem a um plano de saúde com carência zero conveniado com a Prefeitura de Cuiabá. Os interessados podem se dirigir ao auditório do Palácio Alencastro ou solicitar uma visita das empresas parceiras ao seu local de trabalho, através da Secretaria Municipal de Gestão.

“É importante salientar para os profissionais que a oportunidade é valiosa. Após esta data, a adesão ao benefício permanece, mas contará com carência, além do contato com a empresa não ser mais intermediado por nós. Os interessados terão que contatar as responsáveis pelos planos de saúde diretamente, o que torna o processo mais demorado”, revela Kelly Sabrina, diretora especial de Desenvolvimento e Desempenho Profissional do município.

São duas operadoras de planos de saúde à disposição dos servidores, a All Care, responsável pela Agemed e a Aliança, que fica a cargo da Unimed. Ambas disponibilizam opções com valores especiais, planos de saúde 40% mais baratos em relação aos preços tabelados ofertados ao público geral.

“Já tivemos um retorno positivo quando estendemos o prazo para adesões e agora é a hora para o servidor finalizar seu contrato e desfrutar desde já os benefícios ofertados por essa parceria”, conta Charles Lindberg, gerente comercial da All Care. Além disso, o intermédio da prefeitura torna o processo mais ágil, “eliminando algumas etapas comuns para os demais clientes. Elas foram abreviadas para atender às necessidades do servidor de forma imediata”, conclui Rosana da Silva Ferreira, analista de negócios da Aliança.

Planos de saúde em nível nacional


Piauí é segundo colocado na avaliação de planos de saúde em nível nacional

O serviço oferecido pelos planos recebeu classificação acima da média brasileira

Pagar por um plano de saúde – médico ou odontológico – privado é a opção escolhida por 27,9% dos brasileiros. Os dados, referentes ao ano de 2013, são da Pesquisa Nacional de Saúde realizada pelo IBGE. Ainda segundo a pesquisa, os planos de saúde do Piauí são o segundo colocado na avaliação de planos de saúde em nível nacional, na avaliação feita pelos usuários, ficando atrás somente de Minas Gerais.

Dentre o percentual de 11,8% da população piauiense que possui algum plano, cerca de 75,4% classifica o serviço oferecido como bom ou muito bom. O número no Estado é acima da média nacional, em que 72,1% considera o plano de saude escolhido bom ou muito bom, e ainda da média regional, considerando apenas os estados nordestinos.

O índice no Piauí fica a frente de estados como Santa Catarina e Rio Grande do Sul e quase 30 pontos percentuais a mais que o Tocantins, cujo planos de saúde receberam a pior classificação. Além de ser o único Estado do Nordeste a estar entre os cinco que tiveram as melhores avaliações.

“O Piauí e, especialmente, Teresina possui um polo de saúde que é referência regional e nacional. O resultado demonstrado na pesquisa é consequência e reconhecimento do comprometimento que nós temos com a saúde no nosso Estado”, destacou o diretor do Uniplam, Ney Paranaguá.

Além da avaliação quanto aos serviços ofertados pelos planos, os dados da pesquisa mostram como os brasileiros enxergam o estado de saúde. Enquanto a média nacional indica que 31,3% da população do país consideram ter a saúde boa ou muito boa, apenas 14,8% dos piauienses fazem a mesma análise.

Cartilha da ANS auxilia consumidor na escolha do plano de saúde adequado

A escolha de um plano de saúde não é uma tarefa tão simples quanto se pensa. O consumidor deve considerar o serviço mais adequado ao perfil. Para auxiliar nessa seleção, quanto mais informações o usuário dispor, menores são as chances de arrependimento ou aborrecimentos com o plano escolhido.

Buscando orientar os clientes na obtenção desses dados para adquirir o plano de saúde mais adequado às necessidades, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) lançou a cartilha “Plano de Saúde”. Por meio de perguntas básicas, como o tipo de contratação desejado, a cartilha conduz ao serviço que atende plenamente aos desejos do consumidor.

Segundo o diretor-executivo do Uniplam, Adalton Sena, a cartilha é fundamental ao nortear o usuário para uma escolha consciente e sem prejuízos a longo prazo. “A iniciativa da ANS em disponibilizar essas informações e guiar o cliente é de importância incalculável. A cartilha facilitará e agilizará uma busca, que poderia ser cansativa e resultaria em uma escolha malfeita por parte do cliente. Além de contribuir para a atuação dos planos de saúde”, ressaltou.

Os preços dos planos de saúde no Brasil

Os preços dos planos de saúde individuais e familiares podem variar entre 60 reais e 1.813 reais por mês nas operadoras de grande porte, com mais de 100 mil beneficiários. É o que apontam dados divulgados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

O plano de saude individual é o único tipo de plano que pode ser contratado pelo consumidor particularmente. Já os planos coletivos por adesão só aceitam clientes vinculados a uma associação profissional, sindicato ou órgão equivalente e os planos de saúde para empresas só podem ser contratados por empregados de empresas que ofereçam o benefício.

O tíquete médio dos planos individuais oferecidos por cada operadora de planos de saúde passou a ser divulgado pela ANS no último boletim de Dados Integrados de Qualidade Setorial, disponível no site da agência reguladora.

A entidade não divulga o tíquete médio de planos de saúde individuais de todas as operadoras, mas as empresas que tiveram a informação listada são responsáveis por 72% dos beneficiários de planos de saúde no país, o que torna a amostra representativa. A ANS opta por não incluir os dados das operadoras cujos dados são considerados inconsistentes e daquelas que estão em fiscalização.

Comparar os preços dos planos de saúde pode ajudar o consumidor a economizar e planejar o orçamento para acomodar a despesa, que aumenta conforme a idade do beneficiário

No entanto, o custo não deve ser o único fator analisado pelo consumidor na hora de contratar um plano. Extensão da cobertura, qualidade da rede credenciada e atendimento da operadora também devem fazer parte da decisão

Veja a seguir quanto custam, em média, os planos de saúde individuais oferecidos por operadoras com mais de 100 mil beneficiários no país.  As Unimeds de diferentes regiões aparecem separadas na lista porque, mesmo fazendo parte de uma cooperativa, suas unidades são autônomas:

