Plano de saúde pode ficar mais barato

Plano de saúde pode ficar mais barato

A diretoria da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) se reuniu  para discutir um assunto que tem chamado a atenção de muitas pessoas. A partir dessa discussão, será obtido um índice de ajuste dos planos de saúde individual ou familiar entre maio de 2021 e abril de 2022.

Assunto este que gerou bastante comentários, pelo fato de ser a primeira vez que o percentual de reajuste seja negativo, o que fará com que os planos fiquem mais baratos. Nesses últimos 20 anos, o indicador sempre ficou no campo positivo. O menor reajuste foi de 5,42%, em 2000. É definido pela ANS que o percentual máximo de reajuste aplicado pelas operadoras nos planos individuais ou familiares, que são os vendidos diretamente para os consumidores. As operadoras negociam a correção dos planos empresariais, que são os planos disponibilizados pelas empresas e seus funcionários.

De maio de 2020 a abril de 2021, o índice estabelecido pela ANS é de 8,14%. No entanto, devido às consequências da pandemia do coronavírus, a agência decidiu suspender o reajuste de seu plano de saúde de setembro de 2020 a dezembro de 2020. A correção descontinuada será aplicada novamente em janeiro de 2021, diluída em 12 meses, igual em valor para cada período. Alguns economistas estão com estimativas negativas em relação aos ajustes do ano anterior.

Devido à suspensão ou do adiamento de procedimentos médicos não emergenciais ao longo de 2020, além do isolamento social,os dados do site da agência também mostram que o índice de perdas (ativação do plano) e os custos com assistência médica estão diminuindo. A sinistralidade caiu de 82,4% em 2019 para 75,4% em 2020. Já as despesas assistenciais passaram de R$ 173 bilhões para R$ 166 bilhões na mesma base de comparação. Ao mesmo tempo, aumentou o número de pessoas cobertas, chegando a 47,7 milhões.

O relatório da equipa de análise do Santander e Ativa Investimentos, detalha a metodologia de cálculo da ANS utilizada para obter o índice ajustado, que considera dois elementos principais. Por um lado, as despesas médicas per capita dos planos individuais nos dois primeiros anos têm mudado a cada ano, com um peso de 80%, que é ajustado de acordo com as melhorias de eficiência e diferenças de renda, dependendo da faixa etária dos participantes . Por outro lado, o IPCA mede a inflação com peso de 20%.

No relatório do Santander, aponta que 50% dos planos individuais podem vir a ficar 6,5% mais barato. Os analistas afirmam que, “Esperamos que o ajuste negativo deste ano seja revertido em 2022 dado que ele será baseado nos custos de 2021 e na base de comparação baixa de 2020”.
O relatório da Ativa que foi assinado pelo; André Coelho, Guilherme Sousa e Étore Sanchez afirma que, “Muitas ainda são as possibilidades, uma vez que há um grau de discricionariedade na tomada de decisão da agência, e diversas interferências judiciais, afetando não apenas a taxa, mas também quando o reajuste será firmado”.

As últimas palavras vêm do Ministério da Economia. A ANS informou à InfoMoney que o percentual discutido pela diretoria será encaminhado para a carteira de Paulo Guedes e só será divulgado após a constituição da secretaria. Portanto, ainda não há previsão da data de lançamento.

A economista do XP, Tatiana Nogueira, disse que há outros fatores que podem ser considerados nesta fase. Ela explicou: “Se o reajuste negativo for aprovado neste ano, a inflação terá pressão de alta no ano que vem, e a queda pode precisar ser compensada até lá.” Esse pode ser um fator modesto na decisão do Ministério da Economia. “Por exemplo, um reajuste que eventualmente chegará a 5% ou 6% em 2022 pode ficar próximo a 10%”.

A previsão de inflação atual do XP é de que o IPCA acumule 5,4% até o final de 2021. Este valor pressupõe que o reajuste do plano de saúde será zero. Na verdade, se o percentual de confirmação ficar em torno de -5%, o impacto levará o IPCA para 5,3%.

Foi afirmado também pela Federação Nacional de Saúde Suplementar, que no primeiro semestre de 2020 houve uma menor utilização do sistema de saúde suplementar, mas que o cenário mudou radicalmente a partir do fim do ano passado, especialmente, no começo deste ano.

A entidade disse em nota que, “Além da segunda onda da Covid, que lotou hospitais, os atendimentos a outras doenças atingiram níveis elevados, inclusive maiores do que antes da pandemia, fazendo com que as despesas no primeiro trimestre de 2021 sejam as maiores da história”
Foi feito um levantamento pela FenaSaúde, no qual se realizou com base em índice de utilização de 24% dos usuários do sistema, mostrou que em março de 2021 os procedimentos eletivos superaram a utilização do mesmo mês de 2020 e também de 2019.

Um argumento da federação afirma que os custos das quase 700 operadoras de planos de saúde do país com atendimento a pacientes com Covid somaram R$ 27 bilhões entre março de 2020 e abril de 2021. Em nota é dito, “Para o conjunto das associadas da FenaSaúde, que reúne as 15 maiores operadoras do Brasil e 40% do mercado, os custos bateram a marca de R$ 13,5 bilhões”.

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