Preços dos planos de saúde

Plano de saúdePreço médio de plano individual por mêsQuantidade de planos individuais em comercialização
OmintR$ 1.813,8412
VitallisR$ 603,6611
Prevent Senior PrivateR$ 367,594
Central Nacional UnimedR$ 354,8415
Unimed NatalR$ 341,2914
Unimed de SantosR$ 323,235
Unimed de João PessoaR$ 316,486
Unimed de FortalezaR$ 315,2220
Unimed de Juiz de ForaR$ 310,8713
Centro Clínico GaúchoR$ 307,4716
Unimed VitóriaR$ 306,652
Unimed CuritibaR$ 300,3110
Unimed Norte/NordesteR$ 296,055
AmilR$ 288,989
Unimed de Ribeirão PretoR$ 288,779
Unimed MaceióR$ 286,4019
Unimed Campo GrandeR$ 284,4815
Unimed UberlândiaR$ 279,349
Unimed de Santa CatarinaR$ 274,3626
Unimed do ParanáR$ 271,213
Unimed Grande FlorianópolisR$ 269,3225
Unimed São GonçaloR$ 268,3116
Unimed CuiabáR$ 264,8310
Grupo Hospitalar do Rio de JaneiroR$ 262,4956
Unimed Nordeste RSR$ 257,3415
Unimed de BlumenauR$ 252,8318
Unimed GoiâniaR$ 244,4311
Unimed CampinasR$ 239,1816
SeisaR$ 234,993
Santa HelenaR$ 232,265
Associação do plano de saúde da Santa Casa de SantosR$ 219,898
Unimed Belo HorizonteR$ 209,0111
Unimed de LondrinaR$ 207,6119
Unimed Vale do Taquari e Rio PradoR$ 205,3611
SobamR$ 201,8810
Unimed de PiracicabaR$ 196,925
Unimed JundiaíR$ 193,018
Unimed São José do Rio PretoR$ 191,586
Samp Espírito SantoR$ 184,228
Unimed MaringáR$ 181,0112
São FranciscoR$ 172,4234
Fundação São Francisco XavierR$ 162,288
MedisanitasR$ 158,604
BiovidaR$ 152,4516
Unimed DivinópolisR$ 146,1113
Clinipam Clínica ParanaenseR$ 132,1011
Hapvida Assistência MédicaR$ 61,0576

Fonte: ANS

A lista considera apenas os planos de saúde de maior porte, com cobertura nacional ou regional, e que atualmente comercializam planos de saúde individuais – razão pela qual a SulAmérica e a Bradesco Saúde não foram incluídas.

Entre as operadoras de planos de saúde com mais de 1 milhão de beneficiários, apenas a Amil, a Central Nacional Unimed e a Hapvida comercializam planos individuais.

Apesar de prever duas formas de contratação de planos de saúde: individual e coletivo, a lei não obriga as operadoras a comercializarem os dois tipos de produtos.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC), as opções de planos de saúde individuais disponíveis no mercado podem ser ainda menores.

Pesquisa recentemente divulgada pela associação aponta que 50% dos planos de saúde individuais e familiares com cobertura completa (ambulatorial, hospitalar e obstetrícia) que são oferecidos pelas dez maiores operadoras de cada estado não são comercializados pelas operadoras de saúde, apesar de estarem registrados na ANS.

O IDEC também verificou no levantamento que, entre as 26 capitais estaduais e Brasília, em cinco delas não há qualquer opção de plano individual dentro das características pesquisadas (Belo Horizonte, Macapá, Salvador, São Luís e Vitória). Em outras 11 capitais, somente uma operadora – a Unimed – comercializa planos de saúde individuais com essas características.

O levantamento foi feito entre os dias 18 de maio e 2 de junho. O IDEC consultou os dados do Guia ANS e, posteriormente, os confrontou com as informações fornecidas pelo atendimento telefônico das operadoras.

A ANS contesta o resultado da pesquisa do IDEC, ao apontar que, das 1.199 operadoras de planos de saúde com registro ativo no país, 78% possuem planos individuais registrados para comercialização.

Caso um beneficiário tente contratar um plano de saúde incluído no Guia da ANS e a operadora informar que ele não é mais comercializado, a ANS orienta que o problema seja relatado à agência pois a prática pode ser considerada um indício de infração.

Escassez de planos individuais prejudica o consumidor

A escassez de planos de saúde individuais é prejudicial ao consumidor, já que esse tipo de plano é o único que tem percentual máximo de reajuste de preço definido pela ANS. Esse tipo de plano também é o único que impede que a operadora rescinda o contrato por vontade própria – salvo em caso de fraude ou falta de pagamento.

Joana Cruz, advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) aponta que, como nos contratos coletivos por adesão esses pontos não são regulados, há maior liberdade para impor aumentos na mensalidade e dispensar o consumidor quando ele está doente ou idoso, o que traz insegurança financeira aos beneficiários.

Outra desvantagem é que, quanto menor a oferta de planos individuais no mercado, menor é a concorrência entre as empresas, o que pode elevar os preços cobrados pelos serviços.

A ANS afirma, em nota, que a disponibilidade de planos de saúde para comercialização no mercado, inclusive por faixas de preço, extrapola o seu poder de atuação e regulação. Os tipos de planos à venda podem ser definidos livremente por cada operadora, desde que sejam respeitadas as leis que regulamentam cada categoria de plano.

Mesmo que os reajustes de preços em planos coletivos por adesão dependam de negociações entre associações com as operadoras de saúde, a ANS aponta que monitora esses reajustes. Caso a operadora não informe o reajuste praticado, ou haja denúncia de aplicação de reajuste diferentes do informado à ANS ou previsto em contrato, as operadoras podem ser penalizadas, diz a agência.

Planos de saúde e o envelhecimento


Planos de saúde e o envelhecimento e sustentabilidade

Como irá evoluir o sistema de saúde suplementar (planos de saúde) em um cenário de envelhecimento da população e em um sistema mutualista em que os mais jovens acabam subsidiando os mais idosos? Maior liberdade na precificação de risco de planos de saúde é uma saída desejável ou uma ameaça aos clientes de mais idade?

Quando chegarmos lá, o grupo de  idosos de 60 anos ou mais será maior que o conjunto de crianças com até 14 anos. Em 2055, a representatividade da terceira idade na população será maior que a de crianças e jovens com até 29 anos. Se essa mudança do perfil demográfico representa melhorias na expectativa de vida, significa também um enorme desafio para a  sustentabilidade dos sistemas de financiamento  que dependem de repartição simples, como a Saúde Suplementar (planos de saúde).

O sistema de planos de saúde é um sistema mutualista em que as mensalidades pagas pelo conjunto dos clientes de uma determinada carteira em um determinado mês financiam as despesas de saúde desse mesmo grupo naquele mesmo mês. Esse sistema difere de um sistema de capitalização aonde o indivíduo poupa ao longo do tempo para financiar suas próprias despesas no futuro. Dessa forma, jovens, idosos, atletas, fumantes, doentes crônicos, mulheres e homens pagam solidariamente pela manutenção do modelo que garante atenção à saúde de quem precisa. É fácil notar, portanto, que o sistema de planos de saúde depende que pessoas com probabilidades distintas de usar os serviços médicos, sustentem o sistema como um todo.

Quando a percepção de cada indivíduo é a de que está pagando mais do que “deveria” para o seu perfil de risco existe uma tendência desse indivíduo sair do plano. Da mesma forma, ao perceber que a mensalidade é “baixa” comparada a seu próprio risco de realizar consultas, exames e cirurgias, há uma tendência a que mais e mais pessoas com alto risco de uso busquem entrar no plano. O resultado disso é o que os economistas chamam de seleção adversa , que é agravada pelo fato de que o conhecimento do real “risco” de usar os serviços é detido em boa parte apenas pelo próprio indivíduo (assimetria de informação).

Esse problema de descompasso entre risco e mensalidade pode ser corrigido por uma precificação correta dos riscos, ou seja, que quem tem mais risco paga mais e que quem tem menos risco paga menos. De certa forma o mercado já trabalha com essa lógica estabelecendo preços diferenciados por faixa etária. Essa lógica econômica esbarra, no entanto, em um outro problema. Se essa possibilidade de precificação do risco não possui limites há uma tendência que algumas operadoras de planos de saúde precifiquem a mensalidade de clientes de maior risco muito acima do valor que tornaria justa a relação risco-mensalidade, com a única intenção de expulsar esse cliente. Tal comportamento, inverte a lógica da seleção adversa e permite o que os economistas chamam de cream skimming, ou seja, ficar só com a “nata”, que é o risco bom: clientes que pagam e quase nunca usam.

Para tentar solucionar esses dois problemas, que são faces de uma mesma moeda, a regulação federal brasileira regula a precificação de risco por parte das operadoras estabelecendo faixas de preço por idade. A precificação por idade possui um conjunto de limites entre as quais o que não permite diferenças de mais de 6 vezes entre os preços das faixas de crianças e idosos. Ou seja, se o preço da mensalidade para a faixa de 0 a 18 anos é R$100,00 o máximo cobrado para última faixa é de R$600,00 dentro de um mesmo produto. Além da regulação específica há ainda limitações feitas pelo estatuto do idoso  que não permitem aumentos de preços de mensalidades por faixa etária depois dos 60 anos.

A regulação evoluiu ainda quando permitiu bonificações (descontos nas mensalidades) para beneficiários que participam de programas de prevenção de saúde. Isso é um reconhecimento claro  pelo órgão regulador de que outros fatores que não só a idade, nesse caso o comportamento  do indivíduo, podem e devem ser precificados corretamente. No entanto, em que pese tenha havido evoluções importantes, a mudança do perfil etário impõe nova análise e certamente novas regras.

Não há dúvidas que com o envelhecimento da população e com mais pessoas utilizando os serviços de saúde, o custo total a ser dividido entre os beneficiários da carteira – e pago na forma de mensalidades – irá aumentar. Com o envelhecimento da população e uma expectativa de vida mais alta a tendência é que o uso dos serviços de saúde aumente e o custo assistencial médio (custo por beneficiário) suba. Se nada mudar na possibilidade de precificar esse novo perfil de risco das carteiras, a tendência é que esse aumento do custo onere desproporcionalmente os mais jovens e os mais sadios que não verão mais vantagem em se manter no plano de saúde. A saída desses beneficiários de risco baixo faz com que mais uma vez o custo assistencial médio suba gerando uma nova rodada de aumentos desproporcionais de mensalidade e de saída de pessoas de baixo risco. No limite quebra-se o conceito de mutualismo e o mercado se desfaz. Como evitar esse colapso do mercado no futuro? Como garantir, ao mesmo tempo, que idosos que perdem renda depois da aposentadoria, possam continuar pagando as mensalidades de seus planos de saúde? Esse é certamente um dos maiores desafios da regulação do setor de planos de saúde e precisa ser endereçado com urgência.

Texto escrito por:
Bruno Sobral
Ex-diretor da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e sócio da Salus Serviços de Inteligência.

 

Contratação de planos de saúde cresce


Contratação de planos de saúde cresce 1% em junho sobre junho de 2014, diz o IESS

Foram 50,5 milhões de planos de saúde contratados ao final do primeiro semestre de 2015.

SÃO PAULO – O total de contratação de planos de saúde cresce 1% em junho na comparação com junho de 2014. Segundo levantamento do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), eram 50,5 milhões de planos de saúde contratados ao final do primeiro semestre de 2015. Na comparação com o trimestre findo em março não houve variação no número de vínculos em relação ao período de abril a junho.

Em planos de saúde empresariais, com 33,60 milhões de beneficiários, o número apresentou estabilidade em relação ao trimestre anterior e alta de 1,4% na comparação anual. Com 9,81 milhões de vínculos, os planos de saúde individuais registraram queda de 0,3% na variação de 12 meses e de 0,1% em comparação ao trimestre anterior. Em junho, os planos coletivos por adesão registraram 6,77 milhões de beneficiários, alta de 2,2% na variação de 12 meses, e de 0,5% em relação ao trimestre anterior.

“Temos acompanhado de perto a contratação dos planos de saúde para empresas, que respondem por mais de 66% vínculos médico-hospitalar, porque as demissões podem resultar em queda de volume de beneficiários. Felizmente, isso ainda não aconteceu”, afirma Luiz Augusto Carneiro, superintendente-executivo do IESS. As informações do boletim do IESS se baseiam em dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Plano de saúde para funcionário

Governo quer derrubar PEC que obriga patrão a pagar plano de saúde para funcionário

Segundo Ministro da Saúde, texto favorece interesses econômicos contrários aos da maioria da sociedade brasileira

O Ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse que o governo vai se esforçar ao máximo para derrubar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 451. Segundo ele, o texto favorece interesses econômicos contrários aos da maioria da sociedade brasileira. A PEC, que obriga empregadores a pagar planos de saúde a todos os empregados, é de autoria do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e está na Comissão de Constituição e Justiça.

“Nós lutaremos com toda força para que a PEC 451, que faz um verdadeiro retrocesso em relação às conquistas que nós tivemos, ao afirmar que a saúde é um direito de todos e dever do estado, acabando com a figura do indigente na área da saúde, não passe [no Congresso Nacional]”, disse Chioro, durante a abertura do 11º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva. Ele ressaltou que o governo vai mobilizar todas as forças para que a proposta que obriga patrão a pagar plano de saúde para funcionário não passe na Câmara.

O projeto de Cunha altera o Artigo 7º da Constituição Federal, obrigando o patrão a pagar plano de saúde para funcionário, a todos funcionários, urbanos, rurais, domésticos ou não. Para justificar a proposta, o autor usa o artigo da constituição que diz que a saúde é direito de todos.

Para Chioro, mesmo que o Artigo 196 da Constituição continue determinando que a saúde é direito de todos e dever do Estado, a aprovação do projeto leva a população a “perder a conquista que significou o sistema universal de saúde”.

O presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), Luis Eugenio de Souza, relembrou que, antes da criação do Sistema Único de Saúde (SUS), quem tinha emprego formal pagava a Previdência e tinha direito à assistência pelo Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (Inamps). “Quem não tinha trabalho formal usava o sistema filantrópico, outras alternativas. Os SUS acabou com isso.”

“[Com a proposta], acaba o SUS”, concluiu Jarbas Barbosa, presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que foi por cerca de oito anos secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.

A PEC 451 é um dos temas em discussão no Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, conhecido como Abrascão, que ocorre em Goiânia até o próximo sábado (1º). O debate é promovido a cada três anos e sedia a assembleia geral da Abrasco. Financiamento do SUS, humanização dos partos, o Programa Mais Médicos e saúde do idoso estão entre os assuntos a serem abordados.

Este ano a Universidade Federal de Goiás (UFG) recebe o evento. O Abrascão reúne pesquisadores brasileiros e estrangeiros e autoridades em atividades sobre diversos temas, propostas e acontecimentos relacionados à saúde, ciência, tecnologia e inovação, educação e sociedade.


 

Plano de saúde para funcionário

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Intermédica compra Santamália

Intermédica compra Santamália, trata-se da primeira aquisição da Intermédica, vendida em fevereiro do ano passado para a gestora americana de private equity Bain Capital por quase R$ 2 bilhões

A Intermédica fechou a compra de 100% da operadora de planos de saúde Santamália que conta com 258,5 mil usuários, além de 17 clínicas, cinco pronto-socorros e dois hospitais próprios em São Paulo.
Trata-se da primeira aquisição da Intermédica, vendida em fevereiro do ano passado para a gestora americana de private equity Bain Capital por quase R$ 2 bilhões. A compra da Santamália está alinhada à estratégia da Bain Capital que é usar a Intermédica como plataforma de expansão no mercado brasileiro de saúde. “A Santamália tem um modelo de negócio similar e complementar ao nosso”, disse Irlau Machado, presidente da Notre Dame Intermédica, que não revelou o valor da operação. Os pronto-socorros e a maior parte dos centros clínicos da Santamália ficam na região do ABC Paulista, onde a Intermédica tem poucas unidades.

Em 2014, a Santamália registrou receita de R$ 320 milhões, o que representa um crescimento de 12,7% em relação a 2013. No entanto, a empresa apurou um prejuízo de R$ 14,3 milhões no ano passado. Em 2013 havia tido lucro líquido de R$ 2,7 milhões.
Essa reversão no resultado ocorreu porque os custos médicos cresceram em proporção superior à receita – esta taxa de sinistralidade aumentou 5,2 pontos percentuais para 87,5% em 2014, patamar alto para uma operadora com uma rede verticalizada. A sinistralidade foi “impactada pelo aumento nos custos dos ambulatórios próprios, reajuste nos honorários médicos, ampliação do rol de procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e aumento nos indicadores de utilização”, segundo informações publicadas no balanço da Santamália.

Na Intermédica, a taxa de sinistralidade é inferior a 80%. A previsão é que neste ano sua receita atinja R$ 3,1 bilhões, alta de 20% em relação a 2014, o que faz o grupo ir na contramão do setor que prevê uma retração devido ao cenário macroeconômico.
No primeiro semestre, a Intermédica conquistou 500 mil novos clientes que migraram para um convênio médico com custo menor.

Hoje, a carteira da Intermédica tem 3 milhões de clientes, sendo 1,8 milhão de usuários de convênios médicos e o restante de planos odontológicos.
Sob nova gestão, a Intermédica está passando por uma forte reestruturação. A seguradora Notre Dame foi incorporada à Intermédica para que fossem criadas novas modalidades de planos com rede própria aos clientes da seguradora. Antes, havia uma limitação na oferta de produtos porque uma seguradora não pode ser dona de hospitais, clínicas ou laboratórios.
A Intermédica está investindo até o próximo ano R$ 140 milhões para reformar e modernizar sua rede própria, formada por 54 clínicas e 11 pronto-socorros, sendo que oito deles são hospitais.

Plano de saúde após demissão

Funcionários têm direito ao plano de saúde após demissão

Benefício vai de seis meses a dois anos e funcionário tem que ter contribuído mensalmente com o plano para ter direito ao plano de saúde após demissão. Em junho, 100 mil pessoas foram demitidas.


No mês passado, mais de 100 mil pessoas perderam o emprego. Gente que, de uma hora para outra, se viu sem trabalho, sem salário e sem alguns benefícios, como o plano de saúde. O que muita gente não sabe, é que funcionários tem direito ao plano de saúde após demissão.

Desde que o funcionário tenha sido demitido sem justa causa e que ele contribuísse mensalmente com o plano. Vale a pena porque ele não precisa começar um plano de saúde novo, com carências nova.
Quem vai para porta do pronto socorro de um hospital público sabe que vai enfrentar fila. E, muitas vezes descobre que elas estão ainda maiores. “Uma média de dois a três meses e agora, está de uns seis a sete meses que está essa espera”, afirma o técnico em informática Felipe Reis.

O representante comercial Nilton Patrício do Nascimento descobriu isso há 10 anos, quando foi demitido de um emprego e teve que recorrer ao SUS. “Não tive condição de pagar plano, nem fazer particular. Uma sensação muito ruim. Você fica assim sem saber o que fazer”, diz.
Perder o emprego e ficar sem o salário e, ao mesmo tempo, sem o plano de saúde dá um desespero. E se alguém fica doente na família? E se um filho fica doente? Essa situação foi entendida pelas autoridades e motivou uma resolução da Agência Nacional de Saúde. Há quase 20 anos, em algumas situações, é direito do ex-empregado manter o plano de saúde após demissão durante algum tempo.
A regra existe desde 1998. Todo funcionário que é demitido, sem justa causa, tem direito de manter o plano de saúde após demissão por um determinado tempo, desde que tenha contribuído mensalmente com parte da fatura do plano.
Esse benefício vai de seis meses a dois anos e varia de acordo com o tempo de permanência no plano. O funcionário demitido é quem decide se mantém ou não o benefício, porque se aceitar, ele assume o valor integral da mensalidade.

 

Passa a pagar a parte que já contribuía e a parte que era responsabilidade da empregadora.
A advogada explica que o trabalhador tem 30 dias para decidir e que a opção tem que ser apresentada em um formulário na hora de assinar a demissão. Se ele perder o prazo porque não foi avisado, pode ir à Justiça. “Tem que procurar a empresa e pedir a concessão do benefício e manter o plano de saúde após demissão. Se mesmo assim, a empresa não oferecer o plano de saúde, ele pode entrar na Justiça para exigir a manter o plano de saúde após a demissão pelo período previsto em lei”, explica.
O tradutor Frank Bouer ainda tem o plano de saúde empresarial da  empresa onde trabalhava. A demissão, no ano passado foi um susto. Casado e com duas filhas, uma delas ainda bebê, ficou sem salário de uma hora para outra. Não podia ficar sem plano de saúde também. “Dá uma segurança porque a gente tem tempo de saber como procurar, como seguir, a gente não fica sem essa cobertura logo quando a gente está mais precisando disso”, afirma.
Assim que a pessoa consegue um emprego, automaticamente, ela perde a extensão do prazo do plano de saúde. Mas, provavelmente, ela já vai ter o plano de saúde da nova empresa.

Como escolher plano de saúde

Cartilha orienta consumidores como escolher plano de saúde mais adequado ao consumidor.

A Agência Nacional de Saúde (ANS) lançou nesta quarta-feira (15) uma cartilha para ajudar quem quer contratar um plano saúde. O material explica quais são os tipos de planos saúde e as especificidades de cada um, o que ajuda a como escolher plano de saúde mais adequado. São abordados aspectos relativos à abrangência geográfica, segmentação, cobertura e rede de prestadores, os tipos de acomodação em caso de internação e regras de reajuste.

“Entender como funcionam os planos de saúde é o primeiro passo para que o consumidor faça a escolha mais acertada em relação ao que espera e precisa desse serviço. A cartilha que estamos lançando é um material objetivo, de fácil leitura e bastante completo, abrangendo as informações mais importantes sobre o tema”, destaca o gerente-geral de Regulação da Estrutura de Produtos da ANS, Rafael Vinhas. “Com isso, estamos fortalecendo o poder de escolha do consumidor”, completa.

A cartilha explica que tipo de plano o consumidor pode escolher; onde ele pode ser atendido e por quais profissionais (área de abrangência e rede de prestadores); que tipo de atendimento é ofertado (segmentação assistencial e cobertura); quais os tipos de acomodação em caso de internação; e regras de reajuste.

O material também tem um infográfico que mostra quais as principais características dos planos de saúde individual/familiar, coletivos por adesão e coletivos empresariais quanto ao tipo de adesão, carência, rescisão, cobertura e cobrança. Dessa forma, o consumidor consegue visualizar facilmente as diferenças entre cada modalidade.

Baixe a Cartilha – Como Escolher Plano de Saúde

 

Plano de saúde empresarial adequado a sua empresa

Como fazer para que o plano de saúde não pese no caixa da empresa

Desafio é escolher plano que satisfaça os colaboradores e se encaixe no orçamento das organizações


O benefício saúde é um dos itens que mais pesa nos custos de uma empresa, por isso é preciso ter muito cuidado na hora de contratar ou trocar de plano de saúde empresarial. Além da escolha do plano de saúde empresarial adequado, é preciso investir em campanhas para incentivar os colaboradores a usá-lo de forma consciente.

“O primeiro passo para escolher o plano de saúde adequado a sua empresa é conhecer o perfil de seus colaboradores em detalhes. Esses dados ajudarão a escolher o plano de saúde empresarial adequado, além de contribuir para a empresa desenvolver ações focadas em promoção da saúde”.

Ao planejar a aquisição de um plano de saúde empresarial adequado ou mesmo a migração do benefício para outra empresa, é preciso fazer uma análise contemplando diversos itens. São eles:

– Tipo de operação (seguradoras, medicinas de grupo, empresas de auto-gestão ou cooperativas)
– Reputação na Agência Nacional de Saúde (ANS)
– Abrangência e qualidade da rede credenciada
– Valor do reembolso
– Políticas para tratamento de doenças pré-existentes, como câncer, doenças crônicas e autoimune

É preciso analisar bastante antes de definir o formato de contratação do plano de saúde empresarial adequado, levando em consideração o impacto de cada modelo. Por exemplo, o plano contributário, que tem desconto parcial do valor na folha de pagamento, pode reduzir o custo à primeira vista, mas implica ao empregador oferecer a continuidade do benefício no caso de demissão sem justa causa ou aposentadoria”. “No médio e longo prazos, isso poderá gerar um passivo para a empresa e necessidade de provisionamento, com impacto direto no caixa”.​​

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Uma vez contratado o plano, a empresa precisa investir em um trabalho de conscientização sobre sua utilização. O uso inadequado do benefício eleva a sinistralidade e, consequentemente, o valor da mensalidade. “O foco tem que ser na saúde, e não na doença. Ou seja, além de investir em programas de prevenção contra doenças, é preciso manter o colaborador com hábitos saudáveis”.

Outro ponto é conscientizar que apesar do benefício ser coletivo, o mau uso individual traz impacto para o próprio colaborador. “A utilização errada encarece o plano de saúde empresarial. As pessoas não compreendem, ou talvez não se importem, que o plano pertence a uma grande comunidade e que a ação delas prejudica ao outro e a si mesmas”.

Estudo conduzido pela AzimuteMed em uma carteira empresarial com 2.350 vidas revela que 13,55% usam o plano de saúde empresarial de forma abusiva, o que gera um sinistro anual por pessoa no valor de R$ 2.677,71, quando a média do mercado gira em torno de R$ 906,96. Por outro lado, 13% não utilizam o plano de saúde, o que indica total ausência de ações de prevenção nesse grupo. A pesquisa foi feita entre maio de 2012 e abril de 2013, em uma população com 1.183 homens e 1.167 mulheres. Do total, 28.06% são titulares do plano de saúde empresarial e o restante é dependente.

A alta sinistralidade também está presente entre os doentes crônicos, portadores de doenças como diabetes e hipertensão, e que representam 14% da população. A média anual de gasto por vida gira em torno de R$ 2.480,42.

Cesáreas nos planos de saúde

Nova regra da ANS dificulta cesáreas nos planos de saúde


São Paulo. As novas regras da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) de estímulo ao parto normal para os associados aos planos de saúde começam a valer hoje e preveem que as operadoras não serão mais obrigadas a pagar por cesarianas desnecessárias. A medida tem gerado dúvidas em gestantes. Em reportagem veiculada ontem, a gestante Virgínia Carvalho, 36, conta que há quatro meses recebeu o aviso de que a obstetra que a acompanhava pelo plano de saúde não poderia mais atendê-la na hora do parto. Cesárea? Só particular, ao custo de R$ 8.000. “Estou ainda sem saber o que fazer”, disse ela, hoje aos sete meses de gravidez.

A medida visa diminuir o número de cesáreas nos planos de saúde – atualmente, esse índice é de 85%. Na rede pública, a taxa é de 40%. Quem prefere a cirurgia, porém, já sente as mudanças. A principal delas se deve à exigência de os médicos preencherem um partograma, que mostra a evolução do trabalho de parto.

O documento será um dos requisitos para que a operadora pague o médico, além de ser um meio de fiscalizar se a cesárea foi feita sem necessidade. Na prática, a medida acaba por barrar cesáreas nos planos de saúde marcadas com antecedência – o que tem afastado médicos dos planos.

Informada pela médica de que, caso quisesse fazer cesárea, só poderia ter atendimento particular, Virgínia cogitou um reembolso da operadora, que negou a possibilidade. Em uma quase “cruzada” pelo atendimento, procurou então a ANS e o Procon, e já planeja recorrer à Justiça.

Entre outras mães, a reclamação é a mesma. “Se antes era difícil encontrar quem fizesse parto normal pelo plano de saúde, agora é difícil encontrar quem faça cesáreas nos planos de saúde”, conta uma professora universitária, que não quis ser identificada. Ela chegou a pensar em parir em um dos hospitais conveniados – até saber que havia apenas um plantonista.

Desistiu da ideia: vai pagar o serviço particular para a equipe da médica que já a acompanhava no pré-natal. “Essa lei foi proposta para dar liberdade à mulher, mas também tira o direito daquela que quer fazer cesárea.”

Para José Hiran Gallo, do Conselho Federal de Medicina, médicos não podem deixar de atender devido à nova regra. “Isso é abominável… Ninguém é obrigado a ficar na operadora, mas também não pode chantagear a paciente. Não dá para penalizar quem está fragilizado”.

Rede de atendimento de planos de saúde aumenta

Rede de atendimento de planos de saúde aumenta quase 34% em cinco anos


Registros de que o crescimento está sendo superior ao número de beneficiários

Levantamento do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) aponta que a rede de atendimento de planos de saúde aumentou cerca de 34% nos últimos cinco anos. Segundo a pesquisa apresentada no boletim Nota de Acompanhamento do Caderno de Informações da Saúde Suplementar, em termos proporcionais, houve um aumento da oferta acima do volume de ingresso de novos vínculos.

Sobre o assunto foi entrevistado  o superintendente executivo do IESS, Luiz Augusto Carneiro. Para ele o crescimento na rede de atendimento de planos de saúde “é bom para os beneficiários, porque eles passam a contar com uma rede maior de atendimento”.

Sobre descredenciamento de médicos, clínicas e hospitais,  Luiz Augusto Carneiro explica que a Agência Nacional de Saúde Suplementar tem normas específicas e bem rígidas para a questão do descredenciamentoda rede credenciada. “Toda vez que a operadora do plano de saúde descredencia um prestador, um hospital ou uma clínica, ela tem que colocar na rede credenciada um outro hospital equivalente. Mas é claro que nem sempre é possível agradar a todos. Às vezes a pessoa está acostumada com aquele hospital, aquela clínica ou com o médico que atende o plano de saúde”, afirma.

Planos de saúde para animais de estimação

Seguradoras apostam em planos de saúde para animais de estimação


Atuam no segmento a inglesa Petplan, especializada em cobertura de cuidados com animais de estimação, e a Porto Seguro, que adicionou a modalidade veterinária ao seu portfólio

SÃO PAULO – O crescimento do mercado pet no Brasil, com um potencial de expansão estimado em 9% neste ano, explica a variedade de produtos e serviços para animais de estimação. Agora é a vez dos planos de saúde para animais. Além da inglesa Petplan, que oferece planos de saúde para animais como cães e gatos, a Porto Seguro lançou a modalidade de planos de saúde para animais neste ano.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), o País responde por 8% do mercado mundial e ocupa a segunda posição no ranking, atrás apenas dos Estados Unidos (30%). O Brasil tem hoje 37,1 milhões de cães e 21,3 milhões de gatos. Dados da ferramenta Pyxis Consumo, do Ibope Inteligência, apontam que o brasileiro deve gastar cerca de R$ 7,9 bilhões com seus bichos neste ano, 9% a mais do que em 2014. O mercado pet nacional faturou R$ 16,2 bilhões no ano passado, resultado 8% acima do alcançado um ano antes. A medicina veterinária responde por 10% dessa receita.

Na visão de Nelo Marraccini, vice-presidente da unidade de comércios e serviços do Instituto Pet Brasil (IPB), os donos estão se mostrando mais dedicados à saúde de seus pets, o que amplia a chance de negócios voltados à planos de saúde para animais darem certo. “A relação entre as pessoas e seus animais de estimação está mais próxima. Hoje se tem a consciência de que é preciso cuidar bem deles”, afirma.

Para ingressar no segmento, a Porto Seguro adquiriu a Health Pet, uma empresa novata que oferecia os planos de saúde para animais em São Paulo e na Baixada Santista. O plano da companhia agora é expandir o serviço para todo o território nacional.

“Estamos finalizando a infraestrutura necessária para atender esse público. Ela já está montada em São Paulo e no litoral Sul. No segundo semestre, vamos montar a rede conveniada no Rio de Janeiro e em outras duas capitais. Em três ou quatro poderemos oferecer esse produto em todo o País”, diz Roberto Santos, diretor geral da Porto Seguro e responsável pelas diretorias de operações de saúde e Health for Pet.

Sem mencionar valores, o executivo afirma que a aquisição foi importante na estratégia para a entrada da companhia no segmento de planos de saúde para animais. “[A Health for Pet] era uma empresa muito nova, então tivemos que trabalhar essa infraestrutura. Tínhamos que entrar nesse mercado de alguma forma e essa aquisição foi a maneira que encontramos”, conta.

Hoje, a Porto Seguro tem 1,2 mil clientes nesse segmento. A previsão é que esse número cresça de forma agressiva nos próximos meses. “Temos 15 milhões de potenciais compradores no Brasil. Ainda é cedo para falar em números, mas devemos dar um pulo no número de vendas a partir do momento em que colocarmos o produto à disposição dos nossos corretores cadastrados, o que deve acontecer nas próximas semanas”, afirma Santos.

Há quatro anos no mercado brasileiro, a inglesa Petplan não encara a entrada de outros players como uma dificuldade. “Acreditamos que a entrada de concorrentes de qualidade seja bastante positiva para o mercado, que passa a ter mais opções de produtos e disseminação do conceito [de planos de saúde para animais]. Quem sai ganhando são os veterinários e consumidores”, afirma Marcello Falco, CEO da Petplan no Brasil.

O executivo diz que a popularização dos planos de saúde veterinários pode ajudar a conter a inflação de produtos e serviços do setor, já que os convênios oferecem exames, consultas e internações com preços mais baixos que os cobrados por clínicas particulares. “A inflação veterinária foi mais alta do que a média inflacionária brasileira nos últimos dez anos pelo IPCA. O seguro saúde acaba por proteger nosso bolso e impulsionar toda a cadeia”, sustenta Falco.

Planos de saúde para animais x particular

Dados do IPB mostram que as opções mais básicas de convênios veterinários cobram em torno de R$ 35 pela cobertura do pet, que inclui atendimento ambulatorial, exames, vacinas e implantação de microchip. Os mais sofisticados podem custar entre R$ 159 e R$ 217, e dão direito também a procedimentos cirúrgicos, internação, reembolso por consultas particulares e até limpeza de tártaro. O valor é o mesmo para cães e gatos e pode variar de acordo com a idade do animal.

Os valores podem valer a pena se comparados aos cobrados em cada procedimento nas clínicas. Segundo um levantamento do IPB, na Zona Leste de São Paulo, por exemplo, o preço médio é de R$ 100. O exame laboratorial sai por R$ 42. Uma cirurgia não custa menos de R$ 450, além da diária de internação, de R$ 750 em média. Os custos levaram em conta os procedimentos para um cachorro da raça labrador, de porte médio, com cerca de um ano e dois meses.

Melhorar atendimento de Planos de Saúde

A Agência Nacional de Saúde Suplementar está com uma consulta pública aberta até domingo (5) com o objetivo de melhorar atendimento de Planos de Saúde. As medidas propostas estabelecem regras e prazos para a prestação de informações.

Sobre o assunto o programa Revista Brasil entrevistou o gerente-geral de Assessoramento e Ajustamento de Consuta da ANS, Rodrigo Aguiar.

Ele explica que entre as mudanças, a minuta sugere que empresas de grande porte passem a oferecer atendimento telefônico ao consumidor durante 24h, sete dias por semana. E que além disso, as operadoras tenham um escritório físico para atendimento presencial. De acordo com o termo, as operadoras deverão fornecer também, no início do atendimento, o número de protocolo da demanda assistencial.

Segundo Rodrigo Aguiar a ANS também está estabelecendo prazo de até cinco dias úteis para que as operadoras respondam aos beneficiários sobre a negativa para a realização de procedimentos ou serviços solicitados, informando detalhadamente o motivo e o dispositivo legal  que o justifica.

Plano de saúde terceiro maior desejo dos brasileiros

Foi apontado o plano de saúde terceiro maior desejo dos brasileiros, perdendo apenas para os itens educação e casa própria. Esta é uma das conclusões de uma pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência a pedido do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS).
Em uma escala de 0 a 5, a nota média dada aos planos de saúde foi de 3,9. Ainda quanto à avaliação dos serviços prestados, de 1.600 beneficiários entrevistados pelo Ibope Inteligência, 1.200 (75%) disseram estar “satisfeitos ou muito satisfeitos” com os serviços, enquanto 288 (18%) afirmaram estar “mais ou menos satisfeitos” e 112 (7%) disseram se sentir “pouco ou nada satisfeitos” quanto a seus planos ou seguro de saúde.
Para Luiz Augusto Carneiro, superintendente-executivo do IESS, “os resultados mostram que os planos de saúde são um elemento-chave na estrutura da saúde do Brasil e que, para a maioria dos beneficiários, têm prestado atendimento adequado”. A pesquisa encomendada pelo IESS revelou que 86% das pessoas ouvidas pretendem “com certeza” ou “provavelmente” permanecer com o plano já contratado.

Os entrevistados apontaram atendimento rápido e de qualidade, praticidade na marcação de consultas e cobertura do plano como principais motivos para a satisfação com o serviço. Para 95% dos consultados, a posse de plano de saúde é essencial.

Plano de saúde terceiro maior desejo dos brasileiros

O Ibope Inteligência ouviu, entre abril e maio de 2015, 3,2 mil pessoas entre beneficiários e não beneficiários em oito regiões metropolitanas do País (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre, Brasília e Manaus). A margem máxima de erro da pesquisa é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.

O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) é uma entidade sem fins lucrativos com o objetivo de promover e realizar estudos sobre saúde suplementar no Brasil.

Unimed planos de saúde lidera

Desde 2004, o Instituto Datafolha realiza uma pesquisa com a população brasileira com exclusividade para a Unimed  planos de saúde com o objetivo de acompanhar a percepção da imagem da marca Unimed frente ao mercado de planos de saúde. São entrevistados homens e mulheres, com 18 anos ou mais, pertencentes a todas as classes sociais, possuidores ou não de planos de saúde. Confira os principais resultados referentes a 2014:


 

Unimed Planos de Saúde

  • A Unimed lidera mercado de planos de saúde brasileiro com 30% de participação. O segundo colocado registrou 7%.
  • Em uma situação hipotética de compra, a Unimed é a marca com maior potencial de mercado.
  • A marca é eleita o melhor plano de saúde por 34% dos brasileiros.
  • Unimed tem aprovação por 78% dos clientes.

A Unimed planos de saúde integra o maior sistema de saúde da América Latina* e, desde o seu início em 1971, aprimora o conceito de assistência médica para uma visão de saúde voltada à melhoria da qualidade de vida. Essa filosofia de trabalho visa, além do tratamento e reabilitação, à prevenção e promoção da saúde de seus clientes.

A UP é uma empresa jovem e experiente. Jovem por estar alinhada com as mais modernas tecnologias de informação e por investir nas pessoas que trabalham na Cooperativa, buscando excelência nos serviços. É também uma empresa experiente, pelos 40 anos de atuação que garantem um alto comprometimento de seus médicos com a prática cooperativista e a saúde.

Desde 2000, a Unimed planos de saúde é gestora do Hospital Unimed Santa Helena, voltado para procedimentos de alta complexidade.

*O Sistema Unimed presta assistência para mais de 16 milhões de clientes e 73 mil empresas em todo País

Unimed Planos de Saúde e o Reconhecimento no mercado

  • Foi eleita pelo 19° ano consecutivo, a marca mais lembrada na pesquisa Top of Mind – categoria Planos de Saúde.
  •  Em agosto de 2012, revista Dinheiro publicou uma edição especial com as 1.000 melhores empresas do Brasil. A Unimed planos de saúde ficou em 202ª posição e é a melhor Unimed colocada no ranking
  • Em agosto de 2012 foi publicado na revista Valor 1.000 as empresas com melhor desempenho em 25 setores analisados. No quesito Planos de Saúde, que apresenta as 50 maiores, a Unimed Paulistana ficou em terceiro lugar
  • O Guia EXAME – Edição Melhores & Maiores publicou em julho de 2012 as mil maiores empresas no quesito “Vendas”. A Unimed Paulistana ocupa a 193 posição e quando comparamos apenas as operadoras de saúde ocupamos o terceiro lugar
  • A Unimed Paulistana recebeu da Unimed planos de saúde o Selo de Responsabilidade Social 2012. Este ano, a Cooperativa foi reconhecida novamente com o nível 3 – um a menos do nível máximo.
  • O Hospital Unimed Santa Helena recebeu o Selo SINASC (Sistema de Informações de Nascidos Vivos), classificação Ouro, referente ao ano de 2011, pelo terceiro ano consecutivo.
  • A Unimed Paulistana consta na lista dos “10 Melhores fornecedores para RH 2012”, após pesquisa nacional realizada pela Gestão & RH Editora, entre os meses de julho e outubro de 2011, com a área de Gestão de Pessoas das maiores empresas brasileiras.

Amil Saúde no Universo Disney


Saúde é a coisa mais gostosa que existe. Conheça um mundo de diversão e saúde para as crianças.
A Amil Saúde acredita que é possível construir um futuro sustentável para as próximas gerações. Por isso, criou o Movimento Saúde 360, que reúne uma série de ações contra a obesidade infantil.

E, dentro dessa iniciativa, apresentamos o Guia Nhac! – Novos Hábitos de Alimentação para Crianças, da Disney, que a Amil Saúde está trazendo com exclusividade para o Brasil. Na publicação, os personagens da Disney apresentam, de forma divertida, dicas saudáveis e muita informação.

 

Amil Saúde Com Disney

Amil Saúde

Amil Saúde lançou também o site Nhac Disney, onde as crianças podem baixar o Guia, jogar games e aprender sobre alimentação e hábitos saudáveis brincando. Além disso, quem acessar o portal pode assinar a petição e aderir ao movimento para a criação do Dia Nacional de Combate à Obesidade Infantil.

Faça parte dessa grande mobilização para construir um futuro mais saudável junto com a amil saúde.

Plano de saúde com descontos

De olho em economia com despesas médicas, operadoras oferecem notebooks e até descontos na mensalidade do plano de saúde
Para ganhar benefícios, clientes precisam ir a consultas, participar de palestras e se submeter a avaliações periódicas assim conseguindo obter o plano de saúde com descontos.


Plano de saúde com descontos

Planos de saúde têm oferecido descontos na mensalidade e prêmios –como notebooks e viagens internacionais mais baratas– para incentivar seus usuários a perder peso, fazer exercícios e adotar hábitos saudáveis.

Há atualmente no Brasil cerca de 1.300 programas de promoção à saúde e de prevenção a doenças, que atingem 1,6 milhão de beneficiários –pouco mais de 3% do total de usuários dos planos.

Desses, 300 planos de saúde com descontos oferecem premiações ou bônus como redução de 10% na mensalidade, segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar.

Para ganhar os benefícios do plano de saúde com descontos, os clientes precisam ir a consultas, participar de palestras e, em alguns casos, se submeter a avaliações periódicas.

Além de reduzir custos, os planos que adotam programas preventivos ganham pontos e podem melhorar a nota no ranking de avaliação da ANS –que é público.

A prevenção da obesidade e das doenças associadas a ela, como diabetes e hipertensão, tem sido um dos principais focos dos programas.

Dados da Vigitel, pesquisa do Ministério da Saúde que monitora os fatores de risco para a saúde, mostram que o sobrepeso atinge até 67% dos usuários de planos–moradores em capitais do país. A obesidade chega a afetar 42%.

O mesmo estudo dá pistas sobre as causas dessa epidemia: até 53% das usuárias tomam refrigerante cinco ou mais vezes por semana. Entre os homens, 48%.

CUSTOS

Estudos mostram que, a cada 1% de redução no peso, na pressão arterial e nos níveis de glicose, há uma economia entre US$ 83 a US$ 103 em despesas médicas por pessoa.

“Todos ganham com programas preventivos: a população [que fica menos doente] e os sistemas de saúde, que reduzem custos”, diz Katia Audi, gerente de monitoramento assistencial da ANS.

A agência incentiva os programas e, em parceria com a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), está avaliando a eficácia deles.

Katia aprova a premiação e o plano de saúde com descontos, mas diz que não pode ser o único caminho. “Tem que trabalhar a consciência.”

Uma revisão de 34 estudos internacionais concluiu que, embora os programas de incentivo e o plano de saúde com descontos mudem comportamentos de saúde a curto prazo, os efeitos positivos tendem a desaparecer quando os benefícios são cortados.

Por isso, os pesquisadores aconselham que o bônus seja atrelado a medidas mais concretas, como a realização de exames preventivos –em vez de uma mudança de comportamento a longo prazo.

A Intermédica prioriza os incentivos em um programa para gestantes. Dá notebooks, bolsas e ingressos de cinema às mães que fazem pré-natal corretamente, amamentam o bebê no peito por mais tempo e mantêm em dia a carteira de vacinação do filho.

A dona de casa Andrênia Cintia da Silva Barbosa, 40, ganhou no início do ano um notebook por ter seguido as recomendações. Nas três gestações anteriores, ganhou até 20 kg, teve hipertensão e perdeu uma filha aos sete meses de gestação. Na última gravidez, teve também diabetes.

“O melhor foi fazer a coisa certa para não prejudicar meu filho. Fiz dieta e só ganhei oito quilos”, diz.

Na opinião do clínico-geral Walter Moschella, especialista em medicina preventiva, a gestação é um período em que as mulheres estão sensibilizadas e tendem a mudar hábitos com mais facilidade e obtendo o plano de saúde com descontos como benefício.

No entanto, mudanças de comportamento de obesos são mais difíceis de serem mantidas, segundo ele. “Não é dando um notebook que vamos atingir as causas emocionais, familiares, metabólicas e físicas da obesidade.”